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Pele e Gravidez

Cosméticos e Procedimentos na Gestação
Na dúvida, é melhor não arriscar. Esta é a regra para as mulheres que querem saber qual a melhor forma de cuidar da beleza durante os nove meses de gestação. Como os testes de segurança dos cosméticos não são feitos com grávidas, não há como ter a certeza de que um determinado produto não vai fazer mal ao feto. O cuidado deve ser ainda maior nos três primeiros meses de gravidez, fase mais importante na formação correta do bebê. As melhores marcas de cosméticos geralmente têm uma linha especial para grávidas.

Estes produtos costumam ser livres de uma série de substâncias, não causam alergias e agridem menos a pele. Nesta fase, o ideal é investir apenas na prevenção. Os tratamentos só devem ser retomados após o fim da amamentação, já que alguns componentes dos cosméticos, principalmente os ácidos, podem passer através do leite materno. Além do perigo para o feto, os cosméticos comuns também podem irritar ou causar manchas na pele da futura mãe, que está muito mais sensível neste momento.

Tudo em função dos hormônios que entram em cena e causam reações que variam para cada grávida. Algumas mulheres ficam com a pele sensível, seca e sujeita a alergias. Para outras, oleosa e propensa a acne. A microcirculação sanguínea também aumenta, favorecendo a absorção dos ativos. Sem falar na sensibilidade aguçada para cheiros, que pode tornar insuportável até mesmo aquele perfume predileto. O ideal é que, assim que souber que está grávida, guarde todos os produtos de beleza antigos e converse com seu dermatologista para saber o que é permitido
   
Na lista de restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), estão três substâncias: cânfora, ureia acima de 3% e chumbo, presentes em creme para pernas e pés, hidratantes corporais e coloração, respectivamente. A cânfora pode ser tóxica, causar defeitos no feto e até aborto, dependendo do tempo de exposição. Quanto à ureia, há estudos mostrando que ela atravessa a barreira placentária, podendo prejudicar a formação e o crescimento. Já o chumbo, mesmo em baixa concentração, pode interferir no metabolismo, aumentar a pressão arterial e causar intoxicações na mãe, com prejuízos para os rins e os sistemas nervoso e cardiovascular. Os efeitos dependem do período de uso e da sensibilidade de cada mulher.

Também para o bebê, os perigos do contato com esse metal pesado são muitos, incluindo retardo mental e convulsão. Outras substâncias que devem ser restringidas na gestação são os ácidos glicólico, em concentrações acima de 10%, e salicílico. Faltam estudos científicos que garantam a segurança do uso de altas doses de ácido glicólico durante os nove meses. Quanto ao segundo, apesar de não haver pesquisas com humanos, há análises mostrando que ele provoca alterações embrionárias em fetos de ratas em qualquer fase da gestação.
   
Também devem ir para o fundo do armário os cremes clareadores de pele à base de hidroquinona. Procure a informação na caixa ou entre os ingredientes do rótulo. Faça o mesmo em relação aos outros produtos usados para tratar manchas, oleosidade, acne, celulite e gordura localizada. Se tiverem derivados da vitamina A, caso da tretinoína, do adapaleno e da isotretinoína, não devem ser utilizados. Não há estudos conclusivos sobre a segurança desses ativos. Aconselho descartar ainda os filtros solares com metoxicinamato.

Esse elemento pode chegar à circulação e atravessar a placenta. O conservante parabeno, encontrado em desodorantes, filtro solares maquiagem e xampu, é outro a ser esquecido. Descarte ainda os nutracêuticos. Mais conhecidos como pílulas da beleza por combaterem os radicais livres que aceleram o envelhecimento, esses suplementos contêm ativos como as vitaminas C, E e do complexo B, além de minerais como zinco, cobre, selênio, ferro, cromo e cálcio.

Dependendo da finalidade, vários outros componentes podem estar presentes na fórmula, como licopeno, aminoácidos essenciais, proteínas marinhas, ômegas 3, 6 e 9 e chá verde. Não há garantia de que esses suplementos de beleza possam ser usados na gravidez. Um risco comum a qualquer multivitamínico ingerido por conta própria é que ele desequilibre a absorção de outros nutrientes, como o ácido fólico, fundamental para a grávida. 
   
Durante a gravidez, não adianta a mulher querer investir em procedimentos para combater os eventuais problemas de beleza que aparecem durante esses nove meses. Os tratamentos estéticos como peelings, laser e massagens modeladoras também devem ser suspensos. O único permitido é a drenagem linfática e, mesmo assim, só deve ser feita com aval do obstetra.
 
