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Proteção Solar

Proteção Solar
Qual é a importância de repassar o filtro solar?
Independentemente do protetor solar escolhido, certifique-se de aplicá-lo generosamente e re-aplicar, pelo menos a cada 2h, para alcançar a proteção UV indicada no rótulo do produto. Sempre após entrar na água, ou após suor excessivo, o produto deve ser re-aplicado, pois perde sua capacidade de fotoproteção. A radiação solar desestabiliza e inativa diversos componentes do fotoprotetor, por isso é fundamental a re-aplicação para garantia de proteção solar adequada. O buço é uma região em que a pele é mais sensível e mais reativa (mais susceptível a manchas) e o suor é mais intenso do que o restante da face, além do protetor apresentar menor fixação devido aos movimentos da boca, uso de guardanapo, contato com líquidos, ao beber água, ou suco, por exemplo, daí a importância de uma atenção maior à re-aplicação do protetor solar nessa área.
 
Por que não podemos dispensar o filtro solar mesmo quando estamos na cidade?
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
 
Por que não posso fazer tratamento a laser depois de tomar sol?
Muitos tipos de laser, como os direcionados à eliminação de pêlos ou ao tratamento de manchas, possuem afinidade pela melanina, pigmento que dá cor à pele. Numa pele bronzeada, existe aumento da quantidade de melanina, que é o alvo do laser, propiciando risco de queimaduras, manchas e cicatrizes. Além disso, uma pele bronzeada, possui melanócitos mais ativos (estimulados à produção de pigmento pela radiação solar), qualquer reação inflamatória, como a determinada pelo laser, pode estimular ainda mais à pigmentação e gerar o aparecimento de manchas.
 
O protetor solar inibe a produção de vitamina D? Quais as consequências disso?
A proteção solar tornou-se uma prática muito utilizada nos dias atuais por pacientes que já sofreram algum tipo de câncer de pele e também como prevenção pelas pessoas que apresentam maior risco de desenvolverem o tumor. Contudo, alguns estudos têm sugerido que a fotoproteção da pele poderia colocar esta população em risco para desenvolver deficiência de vitamina D e, como resultado, os pacientes estariam sujeitos a futuras alterações na mineralização óssea. É inquestionável a importância da vitamina D para o tecido ósseo. Sua deficiência está associada a um risco aumentado de deformidades ósseas e fraturas.
   
A vitamina D tem sua produção estimulada pela exposição da pele à radiação ultravioleta B (UVB), sendo limitadas as fontes naturais através da dieta. Coincidentemente a radiação UVB é considerada o fator mais ativo na formação do câncer de pele. Portanto, os pacientes estão recebendo, por parte dos médicos, orientações de saúde antagônicas: a fotoproteção para evitar o câncer de pele e, ao mesmo tempo, a necessidade de exposição solar para garantir uma boa produção de vitamina D.
   
Foi realizada uma pesquisa para avaliar se a orientação para uma proteção solar absoluta traria prejuízo ou não da produção de vitamina D, comparando-se com pacientes que não praticam a fotoproteção. Os participantes tinham entre 35 e 60 anos e pele clara.

Os que se fotoprotegeram não se expuseram ao sol entre 9 e 15 horas nos últimos 6 meses ou o fizeram sempre com forte proteção solar (roupas e/ou filtro solar aplicado corretamente) e os que não se protegeram se expuseram regularmente ao sol nos últimos 6 meses e não utilizaram nenhum mecanismo de fotoproteção. Resultados: em todos os pacientes foram dosadas no sangue as concentrações de vitamina D e observou-se que nos indivíduos fotoprotegidos ocorreram valores menores da concentração de vitamina D do que naqueles que não se protegeram, mas não o suficiente para causar a deficiência de vitamina D. Esta é uma diferença esperada, porém, sem repercussão, pois os fotoprotegidos, apesar de valores médios mais baixos, continuam dentro da faixa de normalidade e, portanto, não ficaram deficientes em vitamina D.
   
Vale ressaltar que, em um país tropical, como o nosso, a proteção solar absoluta é impossível de ser praticada e, portanto, conclui-se que a radiação solar UVB do dia a dia é suficiente para promover a produção adequada de vitamina D. Os resultados deste trabalho, realizado com pessoas de pele clara, demonstraram a capacidade de se produzir vitamina D com as pequenas exposições do dia a dia.
 
