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Toxina Botulínica

O Que é?
O uso de toxina botulínica para o tratamento de rugas tornou-se muito popular nos últimos anos. Por mais que apareçam novas tecnologias destinadas a esse fim a cada dia, a aplicação de toxina botulínica – popularmente conhecida como Botox, que na verdade é o nome comercial da primeira toxina que chegou ao Brasil e acabou batizando o procedimento entre os leigos – ainda é a campeã dos procedimentos em consultórios dermatológicos. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Departamento de Cosmiatria da Sociedade Brasileira de Dermatologia em 2011, 43% dos procedimentos estéticos feitos para amenizar rugas foram aplicação de toxina botulínica, os 57% restantes correspondem a outros cinco métodos com a mesma finalidade. Isso prova que a toxina liderou sozinha quase metade dos procedimentos.

Desde os tempos mais remotos, o retardo do envelhecimento e o próprio rejuvenescimento vêm preocupando a ciência. Para satisfazer as exigências de cada época, diferentes métodos foram criados, desenvolvidos e aperfeiçoados. O uso da toxina botulinica é uma alternativa muito eficiente que complementa ou substitui técnicas tradicionais para a eliminação das rugas.

A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e provoca relaxamento muscular por meio da inibição de uma substância química chamada acetilcolina, na junção entre o nervo e o músculo (placa neuromuscular). Ela vem sendo usada, desde os anos 1980, para tratamento de doenças neurológicas e oftalmológicas em que ocorre contração incontrolada ou exagerada da musculatura (tiques, paralisia cerebral, espasmos etc.).

A utilização da toxina botulínica em cosmética iniciou-se na década de 1990, promovendo a melhoria das rugas de expressão por meio do relaxamento de músculos específicos. Poder-se-ia questionar a toxicidade do procedimento, uma vez que se utiliza a injeção de uma toxina, entretanto trata-se de um procedimento seguro, pois a dose necessária para causar efeitos tóxicos precisa ser mil vezes maior do que a usada habitualmente num procedimento cosmético.

A ação da toxina é localizada, provocando paralisia muscular que permanece de 2 a 6 meses. O tempo de ação da substância depende das características individuais, como a força dos músculos da face, e também, da quantidade de toxina aplicada. Após esse período o músculo é capaz de formar novas placas (neurogênese), voltando à sua contração normal.  Passados alguns meses da aplicação os movimentos dos músculos tratados começam a voltar. A ação vai diminuindo aos poucos e só quando a movimentação do músculo volta completamente, seu efeito está terminado.  

O início da ação da toxina botulínica se dá após 48 horas do procedimento, atingindo o resultado máximo em até 15 dias. O músculo reage com relaxamento, sem mudança na sensibilidade cutânea. Na área cosmética é indicada para o tratamento das rugas de expressão e deve ser evitada em locais onde a musculatura tem funções fisiológicas, como na área da boca. O resultado final vai depender da técnica, habilidade e experiência do médico e envolve desde a avaliação da face do paciente até a dosagem e pontos onde será aplicada a toxina.

Aplicar toxina botulínica é um modo eficaz de prevenir e tratar rugas de expressão, como aquelas entre as sobrancelhas, na fronte e ao redor dos olhos. Essas rugas são causadas pela contração repetida, durante anos, de músculos que ficam abaixo da pele. Conforme o músculo contrai, ele repuxa a pele que o recobre e, com o tempo, isso deixa marcas. Sob ação da toxina botulínica, os músculos que ao serem contraídos causam as rugas, ficam paralisados. Assim, a marca na pele suaviza e não se acentua mais.

A idade para começar o uso da toxina varia. A partir do momento em que as rugas aparecem, vale a pena investir no tratamento. Só assim dá para impedir a evolução de um processo que, de outra maneira, se agravará com o tempo. Dependendo da idade e das alterações cutâneas de cada paciente, os resultados podem ser complementados e potencializados com outras técnicas, como preenchimento, peelings, luz intensa pulsada e laser.

Toxina colocada em excesso e de forma inadequada, pode levar à mudança da expressão do rosto e determinar uma aparência artificial. Por outro lado, uma aplicação bem dosada deixa um efeito bonito, jovem e natural.  O objetivo é relaxar, e não paralisar os músculos tratados.

A técnica de aplicação da toxina botulínica mudou ao longo do tempo. Há alguns anos era comum usar doses maiores. Sabe-se hoje que doses altas deixam um efeito artificial, enquanto doses menores têm um efeito mais natural. Por outro lado, quanto menor a dose, menor a duração do efeito.

O principal uso cosmético da toxina botulínica é eliminar ou suavizar rugas no terço superior da face (fronte, ao redor dos olhos, entre as sobrancelhas), mas a toxina também ajuda em outras frentes de rejuvenescimento. No Nefertiti lift, o tratamento melhora a definição da mandíbula. A aplicação do produto, nesse caso, é feita no pescoço e no contorno da mandíbula. O objetivo é relaxar o platisma, músculo do pescoço.