Confira alguns dos produtos proibidos para gestantes:
Cabelos: Nos três primeiros meses, qualquer tipo de tintura, clareamento ou reflexo está proibido. Além da amônia e do iodo, estes produtos costumam conter metais pesados como chumbo. Alguns dermatologistas permitem, após o primeiro trimestre, reflexos longe da raíz, assim como tonalizantes. E não adianta achar que a henna é natural. Nem todos os produtos são de boa qualidade e podem oferecer riscos à saúde. Alisamentos, escovas progressivas ou inteligentes, relaxamentos e hidratações que contenham formol, mesma na quantidade permitida pela Vigilância Sanitária, também estão totalmente proibidos.
Rosto: Qualquer tipo de creme clareador, rejuvenescedor ou firmador está proibido. Botox ou colágeno, nem pensar. Na gravidez, é preciso evitar os ácidos glicólico, salicílico, retinóico e os derivados de frutas, os antibióticos tópicos, e também qualquer produto com enxofre. Filtros solares são permitidos, mas o ideal é preferir aqueles livres de parabenos, metoxicinamato e ftalatos.
Corpo: Hidratantes são recomendados, mas devem ser indicados por um dermatologista e devem ter uma fórmula especial para gestantes.
Cuidados com a Pele na Gravidez
É comum surgirem manchas no corpo da mulher após a gestação. Existe algum tratamento para eliminá-las? Qual?
Durante a gravidez a pele revela profundas modificações que ocorrem no organismo materno. Mesmo sendo alterações fisiológicas (próprias do organismo, sem significarem doenças), podem ser motivo de angústia e ansiedade para muitas gestantes. Estas alterações podem permanecer após o parto, ou desaparecerem espontâneamente com o retorno das condições hormonais e metabólicas aos níveis basais. As alterações pigmentares (manchas na pele) ocorrem em 70 a 80% das grávidas, apresentam formas e localizações variáveis e são decorrentes de alterações hormonais próprias da gravidez – elevação de alguns hormônios que agem na melanogênese (formação de melanina – pigmento que dá cor à pele). Níveis elevados de progesterona e estrogênio levam a uma maior produção de melanina.  Em geral, as manchas aparecem durante o primeiro trimestre da gravidez, acentuando-se nos últimos meses, quando os níveis hormonais são mais elevados.
   
O melasma ou cloasma gravídico, apresenta-se como manchas escuras acastanhadas e irregulares, que atingem mais comumente a face (fronte, nariz, bochechas, região supra-labial), sendo mais frequente nas mulheres de peles mais escuras e mestiças. O uso de fotoprotetores físicos e químicos na face é essencial para prevenção do problema, os mesmos devem, preferencialmente, ser indicados pelo dermatologista.
   
Algumas outras áreas da pele podem escurecer, como axilas, face interna das coxas, abdome, períneo, aréolas mamárias e cicatrizes. Sardas e nevos pigmentados (pintas) podem aumentar em número e tamanho e tendem a voltar às suas dimensões normais após o parto. O distúrbio de pigmentação mais frequente da gravidez é o escurecimento da linha média abdominal, formando uma linha escura vertical no centro da barriga, que recebe o nome de linha nigra. A linha nigra tende a clarear lentamente após o parto, conforme as alterações hormonais forem regredindo.
   
A exposição ao sol pode piorar o problema, independente da localização da mancha, à radiação solar estimula ainda mais a pigmentação cutânea. Para prevenir o aparecimento e intensificação da pigmentação, deve-se evitar a exposição à radiação ultravioleta, através da utilização de protetores solares de amplo espectro, chapéus, bonés e roupas protetoras. Terminada a lactância, o dermatologista pode indicar cremes com ativos clareadores, como a hidroquinona, ácido retinóico, ácido kójico, etc, peelings químicos e lasers para clarear a pele. Muitas vezes, ocorre melhora espontânea da pigmentação, nesses casos, os ativos e procedimentos poderão acelerar o processo. A gestante não deve utilizar nenhum tipo de produto sem indicação médica durante a gravidez e lactação, pois eles podem ter um efeito negativo sobre a saúde do bebê. Poucos ativos são seguros durante a gestação, uma vez que não podem ser testados e estudados durante essa fase tão preciosa da vida, por isso é de extrema importância que sejam indicados necessariamente por um dermatologista. Também foi observado que o uso de contraceptivos hormonais afetam a persistência destas manchas após a gravidez, por isso, é importante consultar seu médico para que ele avalie e indique o método de contracepção mais adequado.
    
Estrias e varizes também podem aparecer. O que fazer para amenizá-las?
Estrias são lesões cutâneas lineares, atróficas, bem definidas e secundárias a alterações do tecido conjuntivo. Elas estão associadas com vários estados de doença e situações fisiológicas, incluindo a gravidez. Nas gestantes, as estrias ocorrem em mais de 70% das pacientes e são encontradas mais comumente no abdome, quadril, nádegas e nas mamas. Elas tendem a se desenvolver a partir da 24a semana gestacional. Apesar da causa das estrias não ser bem compreendida, aceita-se que a combinação de estiramento mecânico da pele, com fatores genéticos, alterações hormonais e, eventualmente, com a secreção de relaxina durante a gravidez, isolados ou associados, tem papel significativo nas mulheres grávidas.

São fatores de risco principais para o aparecimento de estrias na gestação:
Idade: Quanto mais jovem a gestante, maior o rico do aparecimento de estrias. As fibras colágenas e elásticas nos jovens, principalmente com menos de 25 anos, parece ser menos resitente ao estiramento, rompendo-se com maior facilidade.

Ganho de peso: Quanto maior o ganho de peso, maior o risco do aparecimento de estrias, principalmente quando passa de 15 kg, correspondendo a um maior estiramento da pele. O ideal é manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas próprias para gestantes, para assim manter o ganho de peso dentro do esperado.

Peso do bebê: Mulheres que têm recém-nascidos com peso elevado ao nascimento (> 3000g), apresentam estrias com maior frequência, fato também relacionado a um maior estiramento da pele.
   
Estudos revelam que se se não ocorresse aumento excessivo do peso materno durante a gestação, nem nascimento de bebês com peso elevado, a prevalência do surgimento de estrias poderia ser reduzida em 50%, aproximadamente.
   
As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. O uso de emolientes e hidratantes durante a gestação deve ser encorajado, como uma forma de tentar evitá-las, mas não garante que não vão surgir. A pele bem hidratada, presumivelmente, é mais resistente e menos susceptível a alterações pelo estiramento. O ideal é usar hidratantes potentes e adequados para esse período, de preferência, com orientação médica. Muitos princípios ativos presentes nos cremes hidratantes comuns, são contra-indicados na gravidez, daí a importância da orientação de um especialista. O controle do peso associado a uma boa hidratação da pele na gravidez é a melhor estratégia. Mas, mesmo com todos os cuidados citados, não podemos garantir que as estrias não se desenvolverão.
   