Muito se comenta que protetores com o FPS acima de 30 não protegem tanto se comparados ao fator 30? Isso é verdade?
Assim, qualquer tipo de exposição ao sol requer o uso de filtro solar, que precisa ser aplicado diariamente, mesmo quando o clima está frio, nublado ou chuvoso, pois mesmo nessas circunstâncias 80% dos raios solares conseguem ultrapassar as nuves e atingir a superfície. Apresentados em diferentes formas – gel, loção ou spray –, os filtros são produzidos com substâncias que protegem a pele ao absorver, refletir ou dispersar a radiação UV, minimizando seus efeitos.
   
O FPS (Fator de Proteção Solar) aponta o grau de proteção contra queimaduras oferecido pelo filtro solar. Quando alguém usa um filtro com FPS 30, por exemplo, significa que levará 30 vezes mais tempo para ficar vermelho do que se não tivesse aplicado o produto. Ou seja, está 30 vezes mais protegido do que se estivesse sem nada.
   
Como o FPS refere-se apenas ao grau de proteção contra a radiação UVB e ainda não existe consenso para classificar a proteção contra a radiação UVA, o ideal é optar por produtos que informem, na embalagem, oferecer proteção máxima contra radiação UVA/UVB. A eficácia varia conforme a quantidade aplicada e o tempo de exposição. Quanto maior o FPS, maior o nível de radiação UV filtrado pelo produto e maior o intervalo para sua reaplicação. O filtro solar protege a pele tanto em relação aos danos agudos, como queimadura, assim como dos crônicos, como envelhecimento e câncer de pele. Imaginemos que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, esta mesma pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha, isto é, 150 minutos (cerca de duas horas).
   
O filtro solar deve ser escolhido considerando a tonalidade e o tipo de pele. Quanto mais clara for uma pessoa, maior o FPS de que ela precisará. Dermatologistas recomendam a utilização de produtos com FPS 30, no mínimo.
   
O filtro solar precisa ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao Sol, em todas as áreas que ficarão expostas, e reaplicado a cada duas horas, ou até antes, caso se esteja na praia, na piscina ou realizando atividades que implicam transpiração excessiva. O produto deve ser espalhado generosamente pelo corpo. A quantidade utilizada varia conforme a constiuição física de cada pessoa, mas, nos EUA, o FDA estabelceu um mínimo de 2 miligramas do produto por cada centímetro quadrado do corpo. Em termos práticos, isso significa usar:
 
No rosto e no pescoço: 1 colher de chá
No tronco: 1 colher de sopa na parte dianteira e outra na parte traseira;
Nos braços: 1 colher de sopa para ambos;
Nas pernas: 1 colher de sopa para ambas. 
Caso seja utilizado em quantidade menor que o necessário, o filtro solar terá sua eficácia comprometida e agirá por menos tempo, e a pele ficará exposta aos efeitos deletérios da radiação UV. Não economize o produto e não esqueça de aplicá-lo em áreas vulneráveis do corpo, como orelhas, pés e mãos.
 
Tem algum cuidado específico para os praticantes de esportes aquáticos, já que por estarem na água percebem menos a ação do sol?
O maior desafio para os atletas de provas de resistência não é a competição, mas a exposição ao sol. Os triatletas, por exemplo, competem em áreas descobertas em três esportes de resistência: natação, ciclismo e corrida. Muitos competidores não se protegem adequadamente e, o resultado disso, pode ser o envelhecimento precoce e o câncer de pele, incluindo melanomas. Metade dos problemas de pele dos atletas deve-se ao sol
   
Em um estudo realizado com triatletas, cerca da metade apresentou afecções cutâneas, sendo que 55% destes problemas deveram-se à queimadura solar, resultado parecido com o encontrado entre os praticantes de maratona.
   
Durante as competições, os atletas usam menos roupas que nos treinos, ficando mais expostos ao sol. No entanto, o maior período de exposição ocorre durante os treinos, uma vez que os atletas ficam expostos ao sol diariamente e por várias horas.
   
Competidores experientes se utilizam de vários métodos para evitar tais ameaças à pele. Suas estratégias são aconselháveis para qualquer pessoa que se exercite ao sol:
  • Treinar nas primeiras ou últimas horas do dia, mesmo que isso signifique fazer os treinos em 2 sessões;
  • Permanecer fora do sol das 10 às 16 horas;
  • Durante os exercícios, cobrir a pele tanto quanto possível com bermudas longas e camisas de mangas compridas ou similares;
  • Proteger os olhos com óculos de sol com proteção anti-UV;
  • Usar protetores solares com fator de proteção 30 ou maior em todas as áreas expostas da pele, mesmo se o dia estiver nublado;
  • Usar protetores em bastão para os lábios e também ao redor dos olhos, porque são mais resistentes ao suor;
  • Mesmo se o filtro solar for "à prova d'água", reaplicá-lo ao sair da água e a cada 2 horas;
  • Os triatletlas podem deixar um frasco de filtro solar fixado nas bicicletas com fita adesiva. 
Estes poucos cuidados fazem grande diferença para a saúde da pele e pouca diferença quanto à competitividade do atleta.
  
