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Hiperidrose

A hiperidrose pode ser considerada uma doença?
A hiperidrose é a produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas. Entre suas causas estão os estímulos emocionais ou uma maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura, pois a sudorese está diretamente ligada ao controle da temperatura corporal. Além disso, algumas doenças metabólicas ou lesões neurológicas também podem dar origem ao quadro. Em geral, não há casos de doenças associadas à hiperhidrose e ela está ligada a uma tendência pessoal ou a uma situação de estresse com muita ansiedade.
   
O suor é um líquido produzido pelas glândulas sudoríparas da pele para manter a temperatura do corpo. Nossa temperatura deve ficar entre 36 e 42 graus Celsius. Se a temperatura descer ou subir além desses limites, as células não funcionam adequadamente, daí a importância da transpiração. A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, sexo, raça e local de moradia. Os estímulos que influenciam as glândulas sudoríparas são calor externo, exercício físico, vários tipos de doenças e alterações emocionais.
   
Hiperidrose axilar é o excesso de sudorese nas axilas e é causada por uma hiperatividade das glândulas sudoríparas desta região. É mais comum entre adultos jovens. Costuma perdurar durante toda a idade adulta e regredir espontaneamente na velhice. Está fortemente associada com nervosismo, estresse, ansiedade e obesidade. Altos índices de hormônio masculino também podem influenciar.
   
O quadro é caracterizado por sudorese fácil e abundante nas axilas acarretando embaraço social, desconforto, deterioração das camisas e, por vezes, mal-odor. Apesar de ser mais exagerada no calor, esta sudorese pode ocorrer independente da temperatura local, surgindo em decorrência do estado emocional do indivíduo.
 
Quantos % da população tem hiperidrose?
 Estima-se que a hiperidrose primária atinja 2,8% da população mundial. A doença ocorre mais comumente em pessoas entre 25-64 anos. Cerca de 30-50% dos pacientes têm outro membro da família com a mesma condição, o que implica uma predisposição genética.
Atinge mais homens ou mulheres?
   
De acordo com a maioria dos trabalhos Europeus, foi encontrada discreta predominância do sexo feminino; nos resultados dos trabalhos da Arábia Saudita, existe maior predominância no sexo masculino. Isso, provavelmente, em razão de fatores culturais.
   
Em São Paulo, o grupo do Hospital das Clínicas, tendo como base mais de 1500 pacientes, apresenta uma estatística com 57% de pacientes do sexo feminino ante 43% do sexo masculino. No entanto, um estudo prospectivo não encontrou evidência de transmissão ligada aos cromossomos sexuais e, portanto, a preponderância de pacientes do sexo feminino buscando tratamento pode refletir problemas culturais e psicológicos.
 
Em que regiões do Brasil estão concentradas os maiores índices de pessoas com hiperidrose?
Nas regiões mais quentes.

Qual a diferença de hiperidrose primária e secundária? Quantos são os casos de hiperidroses primárias? E quantos secundárias?
A produção de suor é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático e tem relação direta com o controle da temperatura do organismo. Sudorese excessiva e constante provocada por hiperatividade das glândulas sudoríparas caracteriza os quadros de hiperidrose, que podem aparecer na infância, adolescência ou na idade adulta. A hiperidrose pode ser classificada dependendo se é uma característica congênita ou adquirida.

A hiperidrose pode ser primária, também chamada de essencial, ou secundária, quando aparece em decorrência de outras doenças.  
    
Elevação da temperatura-ambiente, prática de exercícios físicos, reações emocionais e psicológicas podem explicar o aumento na produção de suor, mas não a hiperidrose primária, uma doença com características genéticas e diretamente relacionada com o estresse e a instabilidade emocional. A incidência é maior em pessoas da mesma família. A hiperidrose primária afeta de 2% a 3% da população; ainda assim, menos de 40% dos pacientes com essa condição busca auxílio médico.
    
A hiperidrose primária geralmente se inicia na adolescência ou mesmo antes e parece ser herdada através traço genético autossômico dominante. A hiperidrose primária deve ser distinguida da hiperidrose secundária, que pode começar em qualquer momento da vida. Esta última forma pode ser devido a um distúrbio da glândula tireóide ou da hipófise, diabetes mellitus, tumores, gota, menopausa, certos medicamentos, ou envenenamento por mercúrio.
 
Uma pessoa com hiperidrose pode apresentar suor excessivo em que partes do corpo?
A hiperidrose pode manifestar-se nas mãos, pés, axilas, rosto, sob as mamas, na região inguinal e no couro cabeludo, partes do corpo que contém maior número de glândulas sudoríparas.
As áreas mais atingidas são as axilas, palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal e perineal, com grande eliminação de suor, que não tem cheiro desagradável.
Na hiperidrose emocional, a sudorese aumenta em situações de desconforto ou tensão emocional, sendo as palmas das mãos e plantas dos pés os locais mais frequentemente atingidos.

Quais são os tratamentos indicados?Existe algum método para que uma pessoa com hiperidrose deixe de suar? 
Casos mais brandos podem ser tratados com medicamentos tópicos, iontoforese e/ou psicoterapia. Nos casos de hiperidrose emocional, o apoio psicológico e a psicoterapia podem ajudar bastante, sendo, em algumas situações graves, indicado o uso de tranquilizantes. Eventualmente, a hiper-hidrose axilar é uma ocorrência transitória do início da puberdade e pode desaparecer em meses ou poucos anos. Formas mais graves podem se beneficiar de tratamento sistêmico com agentes anticolinérgicos ou beta-bloqueadores não específicos. No entanto, o tratamento sistêmico pode ter repercussões cárdio-vasculares e deve ter acompanhamento cuidadoso pelo médico.

