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Pés

Bromidrose (Chulé)
Bromidrose é o suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. A causa é a atuação de bactérias presentes nestas regiões sobre o suor, provocando o odor característico.

Manifestações clínicas
A manifestação clínica é o odor fétido exalado por estas regiões do corpo após situações que provoquem a sudorese. Nos pés, podem acompanhar o quadro a maceração (aspecto esbranquiçado da pele) ou descamação da pele.

Tratamento
Para evitar a bromidrose, as orientações abaixo devem ser seguidas:
  • Lavar os locais afetados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos
  • Secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos dos pés
  • Trocar as roupas e meias diariamente
  • Evitar o uso de tecidos sintéticos, dando preferência ao algodão
  • Preferir calçados abertos
  • Colocar os calçados no sol e mantê-los sempre limpos
  • Evitar deixar a pele úmida por muito tempo 
O tratamento visa diminuir a população bacteriana nos locais afetados e, assim, controlar sua atuação sobre a secreção sudoral. Pode ser feito com o uso de produtos sob a forma de talcos, sprays ou cremes contendo antibióticos e outras substâncias que dificultam o crescimento das bactérias. Em caso de excesso de suor, a hiperidrose, pode-se associar substâncias anti-transpirantes. Para a indicação do produto mais adequado, deve-se procurar o médico dermatologista.
Micoses dos Pés e da Unhas
As micoses superficiais da pele, em alguns casos chamadas de "tineas", são infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas e os cabelos.  Os fungos estão em toda parte podendo ser encontrados no solo e em animais.  Até mesmo na nossa pele existem fungos convivendo "pacificamente" conosco, sem causar doença.
   
A queratina, substância encontrada na superfície cutânea, unhas e cabelos, é o "alimento" para estes fungos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como: calor, umidade, baixa de imunidade ou uso de antibióticos sistêmicos por longo prazo (alteram o equilíbrio da pele), estes fungos se reproduzem e passam então a causar a doença.
   
Calor e umidade são os grandes facilitadores do surgimento da onicomicose, popularmente conhecida como micose de unha e da micose dos pés. Muito comum nessa época do ano, a doença incomoda por prejudicar a aparência e costuma causar constrangimentos. Além disso, lesões nas unhas podem ser a porta de entrada para infecções mais sérias. Alguns locais muito mais freqüentados no verão representam um risco maior de contato com os fungos causadores da doença, como piscinas e praias. As fontes de infecção podem ser o solo, animais, outras pessoas ou alicates e tesouras contaminados. As unhas mais comumente afetadas são as dos pés, pois o ambiente úmido, escuro e aquecido, encontrado dentro dos sapatos e tênis, favorece o seu crescimento
 
Manifestações clínicas
 Existem várias formas de manifestação das micoses cutâneas superficiais, dependendo do local afetado e também do tipo de fungo causador da micose.
 
Tinea dos pés: causa descamação e coceira na planta dos pés que sobe pelas laterais para a pele mais fina.
 
Tinea interdigital ("frieira"): causa descamação, maceração (pele esbranquiçada e mole), fissuras e coceira entre os dedos dos pés.  Bastante frequente nos pés, devido ao uso constante de calçados fechados que retém a umidade, também pode ocorrer nas mãos, principalmente naquelas pessoas que trabalham muito com água e sabão. Veja mais.
 
Micose das unhas (onicomicose): apresenta-se de várias formas: descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha.  Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia ("unheiro").  O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.
 
 
Como evitar as micoses?
Hábitos higiênicos são importantes para se evitar as micoses. 
  • Não ande descalço em pisos constantemente úmidos (lava pés, vestiários, saunas).
  • Observe a pele e o pelo de seus animais de estimação (cães e gatos).  Qualquer alteração como descamação ou falhas no pelo procure o veterinário.
  • Evite mexer com a terra sem usar luvas.
  • Use somente o seu material de manicure.
  • Evite usar calçados fechados o máximo possível.  Opte pelos mais largos e ventilados.
  • Evite meias de tecido sintético, prefira as de algodão.
  • Evite andar descalço em locais como praias, piscinas e vestiários. Use sempre um chinelo.
  • Higienize corretamente os pés e seque bem. O secador de cabelo pode ajudar a eliminar a umidade.
  • Mesmo estando em tratamento, o sapato fica contaminado e os fungos têm condições de proliferar. Por isso é importante deixar os sapatos arejarem após o uso e evitar usar o mesmo calçado todos os dias.
  • Evite o contato prolongado com água e sabão.
  • Não use objetos pessoais (roupas, calçados, toalhas) de outras pessoas. 