Qual é o horário mais crítico para ficar exposto no sol?
A radiação UV incide sobre a Terra junto com a luz do Sol, está dividida em dois tipos – UVA e UVB –, e provoca diversas reações em nossa pele.
   
A radiação UVA – cuja intensidade pouco varia ao longo do dia – penetra profundamente na cútis e aumenta o risco reações como câncer de pele e fotoenvelhecimento. Mais intensa no verão e no período entre 10h e 16h, a radiação UVB atinge a pele mais superficialmente e provoca queimaduras e vermelhidão.
   
Assim, qualquer tipo de exposição ao Sol requer o uso de filtro solar, que precisa ser aplicado diariamente, mesmo quando o clima está frio, nublado ou chuvoso, pois mesmo nessas circunstâncias 80% dos raios solares conseguem ultrapassar as nuvens e atingir a superfície. Apresentados em diferentes formas – gel, loção ou spray –, os filtros são produzidos com substâncias que protegem a pele ao absorver, refletir ou dispersar a radiação UV, minimizando seus efeitos.
  
Quais as novidades em protetores solares?
A grande novidade nos filtros solares é o toque seco dos novos produtos, que garante proteção efetiva sem deixar a pele oleosa ou brilhante, podendo apresentar ainda efeito matificante. Produtos com efeito "ice" também podem estimular o uso do filtro solar, já que a sensação "geladinha" refresca a pele.
   
Na maquiagem boas marcas já oferecem diferentes produtos com proteção solar como bases, pós compactos e batons. A maquiagem com filtro solar é muito útil, pois oferece praticidade e proteção física, dada pelas partículas pigmentares.
   
Hoje também há no mercado brasileiro cápsulas com o objetivo de proteger a pele do sol. Elas não devem ser usadas por quem deseja preparar a pele para o bronzeado do verão, mas sim por pessoas que evitam a exposição solar e desejam aumentar a proteção natural da pele. Vale lembrar que o produto não substitui o uso do protetor solar.
    
Atualmente já existem até roupas com proteção solar: quanto mais fechada a trama do tecido, melhor. O mais indicado é o uso de camisas, chapéus e bonés com filtro solar, principalmente, para quem pratica exercícios ao ar livre. Estes produtos são embebidos em soluções protetoras que preservam sua ação por até 60 lavagens.
 
Há alguma mais indicado, como em spray, ou gel? Ou que tenha hidratação? Qual o fator de proteção mínimo recomendado?
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30.
 
O Verão se aproxima e as pessoas passam a se preocupar mais com o sol? Isso é errado, já que os meses de frio também oferecem riscos?
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
 
Crianças devem usar protetor diferente? Por que?
A proteção das crianças é responsabilidade dos pais e deve ser orientada desde muito cedo. Ensinando desde pequenos a importância de se proteger do sol, esta idéia será incutida como verdade e seus filhos se habituarão a ela como hoje se habituaram a escovar os dentes todos os dias. Cerca de 75% da exposição solar acumulada durante toda a vida ocorre até os 20 anos de idade, sendo muito importante a proteção solar nesta faixa etária. Iniciando o hábito na infância, fica muito mais fácil, eles se acostumarão rápido e vão manter o uso quando chegarem à adolescência, época de maior exposição ao sol.
 
Regra do sol para as crianças:
  • Não use filtro solar em bebês com menos de 6 meses de idade. Mantenha-os fora do sol. Assegure-se de que há sombra total nos carrinhos e na cadeirinha do carro. Quando sair na rua, use sempre sombrinhas para o sol.
 