A aplicação de toxina botulínica é uma boa opção, apesar de seu alto custo e da necessidade de constantes reaplicações. A cirurgia de simpatectomia, na qual nervos que estimulam a sudorese são cortados, também pode ser eficaz. A relação custo / risco / benefício deve sempre ser levada em consideração.
   
A toxina botulínica surge como uma boa opção terapêutica, interrompendo a secreção sudoral na área tratada por períodos que variam entre 6 a 8 meses. Alguns pacientes referem resultados por 12 meses. Essa toxina bloqueia a ação da acetilcolina, que é necessária para a sudorese. Ela é aplicada com agulha, ponto a ponto, em toda a região das mãos e dos pés, e, se for o caso, nas axilas. Com o bloqueio da acetilcolina há uma suspensão de cerca de 80% da sudorese nos locais em que a toxina é aplicada, sem causar nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. Na realidade, o tratamento inibe o excesso de suor e tem duração de, em média, oito meses.
   
Casos graves de hiperidrose axilar podem ser tratados cirurgicamente, com a remoção das glândulas sudoríparas ou através da simpatectomia, quando os nervos responsáveis pelo estímulo à sudorese são cortados.

Os casos de hiperhidrose nas mãos ou pés são mais difíceis de serem solucionados. O tratamento local com produtos específicos, muitas vezes, não consegue controlar o problema. Mas existe um tipo de tratamento para a sudorese excessiva, que é feito com aparelho elétrico, à base de ionização. Nesse procedimento a pessoa tem de colocar as mãos ou os pés, ou ambos, duas vezes ao dia, no aparelho que, ao ser ligado, provoca uma modificação na pele, diminuindo a sudorese, por meio da diminuição da óstio glandular. Com o tempo, a sudorese diminui, porém com a parada do tratamento pode retornar.
   
Em resumo, a hiperhidrose axilar é um problema médico-social maior que deve ser primariamente tratada de forma conservadora. Casos rebeldes e/ou mais graves podem se beneficiar da aplicação de toxina botulínica, da simpatectomia ou da cirurgia de remoção das glândulas sudoríparas axilares. Os riscos e os benefícios sempre devem ser cuidadosamente avaliados antes de se tomar a decisão final sobre uma possível terapêutica cirúrgica para um problema que não afeta a saúde física do indivíduo.
 
Que tipos de cirurgias existem, e quais são os resultados obtidos?
 Os dois procedimentos cirúrgicos realizados para tratamento da hiperidrose são aspiração/ressecção das glândulas sudoríparas e simpatectomia torácica ou cirurgia no nervo simpático.
 
Uma opção que crescentemente vem obtendo mais adeptos é a cirurgia de ressecção das glândulas sudoríparas axilares. É um procedimento simples realizado sob anestesia local, no qual as glândulas são removidas através de dois pequenos orifícios de no máximo 1cm em cada axila. Seu maior inconveniente é que muitos dos folículos pilosos da região são eliminados conjuntamente, levando a uma diminuição definitiva dos pelos axilares. No pós-operatório imediato é comum ocorrer equimose (manchas roxas) da região, que regride espontaneamente em cerca de 10 dias. O repouso é importante nos primeiros dias. Subsequentemente, exercícios de alongamento da região tem de ser realizados para evitar fibrose e perda da flexibilidade dos braços. Infelizmente, por razões técnicas, ainda não é possível realizar esta cirurgia para hiperidrose palmo-plantar.
   
A cirurgia no nervo simpático (simpatectomia) é realizada com equipamentos de vídeo e pequenas incisões no tórax para clipagem de nervos ou secção/ ressecação de seus segmentos, dependendo do local que o paciente apresenta suor excessivo. Para tratar a hiperidrose quando ela ocorre na região acima da cintura (couro cabeludo, face, mãos e axilas), ou na região do abdômen quando ela ocorre na região abaixo da cintura (pés, virilhas, nádegas, coxas e canelas). A cirurgia requer uso de anestesia geral, dura cerca de 1 hora e o paciente pode voltar para casa em menos de 24 horas. Após a intervenção, recomenda-se não realizar qualquer esforço físico na primeira semana e cerca de 15 dias depois, o paciente já pode até praticar exercícios leves.
   
No caso da aspiração das glândulas sudoríparas, os principais efeitos colaterais estão relacionados a alterações da cicatriz e micronodulações na região das axilas. Na cirurgia do nervo simpático, pode ocorrer o aumento do suor em outras áreas do corpo, a chamada hiperidrose compensatória.
   
Com a aspiração das glândulas sudoríparas, 40 a 50% dos pacientes apresentam melhora do quadro de suor e os efeitos são definitivos. Já com a simpatectomia torácica, a chance de sucesso é por volta de 95%, no entanto, o risco de sudorese compensatória é alto. Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia em 2009, apontou que 68 dos 80 pacientes (85%) submetidos à simpatectomia apresentaram hiperidrose compensatória no período pós-operatório. Mesmo assim, 70 participantes (87,5%) disseram estar satisfeitos.
 
O suor excessivo que a hiperidrose causa, pode ocasionar que tipos de outras interferências na vida pessoal de quem a têm? 
A hiperidrose pode ter consequências fisiológicas, tais como mãos frias e úmidas, desidratação e de infecções de pele secundárias até a maceração da pele. A doença pode também ter efeitos emocionais devastadores sobre a vida do indivíduo.
   