Após à lactação, o dermatologista poderá indicar alguns tratamentos, como o uso de ácidos, microdermoabrasão, lasers, subcisão etc, dependendo de cada caso. Estrias recentes, que apresentam coloração avermelhada, em geral, respondem melhor aos tratamentos disponíveis, sendo importante que a paciente procure um dermatologista logo após o parto.
 
Alterações vasculares
Os distúrbios vasculares surgem devido aos elevados níveis de hormônios estrogênicos na circulação materna e ao aumento do volume sanguíneo devido às alterações fisiológicas da gravidez, levando ao aparecimento de telangiectasias (vasinhos finos), eritema palmar (vermelhidão das palmas das mãos), que desaparecem espontaneamente entre 6 a 7 semanas após o parto. Outras alterações vasculares são o granuloma piogênico, varizes e hemorróidas, assim como o inchaço da face (principalmente das pálpebras) e dos membros inferiors (mãos e pés) – cerca de 50% das gestantes, tromboses (10%) e tromboflebites (inflamação da veias), mais raras.
   
Em relação as varizes, 40% das mulheres grávidas desenvolvem o problema. Geralmente acomete os membros inferiores, também podendo surgir como ramificações pequenas, roxas ou avermelhadas, conhecidas como "vasinhos". Na maioria das vezes, as varizes aparecem em virtude do mau funcionamento das válvulas venosas que servem para bombear o sangue de volta ao coração. Por uma questão hormonal, as mulheres, em especial as gestantes, são as maiores vítimas do problema. A progesterona e o estrogênio, hormônios que apresentam-se aumentados na gravidez, favorecem a dilatação das veias, dificultando o funcionamento das válvulas venosas. O crescimento do útero é outro fator determinante. Ao crescer, o órgão exerce pressão sobre as veias da região pélvica e na veia cava inferior (responsável por drenar o sangue proveniente dos membros inferiores e da cavidade abdominal), aumentando a pressão sangüínea nos vasos das pernas.
A hereditariedade (fator genético) é preponderante quando se trata de varizes. O aumento de peso e a idade tornam a possibilidade de surgir varizes ainda maior. A sensação de queimação e o inchaço nas pernas, além de dor e cansaço, são alguns dos sintomas associados à complicação.
   
O tratamento depende do tipo e da quantidade de varizes existentes e deve ser indicado apenas por um especialista. Entre as intervenções estão escleroterapia química, escleroterapia a laser, radiofreqüência e a cirurgia, entre outras. Quem pretende se livrar do problema precisa ter paciência, não há tratamentos indicados e seguros durante a gestação. A remoção cirúrgica é aconselhável após a última gravidez da mulher, pois o problema costuma se agravar a cada gestação. Embora os tratamentos sejam vetados durante a gravidez, há alternativas para prevenir ou minimizar o problema. Essas orientações devem fazer parte da rotina, mesmo antes do surgimento do problema:
  • Praticar atividades físicas regularmente é fundamental, uma simples caminhada já ajuda, o sangue dos pés é bombeado para cima pela musculatura das panturrilhas;
  • Evitar o excesso de pressão sobre as pernas, por exemplo, não permanecer por muito tempo de pé;
  • Sempre que possível, sentar-se com as pernas elevadas para facilitar a circulação sangüínea e o retorno venoso;
  • A veia cava inferior está localizada no lado direito do corpo, deitar-se do lado esquerdo ajuda a diminuir a pressão sobre ela, melhorando a circulação;
  • Vestir meia elástica não elimina as varizes, mas previne o agravamento das que já existem e o surgimento de novas. Meias elásticas podem ser desconfortáveis, principalmente no verão, mas são imprescindíveis. Devem ser colocadas pela manhã, antes de levanter-se da cama, ou após a elevação dos membros inferiores por, pelo menos, 15 minutos;
  • Drenagem linfática pode ajudar a melhorar as condições circulatórias e o inchaço nos membros inferiores, mas deve sempre ser feita por indicação médica. 
 
Há algum tratamento que possa hidratar os mamilos rachados por conta da amamentação?
  • A principal causa de dor e rachaduras ou fissuras nos mamilos é a posição incorreta da boca do bebê ao sugar. Os mamilos podem ser machucados quando a posição que seu bebê adota para mamar não é a correta, sendo muito importante o adequado posicionamento do bebê durante as mamadas, a fim de evitar o problema.
  • É aconselhavél não limpar os mamilos após as mamadas, deixe o leite que saiu das mamas, ou mesmo da boquinha do bebê, secar naturalmente, pois funciona como uma proteção. O leite materno age nos mamilos como hidratante, tem propriedades cicatrizantes, além de possuir vitaminas e antibióticos naturais.
  • Os mamilos devem ser lavados apenas uma vez ao dia, no momento do banho, e deve-se usar pouco ou nenhum sabonete. Ao contrário, o uso exagerado de água, sabonete ou outros produtos químicos, leva ao ressecamento, irritação e aparecimento de fissuras, facilitando o aparecimento secundário de infecção.
  • Antes de iniciar a mamada, também não se faz necessário o uso de qualquer produto de higiene, já que a mama permaneceu em contato apenas com o leite, que é rico em defesas contra germes, além de hidratante e cicatrizante.
  • À exposição das mamas ao sol também previne as rachaduras. O sol possui ação antinflamatória e cicatrizante, ajudando a manter os mamilos secos e saudáveis. É indicada exposição dos mamilos ao sol, por alguns minutos, tanto quanto possível, nos intervalos das mamadas.
  • O uso tópico de pomadas cicatrizantes e hidratantes as vezes é indicado e pode ajudar na prevenção e tratamento das rachaduras dos mamilos. No entanto, no momento da mamada deve-se retirar toda a pomada. São indicados produtos, por exemplo, a base de lanolina, vitamina E e dexpantenol, sempre com orientação médica.
  • Algumas vezes, a causa das rachaduras / fissuras, bem como, vermelhidão, descamação, inchaço e dor, pode ser uma infecção fúngica, ou até mesmo, bacteriana. É sempre importante consultar um médico caso o problema seja persistente.
  • Pele ressecada demais também pode provocar rachadura e até sangramento nas mamas. Os mamilos podem ressecar devido ao clima, resíduos de detergente nas roupas, loções aplicadas na região da mama, sabonetes, talcos, produtos para cabelo, desodorante ou perfume. Nesse caso deve-se afastar as causas e aplicar pomadas emolientes específicas para a amamentação.
 