Para crianças de 6 meses ou mais: 
  • Evite o sol entre 10 e 16 horas, quando a radiação solar é mais intensa. 
  • Proteja a criança com chapéus e roupas. Um bom chapéu de sol deve proteger as orelhas, nariz e lábios. Isso também reduz o risco da criança vir a desenvolver catarata mais tarde. 
  • Na hora de escolher o filtro solar para o bebê, prefira um que seja de amplo espectro (anti UVA e UVB) com fator de proteção solar (FPS) 30 ou maior. 
  • Aplique o filtro solar generosamente, não economize! A aplicação deve ser feita de 20 a 30 minutos antes da exposição solar. O ideal é aplicar o protetor em casa, antes de sair ao sol. Reaplique a cada 2 horas, ou menos, caso a criança esteja brincando na água ou suando muito. 
  • Alguns remédios fazem com que a pele fique mais sensível ao sol. Quando o pediatra prescrever alguma medicação, pergunte se o sol deve ser evitado. 
  • Não se engane com dias nublados. Os raios solares perigosos atravessam as nuvens e a neblina. 
  • Cuidado com a luz refletida. A luz do sol reflete na areia, no concreto e na água, atingindo a pele, mesmo na sombra. 
  • A sombra ensina a identificar o horário proibido. Ensine suas crianças a examinar a própria sombra. Elas vão aprender desde cedo a evitar o pior horário do sol. Próximo ao meio dia nossa sombra fica menor do que o tamanho de nosso corpo, é o horário da sombra curta. É quando devemos evitar o sol. Quando nossa sombra está maior do que nosso corpo, podemos ficar ao sol, mas com protetores solares. É o horário da sombra longa. As crianças gostam de aprender a identificar os diferentes horários e se acostumam a entender as diferenças entre eles e a importância de evitar o sol entre 10 e 16 horas. 
  • Para diminuir o risco de irritações na pele e nos olhos do bebê, opte por um protetor que contenha apenas filtros inorgânicos, como o óxido de zinco ou o dióxido de titânio (filtros físicos). 
 
 
Atenção: penas algumas queimaduras solares podem aumentar o risco de câncer de pele na idade adulta e que a proteção da pele das crianças é responsabilidade dos pais!
 
 
A Anvisa fez algumas mudanças na legislação sobre o fator de proteção. Isso foi importante?
Sim, mto importante. Os protetores solares utilizados pela população brasileira ganharam novas regras para garantir a proteção da pele dos usuários. Uma das principais mudanças foi que o valor mínimo do Fator de Proteção Solar (FPS) passou de 2 para 6 e a proteção contra os raios UVA de no mínimo 1/3 do valor do FPS declarado. O FPS mede a proteção contra os raios UVB, já o FP UVA (PPD) mede a proteção contra os raios UVA. Para tais comprovações, as metodologias aceitas pela Anvisa foram atualizadas e foi estabelecida uma metodologia específica para a comprovação contra raios UVA, que, até então, não estava definida.
   
A resolução RDC 30/12, publicada pela Anvisa, também aumentou os níveis dos testes exigidos para comprovar a eficácia do protetor. Pela norma, alegações, como resistência à água, tem que ser comprovadas por metodologias específicas definidas no novo regulamento. Os fabricantes podem indicar em seus rótulos as expressões "Resistente à água", " Muito Resistente à água", "Resistente à Água/suor" ou "Resistente à Água/transpiração", desde que comprovem essa característica.

O rótulo dos protetores solares teve mudança ainda em suas informações obrigatórias. A orientação sobre a necessidade de reaplicação passou a ser obrigatória para todos os produtos, mesmo aqueles mais resistentes à água. Além disso, ficou vedada qualquer alegação de 100% de proteção contra as radiações solares ou a indicação de que o produto não precisa ser reaplicado.

O prazo de adequações dos fabricantes à norma foi de dois anos. A nova regra seguiu os novos parâmetros para protetores solares adotados em todo o Mercosul.
O Que é o protetor solar?
Os protetores solares (ou filtros solares) são agentes químicos de uso tópico capazes de dificultar que a radiação UV atinja e danifique a nossa pele. A radiação UV incide sobre a Terra junto com a luz do Sol, está dividida em dois tipos – UVA e UVB –, e provoca diversas reações em nossa pele.
   
A radiação UVA – cuja intensidade pouco varia ao longo do dia – penetra profundamente na cútis e aumenta o risco reações como câncer de pele e fotoenvelhecimento. Mais intensa no verão e no período entre 10h e 16h, a radiação UVB atinge a pele mais superficialmente e provoca queimaduras e vermelhidão.
   
Assim, qualquer tipo de exposição ao sol requer o uso de filtro solar, que precisa ser aplicado diariamente, mesmo quando o clima está frio, nublado ou chuvoso, pois mesmo nessas circunstâncias 80% dos raios solares conseguem ultrapassar as nuves e atingir a superfície. Apresentados em diferentes formas – gel, loção ou spray –, os filtros são produzidos com substâncias que protegem a pele ao absorver, refletir ou dispersar a radiação UV, minimizando seus efeitos.
   
O FPS (Fator de Proteção Solar) aponta o grau de proteção contra queimaduras oferecido pelo filtro solar. Quando alguém usa um filtro com FPS 30, por exemplo, significa que levará 30 vezes mais tempo para ficar vermelho do que se não tivesse aplicado o produto. Ou seja, está 30 vezes mais protegido do que se estivesse sem nada.