O incômodo causado pela sudorese excessiva pode trazer ainda mais tensão ao paciente, piorando seu quadro e trazendo dificuldades de relacionamento ou, até mesmo, profissionais. O aumento excessivo do suor (hiperhidrose) acaba atrapalhando até a vida social da pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com cheiro mais forte, ou pode acontecer nos pés ou nas mãos. Neste último caso, as mãos ficam constantemente molhadas, dificultando a realização de determinados tipos de trabalho, como escrever, digitar etc.
   
Na fase escolar, crianças acometidas podem ter sérios problemas para fazer provas, pois o suor das mãos embebe o papel, impedindo a escrita.
 
O que é?
A hiperidrose é a produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas. Entre suas causas estão os estímulos emocionais ou uma maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura, pois a sudorese está diretamente ligada ao controle da temperatura corporal. Além disso, algumas doenças metabólicas ou lesões neurológicas também podem dar origem ao quadro. Em geral, não há casos de doenças associadas à hiperhidrose e ela está ligada a uma tendência pessoal ou a uma situação de estresse com muita ansiedade.
   
O suor é um líquido produzido pelas glândulas sudoríparas da pele para manter a temperatura do corpo. Nossa temperatura deve ficar entre 36 e 42 graus Celsius. Se a temperatura descer ou subir além desses limites, as células não funcionam adequadamente, daí a importância da transpiração. A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, sexo, raça e local de moradia. Os estímulos que influenciam as glândulas sudoríparas são calor externo, exercício físico, vários tipos de doenças e alterações emocionais.
   
Hiperidrose axilar é o excesso de sudorese nas axilas e é causada por uma hiperatividade das glândulas sudoríparas desta região. É mais comum entre adultos jovens. Costuma perdurar durante toda a idade adulta e regredir espontaneamente na velhice. Está fortemente associada com nervosismo, estresse, ansiedade e obesidade. Altos índices de hormônio masculino também podem influenciar.
   
O quadro é caracterizado por sudorese fácil e abundante nas axilas acarretando embaraço social, desconforto, deterioração das camisas e, por vezes, mal-odor. Apesar de ser mais exagerada no calor, esta sudorese pode ocorrer independente da temperatura local, surgindo em decorrência do estado emocional do indivíduo.
   
Estima-se que a hiperidrose primária atinja 2,8% da população mundial. A doença ocorre mais comumente em pessoas entre 25-64 anos. Cerca de 30-50% dos pacientes têm outro membro da família com a mesma condição, o que implica uma predisposição genética. De acordo com a maioria dos trabalhos Europeus, foi encontrada discreta predominância do sexo feminino; nos resultados dos trabalhos da Arábia Saudita, existe maior predominância no sexo masculino. Isso, provavelmente, em razão de fatores culturais.
   
Em São Paulo, o grupo do Hospital das Clínicas, tendo como base mais de 1500 pacientes, apresenta uma estatística com 57% de pacientes do sexo feminino ante 43% do sexo masculino. No entanto, um estudo prospectivo não encontrou evidência de transmissão ligada aos cromossomos sexuais e, portanto, a preponderância de pacientes do sexo feminino buscando tratamento pode refletir problemas culturais e psicológicos.
   
A produção de suor é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático e tem relação direta com o controle da temperatura do organismo. Sudorese excessiva e constante provocada por hiperatividade das glândulas sudoríparas caracteriza os quadros de hiperidrose, que podem aparecer na infância, adolescência ou na idade adulta. A hiperidrose pode ser classificada dependendo se é uma característica congênita ou adquirida.

A hiperidrose pode ser primária, também chamada de essencial, ou secundária, quando aparece em decorrência de outras doenças.  
    
Elevação da temperatura-ambiente, prática de exercícios físicos, reações emocionais e psicológicas podem explicar o aumento na produção de suor, mas não a hiperidrose primária, uma doença com características genéticas e diretamente relacionada com o estresse e a instabilidade emocional. A incidência é maior em pessoas da mesma família. A hiperidrose primária afeta de 2% a 3% da população; ainda assim, menos de 40% dos pacientes com essa condição busca auxílio médico.
    
A hiperidrose primária geralmente se inicia na adolescência ou mesmo antes e parece ser herdada através traço genético autossômico dominante. A hiperidrose primária deve ser distinguida da hiperidrose secundária, que pode começar em qualquer momento da vida. Esta última forma pode ser devido a um distúrbio da glândula tireóide ou da hipófise, diabetes mellitus, tumores, gota, menopausa, certos medicamentos, ou envenenamento por mercúrio.
   
A hiperidrose pode manifestar-se nas mãos, pés, axilas, rosto, sob as mamas, na região inguinal e no couro cabeludo, partes do corpo que contém maior número de glândulas sudoríparas.
   
As áreas mais atingidas são as axilas, palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal e perineal, com grande eliminação de suor, que não tem cheiro desagradável.
Na hiperidrose emocional, a sudorese aumenta em situações de desconforto ou tensão emocional, sendo as palmas das mãos e plantas dos pés os locais mais frequentemente atingidos.
   
Casos mais brandos podem ser tratados com medicamentos tópicos, iontoforese e/ou psicoterapia. Nos casos de hiperidrose emocional, o apoio psicológico e a psicoterapia podem ajudar bastante, sendo, em algumas situações graves, indicado o uso de tranquilizantes. Eventualmente, a hiper-hidrose axilar é uma ocorrência transitória do início da puberdade e pode desaparecer em meses ou poucos anos. Formas mais graves podem se beneficiar de tratamento sistêmico com agentes anticolinérgicos ou beta-bloqueadores não específicos. No entanto, o tratamento sistêmico pode ter repercussões cárdio-vasculares e deve ter acompanhamento cuidadoso pelo médico.
   