Dependendo da mulher, o cabelo pode ficar mais ressecado, quebradiço ou oleoso. Quais são os cuidados básicos para que ele fique mais saudável?
Também de forma fisiológica, durante a gravidez, é comum ocorrer um crescimento mais intenso dos cabelos, devido ao prologamento da fase de crescimento e estabilidades dos fios (fase anágena), especialmente no terceiro trimestre. Geralmente o cabelo é muito beneficiado na gestação, pois a progesterona diminui a queda e deixa-o mais bonito e volumoso. Já foi demonstrado que na gravidez, o percentual de cabelo na fase de queda (fase telógena) cai para 10% (o normal é 30%) no segundo e terceiro trimestres. Algumas semanas após o parto, sobe para mais de 30%. Por esta razão, observa-se com frequência o aumento da queda dos cabelos após o parto, denominado de eflúvio telógeno. Essa queda, em geral, inicia-se 3 meses após o parto e somente normaliza-se após 1 ano.
   
No entanto, algumas mulheres experimentam o outro lado da moeda. Ressecamento, cabelos quebradiços e queda de cabelos são queixas relativamente frequentes das mulheres grávidas. Para combater os cabelos secos, use um bom condicionador, máscaras de tratamento e faça hidratações regulares, de preferência com um profissional especializado. Um cabelo bem hidratado, ficará menos quebradiço, menos opaco e com menos frizzy. O uso de protetores térmicos e restauradores da estrutura capilar, como o óleo de argan, também pode ajudar na recuperação dos fios. Deve-se evitar o contato dessas substâncias com o couro cabeludo. Alguns complexos vitamínicos e minerais específicos para gestantes, podem ser benéficos para manter o cabelo saudável, mas é importante que sempre sejam indicados pelo médico.
   
O uso de tinturas, alisamentos e demais produtos químicos capilares na gravidez não é aconselhável. Pois não existem evidências científicas suficientes para garantir a segurança do uso desses produtos na saúde do bebê, principalmente nos 3 primeiros meses da gravidez. Após o terceiro trimestre, o uso de alguns tonalizantes pode ser liberado pelo médico. Todo produto aplicado na pele e/ou couro cabeludo durante a gravidez, deve ser autorizado pelo médico, já que pode ser absorvido para a corrente sanguínea e passar para o bebê.
 
Algumas dicas para manter os cabelos saudáveis:
  • Use sempre xampu e condicionador adequados ao seu tipo de cabelo: oleoso, normal, seco, misto, colorido etc.
  • Não use xampu demais nem o coloque diretamente sobre a cabeça. Espalhe-o nas mãos e só depois esfregue-o nos fios e no couro cabeludo, com a ponta dos dedos (nunca com as unhas). O excesso do produto pode provocar irritação, enfraquecimento da raiz, descamação e até queda.
  • Nunca tome banho de água quente, pois ela abre as cutículas do fio. Prefira água morna ou fria. Se puder, dê a última enxaguada com água fria. A água fria ajuda a fechar as cutículas e devolve o brilho dos cabelos.
  • Depois de lavar os cabelos, utilize um produto leave-in que intensifica o tratamento dos produtos hidratantes.
  • Antes de usar o secador retirar o excesso de água com uma toalha, apenas espremendo os fios. Depois trabalhe com o secador a uns 15 centímetros dos fios, em temperatura mínima ou média. Produtos específicos para proteger o cabelo do calor também ajudam evitar que os fios fiquem quebradiços.
  • Evite ar condicionado, pois deixa o cabelo ressecado e, conseqüentemente, mais frágil, retirando o brilho natural. Para formar uma barreira de proteção aos fios, aplique algumas gotinhas de silicone que ajuda também a selar as pontas duplas.
  • Evite passar as mãos nos cabelos constantemente, principalmente nos oleosos.
  • A alimentação é um fator muito importante para manter a beleza dos fios. Procure comer alimentos protéicos - como carnes, leite e ovos - e os ricos em vitaminas do complexo B (presentes em cereais integrais, peixes, frutos do mar e vegetais folhosos), pois eles ajudam a nutrir o couro cabeludo.
  • Proteja os cabelos do sol. Use chapéu e mantenha-os hidratados.
  • Para quem tem cabelos ressecados e com pontas duplas:- use condicionadores após o xampu.
  • - use regeneradores de pontas após o banho.
  • - evite pentear frequentemente os cabelos.

Proteja os cabelos do sol. Use chapéu e mantenha-os hidratados.
Para quem tem cabelos ressecados e com pontas duplas:- use condicionadores após o xampu.
  • use regeneradores de pontas após o banho.
  • evite pentear frequentemente os cabelos.
  • evite o calor intenso dos secadores.