Como o FPS refere-se apenas ao grau de proteção contra a radiação UVB e ainda não existe consenso para classificar a proteção contra a radiação UVA, o ideal é optar por produtos que informem, na embalagem, oferecer proteção máxima contra radiação UVA/UVB. A eficácia varia conforme a quantidade aplicada e o tempo de exposição. Quanto maior o FPS, maior o nível de radiação UV filtrado pelo produto e maior o intervalo para sua reaplicação. O filtro solar protege a pele tanto em relação aos danos agudos, como queimadura, assim como dos crônicos, como envelhecimento e câncer de pele. Imaginemos que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, esta mesma pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha, isto é, 150 minutos (cerca de duas horas).
    
O filtro solar deve ser escolhido considerando a tonalidade e o tipo de pele. Quanto mais clara for uma pessoa, maior o FPS de que ela precisará. Dermatologistas recomendam a utilização de produtos com FPS 15, no mínimo.
   
O filtro solar precisa ser aplicado cerca de 30 minutos antes da exposição ao Sol, em todas as áreas que ficarão expostas, e reaplicado a cada duas horas, ou até antes, caso se esteja na praia, na piscina ou realizando atividades que implicam transpiração excessiva.       O produto deve ser espalhado generosamente pelo corpo. A quantidade utilizada varia conforme a constiuição física de cada pessoa, mas, nos EUA, o FDA estabelceu um mínimo de 2 miligramas do produto por cada centímetro quadrado do corpo. Em termos práticos, isso significa usar:

No rosto e no pescoço: 1 colher de chá
No tronco: 1 colher de sopa no tórax e outra no dorso;
Nos braços: 1 colher de sopa para ambos;
Nas pernas: 1 colher de sopa para ambas.    Caso seja utilizado em quantidade menor que o necessário, o filtro solar terá sua eficácia comprometida e agirá por menos tempo, e a pele ficará exposta aos efeitos deletérios da radiação UV. Não economize o produto e não esqueça de aplicá-lo em áreas vulneráveis do corpo, como orelhas, pés e mãos.
   
Usuárias habituais de maquiagens ou hidratantes com FPS precisam ficar atentas quanto à real efetividade dos mesmos. Diversos produtos apresentam fator de proteção muito baixo e insuficiente para a finalidade a que se destina. O ideal é apostar em produtos com FPS acima de 30, que são mais difíceis de encontrar. Pessoas de pele negra ou morena também precisam de proteção e devem apostar em produtos com FPS 15, no mínimo, enquanto as peles mais claras requerem FPS ainda mais elevado.
   
Independentemente do protetor solar escolhido, certifique-se de aplicá-lo generosamente e re-aplicar, pelo menos a cada 2h, para alcançar a proteção UV indicada no rótulo do produto. Sempre após entrar na água, ou após suor excessivo, o produto deve ser re-aplicado, pois perde sua capacidade de fotoproteção. A radiação solar desestabiliza e inativa diversos componentes do fotoprotetor, por isso é fundamental a re-aplicação para garantia de proteção solar adequada.  
   
O filtro solar precisa ser passado em quantidade suficiente para deixar uma camada espessa e protetora. Ele deve ser espalhado em todo o corpo, inclusive orelhas, pés e mãos 30 minutos antes da exposição solar. O filtro deve ser repassado, também em quantidade significativa, 20 a 30 minutos após o início da exposição. Depois disso ele será passado novamente a cada duas horas.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 15.
   
A exposição à radiação ultravioleta (UV) é tida como principal fator de risco para a maioria dos cânceres de pele, sendo a luz solar a principal fonte desse tipo de radiação. O valor do dano provocado pelos raios UV depende da intensidade, do tempo de exposição e da proteção ou não da pele com roupas ou filtro solar. Muitos estudos apontam, também, para a exposição em tenra idade (por exemplo, queimaduras solares durante a infância) como um fator de risco adicional.
   
A Sociedade Americana de Câncer estimou que, em 2007, mais de um milhão de casos de carcinomas basocelulares e epidermoides e cerca de 60 mil casos de melanoma estariam associados à radiação UV. Além da exposição solar, existem outros fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele, como fototipo cutâneo, cor dos olhos e cabelos, tendência a bronzeamento e queimaduras, história pessoal ou familiar de câncer de pele.
   
Os adolescentes constituem um grupo vulnerável aos efeitos nocivos do sol, tanto pelo efeito estético do bronzeado quanto pela frequência elevada de práticas de esportes ao ar livre. A proteção solar efetiva, no entanto, é um hábito incomum entre os jovens, fato que aumenta a probabilidade de ocorrerem queimaduras solares, insolação e, até mesmo, futuros cânceres de pele nesse subgrupo populacional.
 
