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Melanoma

Por toda nossa pele, em qualquer raça, temos distribuído de maneira uniforme uma célula chamada melanócito. Ela se localiza normalmente na camada basal da epiderme, e é responsável pela produção da melanina, o pigmento que dá cor a nossa pele. Quando temos um ninho de melanócitos benignos agrupados em determinada região da pele temos o chamado nevo melanocítico, conhecido como "pinta", os quais podem estar presente de maneira benigna na pele de qualquer pessoa.

Por diversos motivos diferentes esses melanócitos benignos podem sofrer transformações inesperadas e se tornarem atípicos, dando origem a "melanócitos malignos", que proliferam desordenadamente gerando o crescimento e desenvolvimento de um câncer de pele chamado Melanoma. O melanoma é um câncer de pele agressivo e menos freqüente que os outros tumores de pele como carcinoma basocelular e espinocelular. O melanoma acomete principalmente adultos jovens, tanto homens quanto mulheres, na faixa etária principal entre 30 – 50 anos. A sua incidência tem crescido muito nas últimas décadas. Segundo a Organização Mundial de Saúde anualmente devem ocorrer 150 mil novos casos de melanoma por ano no mundo, e no Brasil uma média de 6000 novos casos/ano.
 
O melanoma cutâneo, na maioria das vezes, apresenta fase de crescimento superficial prolongada. Durante esse período as células tumorais estão confinadas à camada mais superficial da pele, chamado de melanoma fino, portanto, esse é o momento em que o diagnóstico é considerado precoce e o tratamento cirúrgico nessa fase pode resultar em cura e redução da mortalidade. Os melanomas finos e precoces, em geral, não são diagnosticados clinicamente a olho nu. A fim de melhorar a sensibilidade e especificidade do diagnóstico surgiram, nos últimos anos, novas técnicas de diagnóstico e seguimento em pacientes de alto risco, dentre as quais se encontra a dermatoscopia. As tentativas em reduzir a incidência do melanoma estão focadas na identificação e seguimento adequado das pessoas com grande risco de desenvolvimento e no incentivo da proteção solar da pele.
 
O perfil do indivíduo com maior chance de desenvolver um melanoma inclui:
  • Antecedente pessoal ou familiar de melanoma;
  • Pele clara, que sempre se queima quando exposta ao sol, loiros ou ruivos e de olhos claros (verdes ou azuis);
  • Exposição solar intensa e intermitente, história de queimaduras solares severas na infância ou adolescência (com formação de bolhas de água na pele); e uso de cabines de bronzeamento;
  • Presença de muitas lesões pigmentadas, sardas ou nevos (pintas) comuns ou atípicos do corpo. 
Aproximadamente 40% dos melanomas surgem de nevos (pintas) preexistentes e os outros 70% surgem "de novo", ou seja, de áreas onde não haviam nevos preexistentes. São considerados sinais de transformação maligna de uma "pinta": mudança do tamanho, da cor, do formato, presença de coceira ou de sangramento espontâneo.
 
A pele é um órgão de fácil acesso e o auto-exame é essencial em pessoas com risco aumentado para o surgimento do melanoma. O melanoma é geralmente uma lesão enegrecida, escura. O melanoma se inicia por uma lesão plana (somente mancha), que com o tempo pode  formar nódulos ou feridas. Existe uma falsa impressão de que somente lesões elevadas na pele podem ser câncer. Melanomas no começo são planos e é nesta fase que é ideal fazer o diagnóstico.

Pode surgir de lesões pré-existentes (pintas ou sinais), portanto, toda lesão pré-existente que sofrer alguma alteração deve ser prontamente examinada por um médico dermatologista.  
 
Existe uma regra mnemônica para análise das lesões, é a regra do ABCDE:
Assimetria: Os melanomas tendem a exibir uma assimetria de cores e forma.
Bordas: Os melanomas apresentam bordas irregulares, com final abrupto da pigmentação.
Cores: Nos melanomas, predominam as cores escuras e/ou a presença de várias cores em uma mesma lesão (preto, marrom claro, marrom escuro, cinza-azulado, vermelho e branco).
Diâmetro: O crescimento rápido é uma das principais características do melanoma, o que leva a lesões de diâmetros maiores. Como regra diâmetros maiores que 6 milímetros levam a uma suspeita maior de lesão maligna.. Lembrando sempre que existem melanomas de diâmetro menor e quanto mais precoce o diagnóstico melhor.
Evolução: Toda pinta que mudar (mudança de cor, formato, relevo) em curto período de tempo (1 a 3 meses) deve ser examinada por um dermatologista.
 
O risco de desenvolvimento de uma segunda lesão de melanoma é 10 vezes maior em indivíduos que já manifestaram um melanoma, e o período de maior risco de aparecimento é nos dois primeiros anos.
 
As lesões pigmentadas, que incluem os nevos(pintas) e o melanoma, muitas vezes não são diagnosticadas clinicamente e é necessário um método auxiliar que aumente a acurácia do diagnóstico. A dermatoscopia, também denominada microscopia de superfície, dermoscopia ou microscopia de epiluminescência, é um método de exame complementar, com comprovação científica, que visualiza estruturas da pele com a finalidade de detecção precoce do melanoma. A acurácia para o diagnóstico clínico do melanoma, feito por dermatologista, é estimada em torno de 75%, já com a dermatoscopia essa acurácia sobe para 90%.
 
Várias campanhas têm sido realizadas com o intuito de conscientizar e esclarecer a população na importância do diagnóstico precoce e na prevenção do melanoma. As pessoas devem fazer o auto-exame da pele e buscar um profissional especializado quando apresentar alguma lesão suspeita. Devemos lembrar ainda que o diagnóstico do melanoma quando realizado por dermatologista, na grande maioria das vezes, é feito no estágio inicial, o que reduz a mortalidade da doença.
 
Indivíduos com história familiar ou pessoal de melanoma, ou que apresente muitos nevos no corpo, devem realizar o seu auto-exame rotineiramente e fazer um exame com seu dermatologista, pelo menos 1x ao ano, para avaliação dos nevos (pintas) e acompanhamento de suas possíveis mudanças.
 
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