Quando se contrai, o platisma repuxa as laterais inferiores da face para baixo. Com os anos, conforme a flacidez da pele se acentua, a ação tanto da gravidade quanto do platisma vão ficando mais aparentes. O relaxamento desse músculo resulta num suave lifting, melhorando por alguns meses a definição da mandíbula.

O efeito é bem mais discreto que uma plástica. Assim, recomenda-se o Nefertiti lift para pessoas que estão nos seus 40 ou 50 anos. E um bom candidato ao tratamento não deve ter excesso de gordura sob o queixo. Outro efeito dessa técnica é suavizar rugas no próprio pescoço.

Outra indicação da toxina botulínica é para o tratamento da hiperidrose (suor excessivo). A hiperhidrose é uma condição dermatológica, que impõe aos pacientes um intenso constrangimento social e até, em alguns casos, limitação em suas atividades produtivas. Estima-se que aproximadamente 2% da população mundial têm sintomas compatíveis com a hiperidrose. Nessas pessoas, o excesso de suor compromete a qualidade de vida.

Esta condição geralmente envolve as regiões palmares, plantares  e axiliares, onde as glândulas sudoríparas écrinas estão concentradas. Estas glândulas são inervadas por fibras colinérgicas do sistema nervoso simpático e mostram uma reposta exagerada, principalmente em indivíduos sob condições de estresse emocional. A hiperhidrose axilar, em particular, pode ser pessoalmente desagradável e interfere social e profissionalmente, causando umidade, manchas e deterioração das roupas.

Até o advento da toxina botulínica, seu tratamento constituía-se de procedimentos invasivos, como simpatectomia ou uso de substâncias tópicas ou por via oral que não apresentam eficácia satisfatória e têm inúmeros efeitos colaterais. A toxina bloqueia temporariamente a ação da glândula sudorípara, resolvendo a questão por alguns meses.

A resistência à toxina até pode ser considerada, já que é possível haver produção de anticorpos que neutralizam a substância. Mas é uma hipótese remota, pois o estímulo à formação de anticorpos acontece com doses muito altas em curtos intervalos de tempo, não utilizadas habitualmente no tratamento dermatológico.

A aplicação da toxina botulínica deve ser realizada numa sala especial, com acomodação adequada para o especialista e paciente, contando com a assepsia do instrumental. Além disso, o ambiente deve ser silencioso e próprio para a concentração que o procedimento exige. Portanto, sua aplicação em festas e reuniões com bebidas alcoólicas é totalmente condenada pela Vigilância Sanitária, Conselho Federal de Medicina e Sociedade Brasileira de Dermatologia.

A diluição da substância é feita com soro fisiológico e varia conforme o produto comercial e a experiência do médico. Cerca de 30 minutos antes da aplicação, a região a ser tratada deve ser anestesiada com cremes à base de xilocaína. A injeção é feita nos pontos pré-determinados, com seringa e agulha de insulina. Em seguida, a região deve ser limpa com antissépticos normais e o paciente orientado para não deitar nas 4 horas seguintes e nem fazer atividade física por 48 horas.

O procedimento é ligeiramente doloroso e pode deixar pequenos hematomas que permanecem por 5 a 10 dias. As rugas de expressão podem desaparecer totalmente por cerca de 6 meses e, também, pode haver descondicionamento de certas regiões, como fronte e área entre sobrancelhas, pois o cérebro esquece esse tipo de contração. Não é aconselhável repetir a aplicação antes de 3 meses. O músculo sempre voltará a contrair, não havendo sequelas definitivas.

A toxina é, portanto, segura e eficaz para o tratamento das rugas de expressão, desde que seja diluída e aplicada de forma correta. A aplicação da toxina botulínica deve obedecer ao bom senso e, sendo assim, idade precoce, quantidade exagerada e aplicações seguidas em curtos intervalos de tempo devem ser evitadas.
 
Duvidas Frequentes
Você tem notado, com base em sua experiência clínica, o aumento de pacientes que procuram por botox cada vez mais cedo?
De forma geral, observa-se um aumento significativo da procura por procedimentos estéticos menos invasivos, como a aplicação de toxina botulínica, em detrimento da procura por procedimentos cirúrgicos.

Hoje são realizadas cerca de 3 milhões de aplicações anuais de toxina botulínica nos Estados Unidos. Isto a princípio já demonstra que há boa aceitação em relação aos resultados deste procedimento.

Observo sim que há uma procura pelo procedimento por pacientes cada vez mais jovens e considero isso positivo. Pacientes jovens, no geral, almejam o efeito preventivo da toxina, que é muito interessante e promove excelentes resultados, desde que seja bem indicado e executado.
 