A aplicação de toxina botulínica é uma boa opção, apesar de seu alto custo e da necessidade de constantes reaplicações. A cirurgia de simpatectomia, na qual nervos que estimulam a sudorese são cortados, também pode ser eficaz. A relação custo / risco / benefício deve sempre ser levada em consideração.
   
A toxina botulínica surge como uma boa opção terapêutica, interrompendo a secreção sudoral na área tratada por períodos que variam entre 6 a 8 meses. Alguns pacientes referem resultados por 12 meses. Essa toxina bloqueia a ação da acetilcolina, que é necessária para a sudorese. Ela é aplicada com agulha, ponto a ponto, em toda a região das mãos e dos pés, e, se for o caso, nas axilas. Com o bloqueio da acetilcolina há uma suspensão de cerca de 80% da sudorese nos locais em que a toxina é aplicada, sem causar nenhum efeito colateral, uma vez que a pessoa continua suando no restante do corpo. Na realidade, o tratamento inibe o excesso de suor e tem duração de, em média, oito meses.
   
Casos graves de hiperidrose axilar podem ser tratados cirurgicamente, com a remoção das glândulas sudoríparas ou através da simpatectomia, quando os nervos responsáveis pelo estímulo à sudorese são cortados.

Os casos de hiperhidrose nas mãos ou pés são mais difíceis de serem solucionados. O tratamento local com produtos específicos, muitas vezes, não consegue controlar o problema. Mas existe um tipo de tratamento para a sudorese excessiva, que é feito com aparelho elétrico, à base de ionização. Nesse procedimento a pessoa tem de colocar as mãos ou os pés, ou ambos, duas vezes ao dia, no aparelho que, ao ser ligado, provoca uma modificação na pele, diminuindo a sudorese, por meio da diminuição da óstio glandular. Com o tempo, a sudorese diminui, porém com a parada do tratamento pode retornar.
   
Em resumo, a hiperhidrose axilar é um problema médico-social maior que deve ser primariamente tratada de forma conservadora. Casos rebeldes e/ou mais graves podem se beneficiar da aplicação de toxina botulínica, da simpatectomia ou da cirurgia de remoção das glândulas sudoríparas axilares. Os riscos e os benefícios sempre devem ser cuidadosamente avaliados antes de se tomar a decisão final sobre uma possível terapêutica cirúrgica para um problema que não afeta a saúde física do indivíduo.
   
Os dois procedimentos cirúrgicos realizados para tratamento da hiperidrose são aspiração/ressecção das glândulas sudoríparas e simpatectomia torácica ou cirurgia no nervo simpático.
  
Uma opção que crescentemente vem obtendo mais adeptos é a cirurgia de ressecção das glândulas sudoríparas axilares. É um procedimento simples realizado sob anestesia local, no qual as glândulas são removidas através de dois pequenos orifícios de no máximo 1cm em cada axila. Seu maior inconveniente é que muitos dos folículos pilosos da região são eliminados conjuntamente, levando a uma diminuição definitiva dos pelos axilares. No pós-operatório imediato é comum ocorrer equimose (manchas roxas) da região, que regride espontaneamente em cerca de 10 dias. O repouso é importante nos primeiros dias. Subsequentemente, exercícios de alongamento da região tem de ser realizados para evitar fibrose e perda da flexibilidade dos braços. Infelizmente, por razões técnicas, ainda não é possível realizar esta cirurgia para hiperidrose palmo-plantar.
   
A cirurgia no nervo simpático (simpatectomia) é realizada com equipamentos de vídeo e pequenas incisões no tórax para clipagem de nervos ou secção/ ressecação de seus segmentos, dependendo do local que o paciente apresenta suor excessivo. Para tratar a hiperidrose quando ela ocorre na região acima da cintura (couro cabeludo, face, mãos e axilas), ou na região do abdômen quando ela ocorre na região abaixo da cintura (pés, virilhas, nádegas, coxas e canelas). A cirurgia requer uso de anestesia geral, dura cerca de 1 hora e o paciente pode voltar para casa em menos de 24 horas. Após a intervenção, recomenda-se não realizar qualquer esforço físico na primeira semana e cerca de 15 dias depois, o paciente já pode até praticar exercícios leves.
   
No caso da aspiração das glândulas sudoríparas, os principais efeitos colaterais estão relacionados a alterações da cicatriz e micronodulações na região das axilas. Na cirurgia do nervo simpático, pode ocorrer o aumento do suor em outras áreas do corpo, a chamada hiperidrose compensatória.
   
Com a aspiração das glândulas sudoríparas, 40 a 50% dos pacientes apresentam melhora do quadro de suor e os efeitos são definitivos. Já com a simpatectomia torácica, a chance de sucesso é por volta de 95%, no entanto, o risco de sudorese compensatória é alto. Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Pneumologia em 2009, apontou que 68 dos 80 pacientes (85%) submetidos à simpatectomia apresentaram hiperidrose compensatória no período pós-operatório. Mesmo assim, 70 participantes (87,5%) disseram estar satisfeitos.
   
A hiperidrose pode ter consequências fisiológicas, tais como mãos frias e úmidas, desidratação e de infecções de pele secundárias até a maceração da pele. A doença pode também ter efeitos emocionais devastadores sobre a vida do indivíduo.
   