Para quem tem cabelos oleosos:- evite usar condicionador próximo à raiz dos cabelos ou xampus que contenham condicionadores na sua fórmula (2 em 1).
  • evite lavar a cabeça com água quente.
  • evite alimentos gordurosos.
  • beba bastante água e coma frutas, legumes e verduras.
  • cuidado com o estresse, ele pode aumentar a produção de oleosidade.
As mulheres também reclamam muito de pele oleosa, com acne. O que você recomenda?  
Em relação à atividade das glândulas sebáceas durante a gravidez, o comportamento não é tão óbvio, sendo impossível estimar qual será o efeito da gravidez sobre a acne. Algumas mulheres que já apresentavam acne antes de engravidarem, evoluem com melhora do quadro, outras, com piora, e, algumas, podem apresentar acne pela primeira vez durante a gestação. O aumento dos níveis de progesterona, é o principal responsável pelo aumento da oleosidade da pele.
   
A gestante poderá usar sabonetes desengordurantes leves para lavar o rosto, produtos que controlam a oleosidade, com atividade antinflamatória e adstringentes. Porém, é fundamental que todos os produtos utilizados sejam indicados pelo dermatologista, pois muitos princípios ativos são contra-indicados durante a gestação e podem causar problemas ao bebê. Somente um médico especialista poderá indicar adequadamente produtos seguros durante a gravidez.
   
É importante não manipular os cravos e espinhas, pois existe o risco de piora do quadro inflamatório e aparecimento de manchas e cicatrizes. Limpeza de pele pode ser feita e é recomendada uma vez por mês, com profissional capacitado, devendo-se sempre ter atenção aos produtos utillizados (preferencialmente sob supervisão médica); aparelhos de estimulação elétrica, são contra indicados na gravidez. Não durma de maquiagem e faça uma boa limpeza da pele antes de dormir, isso evita a obstrução dos poros e o aparecimento de futuras espinhas e cravos. Protetores solares e maquiagem devem oil-free e apropriados para peles oleosas, bem como, seguros para o período gestacional.
   
O tratamento medicamentoso requer atenção especial, pois muitas drogas não podem ser utilizadas, mesmo aquelas que são de uso tópico, pois são absorvidas pela pele e entram no sistema sanguíneo, podendo prejudicar o bebê. A escolha do tratamento mais apropriado requer aconselhamento profissional adequado.
Manual da Mamãe
Durante a gravidez a pele revela profundas modificações que ocorrem no organismo materno. Mesmo sendo alterações fisiológicas (próprias do organismo, sem significarem doenças), podem ser motivo de angústia e ansiedade para muitas gestantes. Estas alterações podem permanecer após o parto, ou desaparecerem espontâneamente com o retorno das condições hormonais e metabólicas aos níveis basais.
 
Alterações Pigmentares
As alterações pigmentares (manchas na pele) ocorrem em 70 a 80% das grávidas, apresentam formas e localizações variáveis e são decorrentes de alterações hormonais próprias da gravidez – elevação de alguns hormônios que agem na melanogênese (formação de melanina – pigmento que dá cor à pele). Em geral, as manchas aparecem durante o primeiro trimestre da gravidez, acentuando-se nos últimos meses, quando os níveis hormonais são mais elevados.

O melasma ou cloasma gravídico, apresenta-se como manchas escuras acastanhadas e irregulares, que atingem mais comumente a face (fronte, nariz, bochechas, região supra-labial), sendo mais frequente nas mulheres de peles mais escuras e mestiças. O uso de fotoprotetores físicos e químicos na face é essencial para prevenção do problema, os mesmos devem, preferencialmente, ser indicados pelo dermatologista.
   
Algumas outras áreas da pele podem escurecer, como axilas, face interna das coxas, abdome, períneo, aréolas mamárias e cicatrizes. Sardas e nevos pigmentados (pintas) podem aumentar em número e tamanho e tendem a voltar às suas dimensões normais após o parto. O distúrbio de pigmentação mais frequente da gravidez é o escurecimento da linha média abdominal, formando uma linha escura vertical no centro da barriga, que recebe o nome de linha nigra. A linha nigra tende a clarear lentamente após o parto, conforme as alterações hormonais forem regredindo.
   
A exposição ao sol pode piorar o problema, independente da localização da mancha, a radiação solar estimula ainda mais a pigmentação cutânea. Para prevenir o aparecimento e intensificação da pigmentação, deve-se evitar a exposição à radiação ultravioleta, através da utilização de protetores solares de amplo espectro, chapéus, bonés e roupas protetoras. Terminada a lactância, o dermatologista pode indicar cremes com ativos clareadores, como a hidroquinona, ácido retinóico, ácido kójico, etc, peelings químicos e lasers para clarear a pele. No entanto, muitas vezes, ocorre melhora espontânea da pigmentação, nesses casos, os ativos e procedimentos poderão acelerar o processo.
   
A gestante não deve utilizar nenhum tipo de produto sem indicação médica durante a gravidez e lactação, pois eles podem ter um efeito negativo sobre a saúde do bebê. Poucos ativos são seguros durante a gestação, uma vez que não podem ser testados e estudados durante essa fase tão preciosa da vida, por isso é de extrema importância que sejam indicados necessariamente por um dermatologista. Também foi observado que o uso de contraceptivos hormonais afetam a persistência destas manchas após a gravidez, por isso, é importante consultar seu médico para que ele avalie e indique o método de contracepção mais adequado.
    