Tratamento
O tratamento vai depender do tipo de micose e deve ser determinado por um médico dermatologista.  Evite usar medicamentos indicados por outras pessoas, pois podem mascarar características importantes para o diagnóstico correto da sua micose, dificultando o tratamento.
 
Podem ser usadas medicações locais sob a forma de cremes, loções e talcos ou medicações via oral, dependendo da intensidade do quadro.  O tratamento das micoses é sempre prolongado, variando de cerca de 30 a 60 dias.  Não o  interrompa assim que terminarem os sintomas, pois o fungo nas camadas mais profundas pode resistir.  Continue o uso da medicação pelo tempo indicado pelo seu médico.
   
As micoses das unhas são as de mais difícil tratamento e também de maior duração, podendo ser necessário manter a medicação por mais de doze meses.  A persistência é fundamental para se obter sucesso nestes casos.
Pés Rachados
Quais são as principais causas do sintoma? Ele pode indicar doenças mais sérias? (Em caso positivo) Quais as mais comuns?
O problema resulta de uma alteração dermatológica denominada hiperqueratose. Hiperqueratose é o espessamento da camada córnea da epiderme, a mais externa da pele, pelo acúmulo de células mortas. As células corporais, incluindo as da pele, estão constantemente se renovando pelo processo de divisão celular, ou seja, amadurecem, morrem e são descartadas. Esse ciclo dura 28 dias. Em algumas pessoas, esse processo, que deveria ocorrer normalmente na região plantar, não se completa, pois as células mortas não são descartadas, acumulando-se e formando a hiperqueratose, ou seja, o acúmulo de queratinócitos (células cutâneas anucleadas que contêm queratina e compõe a camada mais externa da pele).
   
O problema pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Na planta dos pés, principalmente nos calcanhares, é muito comum durante o verão, pela maior transpiração e exposição dos pés, com conseqüente desidratação da pele. A baixa umidade relativa do ar, tanto no verão, quanto no inverno, acaba "roubando" a umidade natural da pele, deixando-a ainda mais seca, sem brilho e com rachaduras. A hiperqueratose plantar nos idosos pode ser conseqüência do envelhecimento natural que cursa com diminuição da quantidade de água na pele. Pode surgir também em quem se submete a alguns tipos de quimioterapia ou ingere remédios contendo arsênico. Mulheres na menopausa apresentam mais hiperqueratose pelo fato de produzirem menores quantidades de hormônios sexuais (estrogênio), um dos reponsáveis pela manutenção da hidratação cutânea.  
   
De forma geral, as causas mais comuns da hiperqueratose plantar são: defeitos ortopédicos, hereditariedade, alterações climáticas, psoríase, diabetes, doenças vasculares, micoses, agressões químicas, uso de calçados abertos nos calcanhares, traumas, tanto por lixamento excessivo da planta dos pés, como por vícios de postura e andar descalço, doenças como câncer, Parkinson e outras moléstias neurológicas, hipotireoidismo, isto é, queda na produção dos hormônios pela tireoide etc.
   
As plantas dos pés têm suas camadas cutâneas com maior resistência do que em outras partes, são mais grossas devido ao peso do corpo que recai sobre as mesmas. As fissuras calcâneas podem variar em espessura; algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos com sangramento devido ao espessamento e endurecimento da camada externa da pele em que o tecido perde elasticidade e abre pela pressão ao se movimentar. Às vezes atinge os nervos, presentes na derme (segunda camada da pele), causando dor.
 
Verdade que a presença de rachaduras nos pés pode ser sintoma de diabetes? Qual é a relação entre um problema e outro?
Nas pessoas portadoras de diabetes, a desidratação cutânea é comum, uma vez que o diabético geralmente tem menor lubrificação natural do que indivíduos não-diabéticos. Além disso, devido às alterações neurológicas ligadas à enfermidade, os diabéticos possuem diminuição da sensibilidade nas extremidades, fazendo com que traumas sejam tolerados sem dor, e, ainda, a cicatrização é deficiente, tornando a recuperação cutânea difícil e demorada.
 