O incômodo causado pela sudorese excessiva pode trazer ainda mais tensão ao paciente, piorando seu quadro e trazendo dificuldades de relacionamento ou, até mesmo, profissionais. O aumento excessivo do suor (hiperhidrose) acaba atrapalhando até a vida social da pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com cheiro mais forte, ou pode acontecer nos pés ou nas mãos. Neste último caso, as mãos ficam constantemente molhadas, dificultando a realização de determinados tipos de trabalho, como escrever, digitar etc.
   
Na fase escolar, crianças acometidas podem ter sérios problemas para fazer provas, pois o suor das mãos embebe o papel, impedindo a escrita.
Desodorantes
É possível melhorar a eficiência do desodorante com alguns cuidados? Quais? E se a pessoa decidir não depilar, que cuidados ela deve ter com os pelos para evitar odores?
Bromidrose é o suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. A causa é a atuação de bactérias presentes nestas regiões sobre o suor, provocando o odor característico. A manifestação clínica é o odor fétido exalado por estas regiões do corpo após situações que provoquem a sudorese. Para evitar a bromidrose, as orientações abaixo devem ser seguidas:
  • Lavar os locais afetados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos
  • Secar bem a pele após o banho
  • Trocar as roupas e meias diariamente
  • Evitar o uso de tecidos sintéticos, dando preferência ao algodão
  • Evitar deixar a pele úmida por muito tempo 

O tratamento visa diminuir a população bacteriana nos locais afetados e, assim, controlar sua atuação sobre a secreção sudoral. Pode ser feito com o uso de produtos sob a forma de talcos, sprays ou cremes contendo antibióticos e outras substâncias que dificultem o crescimento das bactérias. Em caso de excesso de suor, a hiperidrose, pode-se associar substâncias antitranspirantes. Para a indicação do produto mais adequado, deve-se procurar o médico dermatologista.

De que forma a nossa higiene e hábitos influenciam no efeito e duração do desodorante? Por que um sabonete antisséptico é a melhor pedida para evitar mais ainda o mau odor nas axilas?
O odor fétido, se desenvolve principalmente em zonas onde as bactérias conseguem permancer e multiplicar-se com mais facilidade devido à umidade e temperatura propícia, como é o caso das axilas. Uma forma simples de controlar o problema é diminuir as bactérias nas zonas de maior sudorese, nas quais o odor é naturalmente mais intenso. Hábitos de higiene adequados ajudam nesse controle, reduzindo a necessidade e aumentando a eficácia dos desodorantes. Os sabonetes antisépticos possuem propriedades antibacterianas.

Vale mais a pena tomar esses cuidados e assim evitar antitranspirantes que oferecem proteção por 48 horas? É verdade que o alumínio desses desodorantes pode fazer mal para a pele? Quais produtos para higiene das axilas que fazem mais mal do que bem para o odor e saúde em geral? Quais são eles?
Existe uma corrente de cientistas no mundo todo pesquisando se o alumínio faz ou não mal à nossa saúde. Especialmente em países como o Brasil, onde o uso é exagerado e os consumidores procuram produtos de longa duração, ou seja, aqueles com maior concentração de cloridrato de alumínio em sua fórmula. Alguns desses cientistas afirmam que a aplicação do alumínio na forma de antitranspirantes pode estar relacionado ao aparecimento do câncer de mama em mulheres jovens. Porém, ainda não existem evidências científicas suficientes para sustentar essa afirmação.

Um indivíduo que costuma tomar dois banhos por dia não precisa exagerar tanto no antitranspirante, nem buscar aqueles produtos ultrapotentes com 24 ou 36 horas de duração.
 
 
Mas todo desodorante é antitranspirante? Qual a diferença?
O desodorante, como o próprio nome diz, reduz o odor. Já o antitranspirante, bloqueia a saída da transpiração. O desodorante é menos agressivo que o antitranspirante, pois não contém alumínio em sua fórmula.

Geralmente os desodorantes são compostos de agentes antissépticos, que inibem o crescimento bacteriano, responsável pela metabolização do suor e produção do mau cheiro. Ao eliminar essas bactérias, o odor desaparece. Nos desodorantes são usados em geral óleos essenciais como o sândalo, ou ainda ingredientes sintéticos, como o triclosan. Existe ainda o velho e bom desodorante de bicarbonato de sódio, que é o mais seguro que existe. Ele modifica o pH da pele e inibe assim o crescimento bacteriano.

Entretanto, os desodorantes nunca são tão potentes quanto os antitranspirantes. Os antitranspirantes, impedem a saída da transpiração, fazendo com que o suor fique retido dentro das glândulas sudoríparas.

E ele faz isso graças à presença do cloridrato de alumínio. Quanto mais alumínio existe na formulação, mais efetivamente o desodorante agirá. É o caso dos desodorantes 24, 48 horas. Não havendo saída do suor, não há também o mau cheiro. As agências reguladoras exigem uma redução de até 20% da secreção de suor para os antitranspirantes comuns e de até 30% para os que prometem “proteção extra".
 
Desodorante e antitranspirante têm diferentes funções:
Desodorante: Apenas camufla o cheiro ruim e pode não proteger por muito tempo. Quem não abre mão da fragrância deve escolher os desodorantes com antissépticos como o triclosan e sais de amônio quaternário, cuja função é inibir a proliferação das bactérias na pele.
 
Antitranspirante: Sua função é mais específica do que a do desodorante, ele forma uma película gelatinosa, bloqueando a secreção de suor pelas glândulas sudoríparas.
 