Estrias
Nas gestantes, as estrias ocorrem em mais de 70% das pacientes e são encontradas mais comumente no abdome, quadril, nádegas e nas mamas. Elas tendem a se desenvolver a partir da 24a semana gestacional. Apesar da causa das estrias não ser bem compreendida, aceita-se que a combinação de estiramento mecânico da pele, com fatores genéticos, alterações hormonais e, eventualmente, com a secreção de relaxina durante a gravidez, isolados ou associados, tem papel significativo nas mulheres grávidas.

São fatores de risco principais para o aparecimento de estrias na gestação:
Idade: Quanto mais jovem a gestante, maior o rico do aparecimento de estrias. As fibras colágenas e elásticas nos jovens, principalmente com menos de 25 anos, parece ser menos resitentes ao estiramento, rompendo-se com maior facilidade.
Ganho de peso:Quanto maior o ganho de peso, maior o risco do aparecimento de estrias, principalmente quando passa de 15 kg, correspondendo a um maior estiramento da pele. O ideal é manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas próprias para gestantes, para assim manter o ganho de peso dentro do esperado.
Peso do bebê: Mulheres que têm recém-nascidos com peso elevado ao nascimento (> 3000g), apresentam estrias com maior frequência, fato também relacionado a um maior estiramento da pele.
   
As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. O uso de emolientes e hidratantes durante a gestação deve ser encorajado, como uma forma de tentar evitá-las, mas não garante que não vão surgir. A pele bem hidratada, presumivelmente, é mais resistente e menos susceptível a alterações pelo estiramento. O ideal é usar hidratantes potentes e adequados para esse período, de preferência, com orientação médica. Muitos princípios ativos presentes nos cremes hidratantes comuns, são contra-indicados na gravidez, daí a importância da orientação de um especialista. O controle do peso associado a uma boa hidratação da pele na gravidez é a melhor estratégia. Mas, mesmo com todos os cuidados citados, não podemos garantir que as estrias não se desenvolverão.
   
Após à lactação, o dermatologista poderá indicar alguns tratamentos, como o uso de ácidos, microdermoabrasão, subcisão etc, dependendo de cada caso. Alguns aparelhos de laser podem ser utilizados para o tratamento das estrias durante o período de amamentação. Estrias recentes, que apresentam coloração avermelhada, em geral, respondem melhor aos tratamentos disponíveis, sendo importante que a paciente procure um dermatologista logo após o parto.
 
Alterações dos Mamilos na Amamentação
 A principal causa de dor e rachaduras ou fissuras nos mamilos é a posição incorreta da boca do bebê ao sugar. Os mamilos podem ser machucados quando a posição que seu bebê adota para mamar não é a correta, sendo muito importante o adequado posicionamento do bebê durante as mamadas, a fim de evitar o problema.
   
É aconselhavél não limpar os mamilos após as mamadas, deixe o leite que saiu das mamas, ou mesmo da boquinha do bebê, secar naturalmente, pois funciona como uma proteção. O leite materno age nos mamilos como hidratante, tem propriedades cicatrizantes, além de possuir vitaminas e antibióticos naturais.
   
Os mamilos devem ser lavados apenas uma vez ao dia, no momento do banho, e deve-se usar pouco ou nenhum sabonete. Ao contrário, o uso exagerado de água, sabonete ou outros produtos químicos, leva ao ressecamento, irritação e aparecimento de fissuras, facilitando infecções secundárias.
   
Antes de iniciar a mamada, também não se faz necessário o uso de qualquer produto de higiene, já que a mama permaneceu em contato apenas com o leite, que é rico em defesas contra germes, além de hidratante e cicatrizante.
   
À exposição das mamas ao sol também previne as rachaduras. O sol possui ação antinflamatória e cicatrizante, ajudando a manter os mamilos secos e saudáveis. É indicada exposição dos mamilos ao sol, por alguns minutos, tanto quanto possível, nos intervalos das mamadas.
   
O uso tópico de pomadas cicatrizantes e hidratantes as vezes é indicado e pode ajudar na prevenção e tratamento das rachaduras dos mamilos. No entanto, no momento da mamada deve-se retirar toda a pomada. São indicados produtos, por exemplo, a base de lanolina, vitamina E e dexpantenol, sempre com orientação médica.
   
Algumas vezes, a causa das rachaduras / fissuras, bem como, vermelhidão, descamação, inchaço e dor, pode ser uma infecção fúngica, ou até mesmo, bacteriana. É sempre importante consultar um médico caso o problema seja persistente.
 
Alterações Capilares
Também de forma fisiológica, durante a gravidez, é comum ocorrer um crescimento mais intenso dos cabelos, devido ao prologamento da fase de crescimento e estabilidades dos fios (fase anágena), especialmente no terceiro trimestre. Geralmente o cabelo é muito beneficiado na gestação, pois a progesterona diminui a queda e deixa-o mais bonito e volumoso. Já foi demonstrado que na gravidez, o percentual de cabelo na fase de queda (fase telógena) cai para 10% (o normal é 30%) no segundo e terceiro trimestres. Algumas semanas após o parto, sobe para mais de 30%. Por esta razão, observa-se com frequência o aumento da queda dos cabelos após o parto, denominado de eflúvio telógeno. Essa queda, em geral, inicia-se 3 meses após o parto e somente normaliza-se após 1 ano.
   
No entanto, algumas mulheres experimentam o outro lado da moeda. Ressecamento, cabelos quebradiços e queda de cabelos são queixas relativamente frequentes das mulheres grávidas. Para combater os cabelos secos, use um bom condicionador, máscaras de tratamento e faça hidratações regulares. Um cabelo bem hidratado, ficará menos quebradiço, menos opaco e com menos frizzy. O uso de protetores térmicos e restauradores da estrutura capilar, como o óleo de argan, também pode ajudar na recuperação dos fios. Deve-se evitar o contato dessas substâncias com o couro cabeludo. Alguns complexos vitamínicos e minerais específicos para gestantes, podem ser benéficos para manter o cabelo saudável, mas é importante que sempre sejam indicados pelo médico.
   