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
 
Recomendam-se filtros solares que ofereçam o seguinte:
  • Amplo espectro de proteção (protege contra raios UVA e UVB).
  •  Fator de Proteção Solar – FPS ≥ 15 (Proteção UVB).
  • PPD ≥ 8 (Proteção UVA).
  •  Resistência à água.

Um protetor solar com as características supra-citadas ajuda a proteger a pele contra queimaduras solares, envelhecimento precoce e câncer de pele. No entanto, filtro solar sozinho não protege totalmente a pele desses danos. Também é recomendado evitar à exposição solar das 10-16h, e, nos horários críticos (quando sua sombra é menor do que você), sempre que possível, buscar proteção solar extra, através do uso de mangas compridas, calças, chapéus de abas largas e óculos de sol.

O melhor protetor solar é o que você vai usar repetidas vezes (2/2h). 

O tipo de filtro solar escolhido é uma questão de gosto pessoal e pode variar, dependendo da área do corpo a ser protegida e das características da pele. Existem diversas opções disponíveis: loções, cremes, gel-cremes, géis, pomadas, bastões de cera, sprays etc. 

Cremes são mais indicados para pele seca e aplicação no rosto. 

Quem tem pele oleosa, deve optar pelos géis, gel-cremes, cremes oil-free e loções. 

Géis também são indicados para áreas com muitos pêlos, tais como couro cabeludo ou peito, braços e pernas no sexo masculino. 

Bastões são interessantes para região ao redor dos olhos e lábios. 
 
Os sprays são, por vezes, os preferido pelos pais, uma vez que são práticos e fáceis de aplicar nas crianças. Certifique-se de usar quantidade adequada para cobrir toda a superfície corpórea completamente e cuidado para não inalar esses produtos. 

Há também filtros solares feitos para fins específicos, tais como para pele sensível e bebês. 

Independentemente do protetor solar escolhido, certifique-se de aplicá-lo generosamente e re-aplicar, pelo menos a cada 2h, para alcançar a proteção UV indicada no rótulo do produto. 

Atenção: Sol em excesso é perigoso até com fotoprotetor! Muita gente se ilude achando que usar um FPS alto só uma vez ao dia ou um FPS baixo várias vezes ao dia as protege adequadamente, e acabam se expondo exageradamente ao sol. Ou muitas vezes não espalham o produto uniformemente em toda pele, nem após contato com a água. Muitos também acreditam que usar FPS significa, automaticamente, que podem abusar do sol a todo momento. Nessa ilusão, muita gente tem sofrido os males devidos ao sol bem mais precocemente. Todo cuidado é pouco!

A Ciência tem caminhado cada vez mais na busca de fotoprotetores ideias, com menor efeito alergênico e maior eficácia. Mantenha-se sempre informado junto ao seu médico, seguindo antes de tudo as orientações dele, especialmente se houver algum familiar com histórico de câncer de pele.
Roupas Fotoprotetoras
O surgimento de roupas com proteção solar tem a ver com o aumento da preocupação com os efeitos do sol? Quando esses produtos começaram a ganhar mercado?
Nos últimos anos, o interesse sobre a importância das roupas como barreira de proteção à RUV tem aumentado no meio científico, principalmente em situações especiais, como na infância, na qual a proteção precoce é fundamental na prevenção do câncer. Este ponto de vista foi reforçado por alguns estudos, tais como o realizado em crianças de creches na Alemanha, que apresentaram diminuição de lesões melanocíticas proporcionalmente ao maior uso de roupas. Em países como Austrália, onde se realizam há vários anos campanhas educacionais para o uso de roupas nas crianças, se tornou muito popular a procura, pelos pais, por vestimentas adequadas para atividades ao ar livre, principalmente nas praias.
   
Em muitos países já existem avanços na normatização de fardamentos adequados para trabalhadores em situações de risco, como os que exercem suas atividades em ambientes abertos (pedreiros, agentes de saúde, carteiros etc) ou os que estão expostos a fontes artificiais de radiação (soldadores).
   
A tendência das campanhas é estender e enfatizar a importância do uso de roupas adequadas, principalmente nos momentos de recreação da população, e aumentar o interesse pelo assunto para o grupo de pacientes com desordens fotossensíveis.
   
A fotoproteção por meio de roupas e chapéus é a forma mais antiga, comum e fácil de ser realizada e deve ser divulgada como excelente proteção contra a RUV (radiação ultravioleta).
   
As roupas podem proporcionar um barreira contra a radiação ultravioleta. Para a prática de esportes ao ar livre ou aquáticos, para situações que dificultem a reaplicação do filtro solar ou no caso das crianças com menos de 6 meses, as roupas podem ser uma ótima opção para quem quer proteger a pele do sol.
   