A forma como lavamos as axilas também influencia no mau cheiro? Como deve ser a melhor lavagem? Qual a importância de secar bem as axilas antes de aplicar o desodorante? Por que a umidade da pele atrapalha a aderência do produto? Se eu saio de manhã e fico o dia inteiro no trabalho, é interessante escolher um momento do dia para fazer algum higienização das minhas axilas? Como deve ser essa higienização?
Lave as axilas ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos. Seque bem a pele após o banho, de modo que não fique nenhuma umidade. A umidade favorece a proliferação bacteriana e diminui a penetração dos desodorantes.

De que forma os tecidos das roupas que usamos no nosso dia a dia interferem no odor das axilas? Quais os tecidos mais indicados? E os menos indicados? Isso muda no inverno e no verão? Roupas usadas e sem terem sido lavadas podem aumentar as chances do mau odor nas axilas? Por quê?

Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, retêm o suor e favorecem a proliferação e ação das bactérias. Prefira peças de algodão. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Evite também tecidos grossos ou pesados, pois eles dificultam a eliminação do suor. Não repita roupas usadas de maneira nenhuma e evite usar roupas de outras pessoas, pois as roupas podem conter bactérias e assim propiciar a bromidrose.

Que critérios devo utilizar para escolher o melhor desodorante para a minha pele e minhas características?
Deve-se observar qual é a necessidade e, então, buscar o produto adequado, pois existem desodorantes para pessoas que suam em maior quantidade, para peles sensíveis, para clarear e hidratar as axilas, entre outros. A maioria combina dois tipos de princípios ativos, os derivados de alumínio (cloridrato de alumínio e hidróxido de alumínio), que são capazes de controlar a saída do suor para a superfície da pele. Tem também os com triclosan e pindolato de zinco, agentes antibacterianos que combatem o mau cheiro.

Quem tem pele sensível deve usar desodorantes sem álcool, sem perfume, de preferência em creme ou na versão roll-on. Para aqueles que desejam controlar o suor, os antitranspirantes são os mais indicados. Mas, se o objetivo for apenas combater o odor, o desodorante comum é uma boa opção.
   
A primeira coisa a se verificar é a quantidade de suor, pois tem pessoas que transpiram mais. Podem ter hiperidrose, por exemplo, que é a sudorese excessiva. Para esses casos, o ideal é usar desodorante antitranspirante com cloridrato de alumínio, que ajuda a diminuir a produção de suor. Quem tem bromidrose, precisa fazer um tratamento à base de antibiótico tópico.
   
O desodorante roll-on dura mais do que os outros (de 8 a 12 horas). Tem na fórmula o zircônio, um ingrediente que superpotencializa a ação antitranspirante, pois forma uma película protetora nas axilas e é liberado de pouquinho em pouquinho ao longo do dia. Desta forma, sua duração é maior. A embalagem roll-on é ideal para carregar na bolsa (sem risco de vazar). Se aplicado em excesso, forma uma camada grossa de creme sobre a pele, podendo manchar a roupa. Como a superfície da embalagem fica em contato direto com a pele, limpe-a com lenço umedecido para evitar a contaminação por bactérias.
   
O desodorante em aerossol ou spray é indicado para as áreas mais extensas. Quem tem a pele sensível deve evitá-lo, pois ele pode causar irritações.
    
Os desodorantes com perfume podem alterar o pH da axila, além de proporcionar infecção de fungos e bactérias. Para a pessoa que sua muito, por exemplo, o ideal é que utilize o antitranspirante. O desodorante sem prefume é o ideal para quem tem a pele sensível, também deve ser sem álcool, de preferência na versão creme ou roll-on.

Os produtos cremosos são bem menos agressivos e possuem componentes que hidratam a pele. Algumas pessoas apresentam alergia a alguns desodorantes devido a conservantes que existem nas fórmulas desses cosméticos, como o parabeno, a isotiazolinona e o fenoxietanol, que podem causar irritação e deixar a pele do local áspera e ressecada. Em casos de alergia, deve-se consultar um dermatologista para manipular um desodorante sem conservantes.
   
Apesar das mulheres possuírem mais glândulas sudoríparas que os homens, mas as deles produzirem mais suor, não há necessidade de distinção na hora da compra do produto. A fórmula do desodorante feminino é muito parecida ou similar à do masculino, o que não altera em absolutamente nada o resultado. Apenas a embalagem e a fragrância são diferentes.
 
 
É verdade que com o tempo podemos ficar imunes ao nosso desodorante? Por que isso ocorre? Se é verdade, de quanto em quanto tempo devo trocar meu desodorante? Como saber que estou com um desodorante diferente? Devo trocar até a marca?
O corpo pode se adaptar e ficar tolerante ao produto, desenvolvendo mecanismos para reestabelecer a produção de suor. Aconselha-se trocar o desodorante pelo menos a cada 3 meses, dessa forma, previne-se a resistência do organismo.
 
A maioria das pessoas simplesmente passa o desodorante antes de sair ou depois do banho e esquece. É preciso fazer mais reaplicações do que isso? Quantas?
Os desodorantes antitranspirantes têm efeito mais prolongado, podendo inclusive ser usados uma vez ao dia, enquanto os mais suaves costumam exigir reaplicação - para quem transpira muito, de cinco a oito aplicações por dia.
 
Depilar as axilas é essencial para evitar o mau odor? Qual a relação entre os pelos e o mau cheiro nas axilas?
Os pêlos propiciam a retenção do suor, favorecendo a ação das bactérias e produção do mau cheiro. O ideal é manter a virilha e as axilas depiladas, pois isso ajuda a evaporar o suor e a diminuir o odor causado pelas bactérias.
 