O uso de tinturas, alisamentos e demais produtos químicos capilares na gravidez não é aconselhável. Pois não existem evidências científicas suficientes para garantir a segurança do uso desses produtos na saúde do bebê, principalmente nos 3 primeiros meses da gravidez. Após o terceiro trimestre, o uso de alguns tonalizantes pode ser liberado pelo médico. Todo produto aplicado na pele e/ou couro cabeludo durante a gravidez, deve ser autorizado pelo médico, já que pode ser absorvido para a corrente sanguínea e passar para o bebê.
  
Alterações corporais
A maioria das mulheres reclama do corpo após a gestação. As queixas são flacidez, estrias, diminuição e queda das mamas, gordura localizada, aumento da celulite.

As mudanças que uma gravidez provoca são intensas. O desenvolvimento do bebê faz com que o corpo feminino inche e aumente de tamanho para acomodá-lo e os hormônios, que controlam o organismo de uma maneira diferente para tornar possível a gestação, demoram para regularizar após o parto.
   
Para recuperar a velha forma (e até melhorá-la), há quem invista em tratamentos dermatológicos e cirurgias plásticas, o que tem sido chamado nos Estados Unidos de pacote "mommy makeover" (recuperação do corpo da mamãe). Nada de errado com a decisão, desde que se espere o tempo certo (que depende das características pessoais de cada uma, para a realização dos procedimentos). O cuidado é valioso para preservar a saúde da mulher, garantir um resultado final satisfatório e, em alguns casos, também para assegurar o bem-estar da criança.
   
Alguns ativos aplicados na pele, se entrarem em contato acidental com o bebê, podem causar alergias, pois a pele deles é muito sensível. Alguns procedimentos geralmente provocam descamação, vermelhidão, ardências, entre outras reações na pele, o que pode desencadear desconfortos na mãe.
  
É fundamental considerar que o organismo leva um tempo para sair da chamada situação de embebição gravídica, que é o aumento de líquidos corporais. Enquanto isso não ocorre e o organismo não volta ao normal, é preciso esperar. Em média, o tempo estipulado para a realização de alguma intervenção, como a abdominoplastia, é aproximadamente de dez meses depois do nascimento do bebê.
   
No caso de cirurgia nas mamas, é preciso somar a esse tempo três meses depois do fim da amamentação. Nesse prazo, a glândula para de produzir leite. Se o cuidado não for tomado, o risco de surgir alguma infecção é muito alto. Infecções também podem ocorrer se uma intervenção no abdome for feita aproveitando o momento da cesariana. É uma contraindicação médica porque coloca a saúde da mulher em risco. Respeitar o tempo indicado para que o corpo volte ao normal é essencial para que a avaliação médica seja bem feita. Quanto mais inchado ainda estiver o organismo, mais se corre o risco de intervir desnecessariamente e comprometer o resultado final.
   
Por fim, a recomendação de ter paciência é dada porque o pós-operatório envolve restrições que certamente comprometem a relação entre a mãe e o bebê. A colocação de próteses de silicone, por exemplo, implica que a mulher não faça uma série de movimentos com os braços, o que a impede de carregar o filho no colo.
   
A seguir, algumas sugestões de tratamentos dermatológicos que podem ser feitos no pós-parto, após o período de amamentação, para melhora das alterações corporais:
 
Drenagem linfática: A drenagem linfática é uma massagem que reduz o edema (inchaço) do corpo. As manobras ajudam na eliminação de líquidos que extravasam dos vasos e ficam acumulados nos tecidos. Os movimentos devem ser suaves e lentos seguindo o trajeto do sistema linfático e fazendo com que esse líquido retido seja inserido nos vasos linfáticos e posteriormente eliminado através do sistema urinário.

Linfa, é o nome que se dá ao fluido que circula nos vasos linfáticos, constituído por água, uréia, linfócitos (células que conferem imunidade), sais e proteínas. Os vasos sanguíneos liberam sangue entre os tecidos, oxigenando-os e nutrindo-os. Os vasos linfáticos reabsorvem parte desse líquido excedente, já com resíduos metabólicos, toxinas que o organismo desprezou e eliminou. Este líquido, chamado linfa, é, portanto, o fluido que sobra, depois que os tecidos metabolizaram os componentes sanguíneos responsáveis pela produção de energia. A perfeita drenagem desse líquido impede edemas (inchaços) e retenção excessiva e tem função de defesa imunológica. A drenagem linfática facilita esse processo, acelerando-o.
   
A celulite é formada por gordura, líquido e traves de tecido conjuntivo que aprisionam os nódulos de gordura. Sendo assim, a manipulação da gordura, das traves fibrosas e do líquido retido, favorece sua eliminação através do sistema linfático e sua metabolização, aumenta a chegada de sangue no local e aumenta as trocas metabólicas - a velocidade de todos estes processos aumenta. Por isso, a retenção de líquido que há na celulite diminui com a drenagem linfática. Assim sendo, a drenagem linfática está indicada para todos os graus de celulite.

Massagem modeladora: Sabe-se que a drenagem linfática facilita à eliminação dos nódulos de celulite e gordura localizada. Nos últimos anos, aliou-se os benefícios de drenagem dos líquidos à manipulação do tecido adiposo (gordura). Então, o que temos atualmente sob o conceito de massagem modeladora, na realidade, é uma massagem que atinge esses dois alvos - o linfático e o gorduroso.