A utilização de vestes como barreira contra o sol é de conhecimento secular e pode ser comprovada observando-se as figuras, desde as antigas civilizações egípcias e mesopersas, em que as pessoas mais privilegiadas socialmente, sabiamente, cobriam-se com roupas e adornos de cabeça, que as protegiam da RUV e lhes davam destaque. Estes hábitos se mantiveram até a revolução industrial e o início do século XX, quando surgiu o culto ao bronzeado como símbolo de saúde e beleza e maior área de pele foi sendo exposta ao sol.
 
Elas realmente funcionam no quesito proteção? 
O uso dessas roupas dispensa a aplicação do protetor solar tradicional?

O uso de roupas e chapéus como fatores de proteção à RUV deve ser considerado escolha de primeira linha para proteção contra o UVA e principalmente para UVB.

Entre as vantagens do uso de roupas, deve-se enfatizar a segurança e a certeza da uniformidade e continuidade da proteção oferecida. Ela se inicia imediatamente ao vesti-las, não necessitando de um tempo de espera anterior à exposição solar, e continua enquanto se permanecer vestido, contrapondo-se aos filtros solares, que necessitam de um tempo de espera e reaplicações, o que torna as vestes práticas em muitos momentos e situações. 
   
Outro fator interessante é seu investimento econômico baixo, quando comparado a outras formas de proteção. A desvantagem é que apenas a área coberta pelo tecido é protegida, fato este que se torna relevante em um país onde culturalmente as pessoas têm a tendência de diminuir os tamanhos das roupas no verão, principalmente em atividades recreativas e esportivas realizadas ao ar livre, como nas praias brasileiras.
 
As roupas normais, sem esse apelo, protegem da radiação?
As vestimentas bloqueiam a RUV em graus diferentes, dependendo dos tecidos com as quais são confeccionadas, além de fatores relativos ao seu uso. 
   
Entre os fatores que aumentam o proteção oferecida por roupas, estão a composição dos tecidos sintéticos (poliéster e nylon) e a densidade da trama da confecção, que quanto mais espessada, fechada e compactada estiver, maior será a fotoproteção, sendo este o aspecto mais importante para definir um FPU alto. Na prática, este conceito é aplicado na escolha de tecidos fechados, pesados e densos para os fardamentos de trabalhadores externos, que são confeccionados em brim, e que, mesmo tendo em sua composição o algodão, devido a trama muito densa, fornecem boa proteção. 
   
As cores escuras, como preto, azul escuro, vermelho escuro e verde escuro, por terem alta concentração de corantes, absorvem mais RUV que cores claras, como branco, bege e tons pastéis, mesmo tendo a mesma composição e trama tecidual.      Alguns tecidos, como o algodão e linho, quando são lavados pela primeira vez podem encolher e fechar mais as aberturas da sua trama, o que levaria ao aumento da proteção.

Porém, roupas muito lavadas e desgastadas tendem a proteger menos, pois a trama vai ficando mais folgada e aberta. 
   
Os fatores que podem diminuir a capacidade de proteção contra a RUV são a trama aberta e fina, que é muito frequente nas fibras naturais, como algodão, sedas naturais e lã. Ainda temos, como fator de diminuição do proteção, a umidade e o estiramento dos produtos pois tecidos molhados e submetidos á tensão oferecem menor proteção. 
   
Mais recentemente, tecidos produzidos com fios fabricados com filtros ultravioleta têm sido oferecidos, garantindo uma proteção superior e reduzindo a influência dos fatores ambientais acima citados, na proteção oferecida pela roupa. Uma outra alternativa é a introdução de aditivos nas lavagens de roupas, juntamente com os sabões e amaciantes, oferecendo um incremento de proteção ao tecido lavado.
   
Os tecidos de algodão, mais indicados no verão, são no entanto os que dão menor proteção. O poliéster é o que dá maior proteção e pode ser usado por esportistas aquáticos (surfistas e windsurfistas, por exemplo). Veja os fatores de proteção das roupas abaixo:
 
Tecidos                                  FPS
Camiseta molhada                 11
Camiseta seca                       16
Lycra molhada                        24
Lycra seca                              35
 
Como o consumidor pode ter certeza de que o produto tem procedência, é de qualidade e irá protegê-lo adequadamente? Há algum órgão ou certificados que atestem a veracidade do é prometido?
Para quantificar a capacidade de proteção de uma determinada roupa, em 1996, a Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear (ARPANSA) apresentou uma primeira regulamentação quanto ao poder de proteção UV oferecido por roupas - a norma AS/NZS4399:1996. A capacidade de proteção é baseada na transmissão da radiação pelo tecido, obtendo-se o Fator de Proteção Ultravioleta – FPU ou UPF (do inglês ultraviolet protection factor). 
   