Para quem prefere ficar sem pelos, quais cuidados são necessaries após a depilação?
Após a depilação, sua pele fica naturalmente mais sensível, irritando-se com facilidade. Por isso, evite passar desodorantes, e outros produtos químicos, nas 24 horas seguintes à eliminação dos pelos. Desodorante com fórmula em creme costuma ter ingredientes que não irritam peles sensíveis e recém-depiladas, hidratando a pele. Evite versões com álcool e dê preferência a desodorantes com fórmulas hidratantes.

Durante a noite, é uma boa ideia deixar as axilas arejarem, evitando passar antitranspirantes? De que outras formas posso arejar minhas axilas?
Os indivíduos que tomam banho e seguem direto para a cama, podem dispensar o uso noturno dos desodorantes. Isso porque a maioria das fórmulas conta com agentes que bloqueiam as glândulas sudoríparas (que mal trabalham enquanto o corpo repousa). Além disso, a pele vai permanecer com resíduos químicos até o dia seguinte, o que pode aumentar as chances de irritações e alergias.
 
 
Sudorese, Bromidose e Desodorantes
O suor serve para manter a temperatura adequada do corpo e eliminar toxinas. Geralmente algumas partes do corpo produzem mais suor, como é o caso das axilas, mãos e pés. O suor é produzido pelas glândulas sudoríparas e quando em contato com bactérias e fungos pode adquirir odor. A principal função do suor é controlar a temperatura do corpo, por isso, é essencial para o bom funcionamento do nosso organismo. O problema é quando suamos além do normal (nível que varia de pessoa para pessoa), excesso esse que pode causar irritação e coceira na pele e ser acompanhado de mau cheiro e atrapalhar as atividades do nosso dia a dia, interferindo até no nosso convívio social.
 
O suor é um líquido produzido pelas glândulas sudoríparas da pele para manter a temperatura do corpo. Nossa temperatura deve ficar entre 36 e 42 graus Celsius. Se a temperatura descer ou subir além desses limites, as células não funcionam adequadamente, daí a importância da transpiração. A quantidade de suor produzida por uma pessoa varia segundo a idade, sexo, raça e local de moradia. Os estímulos que influenciam as glândulas sudoríparas são calor externo, exercício físico, vários tipos de doenças e alterações emocionais. Alguns alimentos também podem contribuir para o aumento do suor e do odor, como é o caso do alho, cebola, couve-flor, lentilha, feijão, pimenta do reino, café, etc. Bebidas alcoólicas também influenciam na transpiração excessiva por serem vasodilatadoras. 
   
Para diminuir os efeitos do suor, procure fazer uso de desodorantes e antitranspirantes. Saber escolher a roupa nos dias de maior calor também pode ajudar. Prefira as peças de algodão, que são mais arejadas, e evite as fibras sintéticas, plásticas ou impermeáveis. As cores escuras esquentam mais, então prefira as claras. Após as atividades físicas, um bom banho pode aliviar o suor, voltando mais rapidamente a temperatura do corpo ao normal. 
   
A hiperidrose é a produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas. Entre suas causas estão os estímulos emocionais ou uma maior sensibilidade dos centros reguladores de temperatura, pois a sudorese está diretamente ligada ao controle da temperatura corporal. Além disso, algumas doenças metabólicas ou lesões neurológicas também podem dar origem ao quadro. Em geral, não há casos de doenças associadas à hiperhidrose e ela está ligada a uma tendência pessoal ou a uma situação de estresse com muita ansiedade.
   
Hiperidrose axilar é o excesso de sudorese nas axilas e é causada por uma hiperatividade das glândulas sudoríparas desta região. É mais comum entre adultos jovens. Costuma perdurar durante toda a idade adulta e regredir espontaneamente na velhice. Está fortemente associada com nervosismo, estresse, ansiedade e obesidade. Altos índices de hormônio masculino também podem influenciar.
   
O quadro é caracterizado por sudorese fácil e abundante nas axilas acarretando embaraço social, desconforto, deterioração das camisas e, por vezes, mal-odor. Apesar de ser mais exagerada no calor, esta sudorese pode ocorrer independente da temperatura local, surgindo em decorrência do estado emocional do indivíduo.
   
Estima-se que a hiperidrose primária atinja 2,8% da população mundial. A doença ocorre mais comumente em pessoas entre 25-64 anos. Cerca de 30-50% dos pacientes têm outro membro da família com a mesma condição, o que implica uma predisposição genética. De acordo com a maioria dos trabalhos Europeus, foi encontrada discreta predominância do sexo feminino; nos resultados dos trabalhos da Arábia Saudita, existe maior predominância no sexo masculino. Isso, provavelmente, em razão de fatores culturais.

Em São Paulo, o grupo do Hospital das Clínicas, tendo como base mais de 1500 pacientes, apresenta uma estatística com 57% de pacientes do sexo feminino ante 43% do sexo masculino. No entanto, um estudo prospectivo não encontrou evidência de transmissão ligada aos cromossomos sexuais e, portanto, a preponderância de pacientes do sexo feminino buscando tratamento pode refletir problemas culturais e psicológicos.
   
A produção de suor é regulada pelo sistema nervoso autônomo simpático e tem relação direta com o controle da temperatura do organismo. Sudorese excessiva e constante provocada por hiperatividade das glândulas sudoríparas caracteriza os quadros de hiperidrose, que podem aparecer na infância, adolescência ou na idade adulta. A hiperidrose pode ser classificada dependendo se é uma característica congênita ou adquirida. A hiperidrose pode ser primária, também chamada de essencial, ou secundária, quando aparece em decorrência de outras doenças.  
    