Pés rachados também podem ser sinal de psoríase? Qual é a relação entre um problema e outro?
A psoríase é uma doença de evolução crônica, com predisposição genética, que pode surgir em qualquer idade. Existem fatores desencadeantes diversos, como stress, medicamentos, infecções. Cerca de um quarto das pessoas com psoríase sofrem de lesões nas mãos e nos pés. As placas surgem nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, isoladamente, ou em conjunto com lesões em outras partes do corpo. Na psoríase palmo-plantar a pele torna-se muito espessa (hiperqueratose), abrindo por vezes fendas e podendo tornar-se ligeiramente avermelhada. A dor e inflamação resultantes das fissuras podem ser debilitantes.
   
A psoríase palmo-plantar afeta as palmas das mãos e as plantas dos pés, apresentando lesões de forma eritemato-escamosas (vermelhas e com escamas). As placas psoriásicas são redondas ou ovais, bem demarcadas e cobertas com escamas, que são brancas, brilhantes e dão à placa um aspecto quebradiço.
 
Como se faz o diagnóstico? É o dermatologista mesmo quem faz o diagnóstico da doença que está por trás dos pés rachados ou o paciente é normalmente encaminhado para outro especialista? Nesse caso, para qual especialista ele é encaminhado?
O diagnóstico é baseado na apresentação clínica e história do paciente, que envolve, por exemplo, uso de medicações, antecedentes familiares, co-morbidades etc. Quem faz o diagnóstico é o dermatologista e encaminha para outros especialistas se houver necessidade e indicação de tratamento multidisciplinar. No caso, por exemplo, dos pacientes diabéticos, os mesmos devem ser acompanhados pelo endocrinologista.

Portadores de hiperqueratose devem consultar logo um médico dermatologista. O diagnóstico inicial é clínico. Se houver suspeita de que o problema seja causado por alguma doença, pode-se confirmar a hipótese tanto com exame de sangue, como de imagem, dependendo de cada caso.
 
Quais os tratamentos mais comuns para o sintoma? * Há casos em que é preciso tratar a causa? Quais? E como é o tratamento, nesses casos?
O tratamento depende, principalmente, da causa. De maneira geral, hidratação com emolientes potentes e uso de queratolíticos (substâncias que destroem a queratina), como uréia, dimeticone ácido salicílico e lactato de amônio, são indicados. Deve-se ter muita atenção e cuidado extra no caso do aparecimento de fissuras, pois a pele da área afetada é muito sensível e como houve perda da barreira cutânea, mais sujeita a processos infecciosos. A bactéria pode penetrar através da área afetada, levando à erisipela (infecção cutânea), especialmente nos diabéticos, podendo ser grave pelo risco de sepse (infecção generalizada) e gangrena. Quando resulta de moléstias como Parkinson ou câncer, o problema só será resolvido, controlando-se ou tratando-se a causa. Mas esses casos não são comuns.
 
Há possibilidade de cura? Ou se faz apenas um controle? Por quê?
Tudo depende da causa do problema. Na psoríase, por exemplo, não existe cura, mais existem diversas medidas de controle. Se a causa da hiperqueratose for um problema ortopédico, é necessária à avaliação de um ortopedista para indicação de tratamento adequado. Às vezes, cirurgia ortopédica é necessária e resolve o problema, outras vezes, órteses (ex: palmilhas) podem contornar a situação. Na maioria das vezes se resolve o problema hidratando os pés com pasta composta de uréia e queratolítico, que promoverá a esfoliação da área acometida.
 
Dicas de como prevenir o problema:
Para evitar rachaduras nos pés é muito importante à hidratação adequada das regiões susceptíveis, ingestão de água (pelo menos 2 litros por dia) e uso de calçados confortáveis. A pele hidratada torna-se mais resistente às agressões e regenera-se mais rápido caso ocorram lesões. Pode ser feita esfoliação uma vez por semana, para eliminação das células mortas e aumentar a penetração dos ativos utilizados no tratamento. Lixa deve ser evitada ao máximo, ao lixar a região, o aspecto pode melhorar visualmente, mas o problema não deixa de existir, inclusive pode piorar, por tratar-se de um trauma local, o qual induz à hiperqueratose.
   