Segundo o método proposto pela ARPANSA, o FPU é determinado através de técnica espectrofotométrica, em que a transmissão de energia do tecido avaliado entre os comprimentos de onda que compreende a faixa UV (290-400 nm) é calculado.
   
O número do FPU revela a capacidade de impedir a transmitância da radiação através do tecido. Ele é expresso em unidades cujo número é inversamente proporcional à quantidade de radiação que ultrapassa o tecido. Uma roupa com FPU de 40-50 permite uma transmitância de apenas 2,6%, conferindo excelente proteção da pele.
   
Baseada nas diferentes categorias de proteção dos tecidos em relação aos índices de FPU e bloqueio de RUV, a norma da Austrália (AS/NZS 4399), em 1996, apresentou os seguintes parâmetros: roupas com FPU de 15 e 20 bloqueiam 93,3% a 95,8% da RUV, ou seja, oferecem boa proteção; roupas com FPU de 20, 30, 35 bloqueiam de
95,9% a 97,4% da RUV, ou seja, fornecem muito boa proteção; e roupas com FPU de 40, 45, 50 e 50+ bloqueiam mais de 97% da RUV, portanto permitem excelente proteção. Não são considerados artigos com FPU menores do que 15 e os fatores acima de 50 são considerados 50+.
   
Após a norma australiana, que estabelece padrões de FPU acima de 15, outros países criaram suas regulamentações baseadas na incidência da radiação própria de cada região, a exemplo do Reino Unido (FPU 15), Estados Unidos (FPU 30) e da Europa, que estipulou como padrão seguro o FPU de 40+. Estes padrões devem ser afixados nos artigos de vestuário acompanhados do número da norma (EN 13758), pois os países alegam que, neste patamar, fatores que não são testados, como umidade e estiramento, seriam compensados e dariam segurança em situações extremas em todas as áreas geográficas.
Obs: Ainda não há uma norma brasileira disponível para a quantificação do fator de proteção oferecido por roupas.
  
Em relação ao uso de chapéus:
Na exposição solar, o uso de chapéus é recomendado pois promove a proteção do couro cabeludo, sobretudo nos pacientes calvos, como também colabora na proteção das orelhas, face e pescoço. 
   
O modelo e tamanho da aba do chapéu é o fator mais determinante do grau de proteção oferecido contra a RUV. Um chapéu de abas maiores que 7,5 cm pode oferecer uma proteção comparável a um FPS 7 no nariz, 3 nas regiões malares, 5 no pescoço e 2 no mento. Por outro lado, um chapéu de abas médias, entre 2,5 e 7,5 cm, pode promover uma proteção comparável a um FPS 3 no nariz, 2 para o pescoço e regiões malares e nenhuma proteção para região mentoneana. Os de abas estreitas, com menos de 2,5 cm, vão oferecer insignificante proteção comparável a um FPS 1,5 no nariz e nenhuma proteção nas demais áreas da face. 
   
Os modelos de aba circular são excelentes para proteção posterior do pescoço. Os bonés, tão populares principalmente entre crianças e adolescentes, oferecem pouca proteção na região posterior do segmento cefálico. 
   
O produto ou o tecido de que são confeccionados os chapéus também interfere no grau de proteção. Assim como nas roupas, o chapéu fabricado com tecidos de trama mais fechadas oferece maior proteção e, também como nas roupas, os tecidos utilizados na confecção dos chapéus podem ser tratados para fornecerem maior absorção da RUV.
 
RECOMENDAÇÕES DO CONSENSO BRASILEIRO DE FOTOPROTEÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA:
O uso de medidas mecânicas de fotoproteção é estratégia fotoprotetora eficiente, segura e econômica.

Deve-se estimular a introdução do maior número possível de medidas mecânicas de proteção solar, particularmente em populações mais susceptíveis, como crianças e trabalhadores externos.

Apesar de não ser da área direta de atuação do dermatologista, este, como profissional responsável por um programa completo de fotoproteção, deve sempre recomendar a proteção dos olhos e da região periorbital com o uso de óculos de sol adequado.

Do ponto de vista regulatório, a SBD recomenda que normas técnicas e legislações pertinentes devem ser apresentadas para a regulamentação de proteção solar oferecidas por roupas e chapéus para uso em atividade recreacional ou profissional, óculos de sol e guarda-sóis.

Do ponto de vista de saúde pública, a SBD estimula a realização de ações educativas a fim de promover o uso maior de medidas mecânicas de fotoproteção como estratégia fotoprotetora acessível a toda a população, com eficiência e segurança necessárias. 
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