Do ponto de vista dermatológico, quais os contras de se começar cedo com esta prática? O que pode acarretar à paciente? E quais são os pontos positivos de começar cada vez mais cedo – se é que eles existem?
O uso da toxina botulínica é um procedimento médico, seguro, eficaz e com poucos efeitos colaterais. Durante os 20 anos da utilização estética da toxina botulínica, as técnicas e os padrões têm mudado radicalmente. Hoje existe uma tendência do uso preventivo, iniciando-se precocemente, quando as linhas começam a se instalar, bem como uma tendência a utilização de quantidades menores, para evitar o efeito paralisado e artificial. A idéia é relaxar a musculatura, para impedir que as linhas dinâmicas (que aparecem com a movimentação) se estabeleçam de forma definitiva pela contração repetida. A toxina é consagrada como um tratamento simples efetivo e seguro e seu uso precoce (desde que bem indicado) não prejudica resultados a longo prazo e tem efeito positivo no envelhecimento, postergando o aparecimento das rugas.

A aplicação de toxina em doses adequadas relaxa a expressão facial, sem prejudicar a naturalidade. Iniciar cedo as aplicações não prejudica futuras aplicações. O tratamento pode ser repetido inúmeras vezes, conforme o desejo ou a necessidade individual. O único cuidado é o intervalo das aplicações, que deve ser maior que 3 meses, pois aplicações em curtos intervalos, podem induzir a produção de anticorpos contra a toxina, fazendo com que o indivíduo fique resistente ao tratamento.
 
Qual seria a idade ideal e ‘segura’ para começar a apostar no procedimento?
Não existe uma idade que poderíamos apontar como ideal, pois as diferenças genéticas e os hábitos de vida são extremamente variáveis, especialmente em um país missigenado como o Brasil. Assim sendo, uma jovem de pele clara (loira de olhos azuis), na qual o envelhecimento tende a se instalar mais precocemente, pelas próprias características constitucionais da pele (menor quantidade de melanina), poderia iniciar a aplicação por volta dos 25 anos, já uma paciente negra, que tem uma pele mais protegida, com maior quantidade de melanina e fibras colágenas numerosas e densas, poderia iniciar a aplicação com 40 anos ou mais. Cada paciente deve ser avaliado de forma individualizada, o ideal é que as aplicações tenham início assim que as rugas comecem a se estabelecer, quando começas a ficar visíveis sem a movimentação facial.
 
Como saber quando se está exagerando na obsessão pelo botox? Quando saber a hora de parar?
Toxina colocada em excesso e de forma inadequada, pode levar à mudança da expressão do rosto e determinar uma aparência artificial. Por outro lado, uma aplicação bem dosada deixa um efeito bonito, jovem e natural.  O objetivo é relaxar, e não paralisar os músculos tratados.

Do meu ponto de vista o fator principal é o bom senso, de ambos os lados, do médico e do paciente. Cabe ao paciente procurar um bom profissional, que tenha capacitação técnica, boa formação e ética para indicar e executar adequadamente o procedimento. A idéia não é paralisar, deixar artificial e nem tirar as feições do indivíduo, mas sim suavizar as rugas e rejuvenescer de forma natural. A toxina botulínica é um excelente mecanismo para melhora estética, desde que seja bem indicada e realizada com técnica adequada. Bom senso é fundamental!

Quais seriam as alternativas ao botox, para que a mulher desde cedo comece a preparar a pele para o envelhecimento (cremes, hábitos diários, etc)
Cuidados essenciais como beber muita água, não fumar, manter uma alimentação equilibrada, não abusar de bebidas alcoólicas, praticar exercícios e evitar o estresse devem ser sempre lembrados quando o assunto é barrar o evelhecimento. Para preservar-se jovem o maior tempo possível:
  • Abandonar o tabagismo;
  • Usar filtro solar diariamente;
  • Exercitar-se moderada e regularmente;
  • Não ingerir mais calorias do que gasta e procurar alimentar-se de forma balanceada e equilibrada. Dieta rica em frutas, verduras, alimentos integrais e carnes magras.
  • Dormir bem, sono de qualidade;
  • Retire a maquiagem antes de dormir;
  • Faça limpeza de pele frequentemente (mensal) - promove a desobstrução dos poros e renovação celular, deixando a pele respirar melhor e evitando pequenos nódulos e imperfeições que ficam mais visíveis com o envelhecimento cutâneo;
  • Recorra aos tratamentos dermatológicos: peelings, laser e luz intensa pulsada, preenchimento, toxina botulínica;
  • Tirar proveitos dos aliados poderosos (uso tópico): ácido retinóico, alfa hidroxiácidos (AHA ) como o glicólico, vitamina C, vitamina E, liftline, tensine, estimuladores de colágeno como os glycans, hidroxiprolisilane, ácido hialurônico etc. Obs: sempre com orientação de um dermatologista;
  • Encontre um modo de lidar  com o estresse. Medidas simples e mudanças de hábito podem ser muito benéficas. 
 
 
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