Os portadores de diabetes devem realizar o tratamento dos pés com profissionais especializados, de preferência sob supervisão médica. A grande diferença do tratamento está na possibilidade do profissional visualiza podopatias (doenças dos pés) que o portador não visualizou ou sentiu. Os diabéticos têm uma perda importante da sensibilidade, estando mais propícios às infecções bacterianas e fúngicas, bem como, aos problemas vasculares.
   
No caso do aparecimento de qualquer tipo de problema nos pés, o indicado é procurar um dermatologista, pois só ele poderá avaliar o caso e prescrever medicamentos adequados.
Ressecamento dos Pés e Calcanhares
Para evitar ressecamento e rachaduras nos pés é muito importante à hidratação adequada das regiões susceptíveis, ingestão de água (pelo menos 2 litros por dia) e uso de calçados confortáveis. A pele hidratada torna-se mais resistente às agressões e regenera-se mais rápido caso ocorram lesões. Pode ser feita esfoliação uma vez por semana, para eliminação das células mortas e aumentar a penetração dos ativos utilizados no tratamento. Lixa deve ser evitada ao máximo, ao lixar a região, o aspecto pode melhorar visualmente, mas o problema não deixa de existir, inclusive pode piorar, por tratar-se de um trauma local, o qual induz à hiperqueratose.
 
O problema resulta de uma alteração dermatológica denominada hiperqueratose. Hiperqueratose é o espessamento da camada córnea da epiderme, a mais externa da pele, pelo acúmulo de células mortas. As células corporais, incluindo as da pele, estão constantemente se renovando pelo processo de divisão celular, ou seja, amadurecem, morrem e são descartadas. Esse ciclo dura 28 dias. Em algumas pessoas, esse processo, que deveria ocorrer normalmente na região plantar, não se completa, pois as células mortas não são descartadas, acumulando-se e formando a hiperqueratose, ou seja, o acúmulo de queratinócitos (células cutâneas anucleadas que contêm queratina e compõe a camada mais externa da pele).
   
O problema pode ocorrer em qualquer parte do corpo. Na planta dos pés, principalmente nos calcanhares, é muito comum durante o verão, pela maior transpiração e exposição dos pés, com conseqüente desidratação da pele. A baixa umidade relativa do ar, tanto no verão, quanto no inverno, acaba "roubando" a umidade natural da pele, deixando-a ainda mais seca, sem brilho e com rachaduras. A hiperqueratose plantar nos idosos pode ser conseqüência do envelhecimento natural que cursa com diminuição da quantidade de água na pele. Pode surgir também em quem se submete a alguns tipos de quimioterapia ou ingere remédios contendo arsênico. Mulheres na menopausa apresentam mais hiperqueratose pelo fato de produzirem menores quantidades de hormônios sexuais (estrogênio), um dos reponsáveis pela manutenção da hidratação cutânea. 
   
De forma geral, as causas mais comuns da hiperqueratose plantar são: defeitos ortopédicos, hereditariedade, alterações climáticas, psoríase, diabetes, doenças vasculares, micoses, agressões químicas, uso de calçados abertos nos calcanhares, traumas, tanto por lixamento excessivo da planta dos pés, como por vícios de postura e andar descalço, doenças como câncer, Parkinson e outras moléstias neurológicas, hipotireoidismo, isto é, queda na produção dos hormônios pela tireoide etc.
   
As plantas dos pés têm suas camadas cutâneas com maior resistência do que em outras partes, são mais grossas devido ao peso do corpo que recai sobre as mesmas. As fissuras calcâneas podem variar em espessura; algumas lesam a pele apenas superficialmente e outras podem até atingir tecidos profundos com sangramento devido ao espessamento e endurecimento da camada externa da pele em que o tecido perde elasticidade e abre pela pressão ao se movimentar. Às vezes atinge os nervos, presentes na derme (segunda camada da pele), causando dor.
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