Enquanto o primeiro alvo requer apenas manobras suaves, o segundo exige certa energia e pressão mais forte para ser bem efetiva. Se a finalidade está focada na gordura e celulite, o procedimento pode doer um pouco e deixar alguns hematomas, graças à manipulação do tecido adiposo, com manobras mais firmes e enérgicas.A manipulação vigorosa da gordura provoca vasodilatação e aumenta a velocidade de metabolização, tendendo à suavização de contornos irregulares e à redistribuição harmônica da gordura, principalmente se aliada à dieta. O metabolismo pode se acentuar nos locais que estão sendo massageados com energia e força. A massagem modeladora é indicada para todos os graus de celulite, desde que esteja associada à presença de gordura localizada.

Ultrassom: O ultrassom terapêutico tem se mostrado eficaz como recurso auxiliar na redução de medidas e no combate a gordura localizada e celulite por ter sua ação efetivamente potencializada através da fonoforese. O efeito mecânico e/ou térmico do ultrassom promove modificações nas ligações intercelulares e aumento da permeabilidade da membrana celular, promovendo a difusão de substâncias através da pele.

O ultrassom (US) é uma modalidade de penetração profunda, capaz de produzir alterações nos tecidos, por mecanismos térmicos e não-térmicos. Os efeitos térmicos dentro dos tecidos são resultantes diretos da elevação da temperatura do tecido, provocada pelo ultrassom, variando de acordo com o coeficiente de absorção e a espessura do meio absorvedor. Destacam-se, entre os efeitos não-térmicos do ultrassom, a micro-massagem, o aumento da permeabilidade celular, variação do diâmetro arteriolar e cavitação. Estudos revelam que em relação à atuação das ondas ultrassônicas no tecido adiposo, devemos considerar o fato de que na gordura o coeficiente de absorção é baixo, decorrente da homogeneidade do tecido, absorvendo pouca energia ultrassônica, sendo pouco provável a sua ação lipolítica.

A fonoforese é o termo que descreve a introdução de substâncias medicamentoso-cosméticas através da pele, mediante a energia ultrassônica. Dentre os ativos lipolíticos mais utilizados estão: a cafeína; a centella asiática; a cavalinha; a ioimbina; e a aminofilina, dentre outras. Suas funções principais são: o incremento circulatório; a ativação da lípase; a inibição e/ou ativação de alguns receptores de membrana; e a potencialização da termogênese.

Através desses mecanismos de ação e da penetração cutânea facilitada pelo ultrassom, essa modalidade terapêutica atuaria na melhora da celulite. No entanto, não existem evidências científicas suficientes para comprovar a real eficácia desse método na melhora da celulite, mais estudos ainda são necessários. A indicação, em tese, seria para celulite de graus mais avançados e associada à gordura localizada
 
Endermologia: A endermologia é um tratamento não invasivo que recorre a um aparelho motorizado (composto por um sistema de sucção e dois rolos) que, à medida que vai enrolando e desenrolando a pele, torna-a mais lisa, com menos irregularidades. Os movimentos do aparelho estimulam a circulação sanguínea e a drenagem linfática, diminuindo consequentemente a celulite. É indicada no tratamento da celulite de graus I a III e como adjuvante no tratamento de gordura localizada.

Radiofrequência: Um aparelho que age através da radiofrequência proporciona a quebra de gordura em diferentes níveis da pele. O procedimento de quebra ocorre devido ao aquecimento volumétrico que propicia o aumento da tonicidade da pele e a compactação dos adipócitos. O aparelho utiliza a radiação eletromagnética de alta frequência para estimular a produção do colágeno, que constitui as fibras reticulares e é responsável pelo fortalecimento dos tecidos. Essa radiação não danifica a pele e age de forma não invasiva, ou seja, não causando nenhum rompimento de tecido. Com as ondas eletromagnéticas, o procedimento estimula a agitação das moléculas de água, ou seja, a energia eletromagnética proveniente do aparelho transforma-se em energia térmica. O calor provoca a formação de um novo colágeno na região. Através do aquecimento volumétrico, que ocorre em todos os tecidos que contém moléculas de água, a radiofrequência estimula o metabolismo das células adiposas e as fibras do colágeno. Esse estímulo, por sua vez, provoca a quebra da gordura e reduz a gordura localizada. A radiofrequência é responsável pela aceleração do metabolismo nas células e realiza uma drenagem linfática, que estimula a eliminação das impurezas produzidas pelo metabolismo. Está indicada para todos os graus de celulite e principalmente para os casos em que há flacidez associada.
 
Fotomologia: Atuação nas células de gordura, através de mecanismo de ação que combina a energia do laser de diodo, da luz e o vácuo, para seletivamente agir sobre os componentes responsáveis pelo aparecimento da celulite.

Luz: Produz aumento da permeabilidade celular e emulsificação da gordura. melhora a oxigenação do tecido.

Laser: Modifica a célula gordurosa, provocando liquefação da gordura e estímulo da produção decolágeno pelo calor.

Massagem: Promove drenagem e eliminação da gordura.
 
Aparelhos que combinam tecnologias:
Ex: Tratamento da celulite através de luz infra-vermelha, radiofreqüência, sucção e massagem. Equipamento que oferece o sistema ELOS (electro optical synergy). Sinergia de técnicas possibilita melhores resultados.
1 – Infra-vermelho: Estimula a produção de colágeno e a remodelação corporal.
2 – Radiofrequência: Aumenta a difusão do oxigênio dentro da célula e destrói o tecido gorduroso.
3 – Sucção: melhora circulação sanguínea.
4 – Massagem mecânica: Melhora da drenagem linfática.
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