Elevação da temperatura-ambiente, prática de exercícios físicos, reações emocionais e psicológicas podem explicar o aumento na produção de suor, mas não a hiperidrose primária, uma doença com características genéticas e diretamente relacionada com o estresse e a instabilidade emocional. A incidência é maior em pessoas da mesma família. A hiperidrose primária afeta de 2% a 3% da população; ainda assim, menos de 40% dos pacientes com essa condição busca auxílio médico.
   
A hiperidrose primária geralmente se inicia na adolescência ou mesmo antes e parece ser herdada através traço genético autossômico dominante. A hiperidrose primária deve ser distinguida da hiperidrose secundária, que pode começar em qualquer momento da vida. Esta última forma pode ser devido a um distúrbio da glândula tireóide ou da hipófise, diabetes mellitus, tumores, gota, menopausa, certos medicamentos, ou envenenamento por mercúrio.
  
A hiperidrose pode manifestar-se nas mãos, pés, axilas, rosto, sob as mamas, na região inguinal e no couro cabeludo, partes do corpo que contém maior número de glândulas sudoríparas.
   
As áreas mais atingidas são as axilas, palmas das mãos, plantas dos pés, região inguinal e perineal, com grande eliminação de suor, que não tem cheiro desagradável.
Na hiperidrose emocional, a sudorese aumenta em situações de desconforto ou tensão emocional, sendo as palmas das mãos e plantas dos pés os locais mais frequentemente atingidos.
  
A hiperidrose pode ter consequências fisiológicas, tais como mãos frias e úmidas, desidratação e de infecções de pele secundárias até a maceração da pele. A doença pode também ter efeitos emocionais devastadores sobre a vida do indivíduo.
  
O incômodo causado pela sudorese excessiva pode trazer ainda mais tensão ao paciente, piorando seu quadro e trazendo dificuldades de relacionamento ou, até mesmo, profissionais. O aumento excessivo do suor (hiperhidrose) acaba atrapalhando até a vida social da pessoa. A sudorese excessiva pode ocorrer nas axilas, deixando a roupa manchada, com cheiro mais forte, ou pode acontecer nos pés ou nas mãos. Neste último caso, as mãos ficam constantemente molhadas, dificultando a realização de determinados tipos de trabalho, como escrever, digitar etc.
   
Na fase escolar, crianças acometidas podem ter sérios problemas para fazer provas, pois o suor das mãos embebe o papel, impedindo a escrita.
 
Bromidrose é o suor com cheiro desagradável, que ocorre nas axilas ou nos pés. A causa é a atuação de bactérias presentes nestas regiões sobre o suor, provocando o odor característico. A manifestação clínica é o odor fétido exalado por estas regiões do corpo após situações que provoquem a sudorese. Nos pés, podem acompanhar o quadro a maceração (aspecto esbranquiçado da pele) ou descamação da pele.

Para evitar a bromidrose, as orientações abaixo devem ser seguidas:
  • Lavar os locais afetados, ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos
  • Secar bem a pele após o banho, especialmente entre os dedos dos pés
  • Trocar as roupas e meias diariamente
  • Evitar o uso de tecidos sintéticos, dando preferência ao algodão
  • Preferir calçados abertos
  • Colocar os calçados no sol e mantê-los sempre limpos
  • Evitar deixar a pele úmida por muito tempo 
   
O tratamento visa diminuir a população bacteriana nos locais afetados e, assim, controlar sua atuação sobre a secreção sudoral. Pode ser feito com o uso de produtos sob a forma de talcos, sprays ou cremes contendo antibióticos e outras substâncias que dificultam o crescimento das bactérias. Em caso de excesso de suor, a hiperidrose, pode-se associar substâncias anti-transpirantes. Para a indicação do produto mais adequado, deve-se procurar o médico dermatologista.
   
O odor fétido, se desenvolve principalmente em zonas onde as bactérias conseguem permancer e multiplicar-se com mais facilidade devido à umidade e temperatura propícia, como é o caso das axilas. Uma forma simples de controlar o problema é diminuir as bactérias nas zonas de maior sudorese, nas quais o odor é naturalmente mais intenso. Hábitos de higiene adequados ajudam nesse controle, reduzindo a necessidade e aumentando a eficácia dos desodorantes. Os sabonetes antisépticos possuem propriedades antibacterianas.
   
O desodorante, como o próprio nome diz, reduz o odor. Já o antitranspirante, bloqueia a saída da transpiração. O desodorante é menos agressivo que o antitranspirante, pois não contém alumínio em sua fórmula.
   
Geralmente os desodorantes são compostos de agentes antissépticos, que inibem o crescimento bacteriano, responsável pela metabolização do suor e produção do mau cheiro. Ao eliminar essas bactérias, o odor desaparece. Nos desodorantes são usados em geral óleos essenciais como o sândalo, ou ainda ingredientes sintéticos, como o triclosan. Existe ainda o velho e bom desodorante de bicarbonato de sódio, que é o mais seguro que existe. Ele modifica o pH da pele e inibe assim o crescimento bacteriano.
   
Entretanto, os desodorantes nunca são tão potentes quanto os antitranspirantes. Os antitranspirantes, impedem a saída da transpiração, fazendo com que o suor fique retido dentro das glândulas sudoríparas. E ele faz isso graças à presença do cloridrato de alumínio. Quanto mais alumínio existe na formulação, mais efetivamente o desodorante agirá. É o caso dos desodorantes 24, 48 horas. Não havendo saída do suor, não há também o mau cheiro. As agências reguladoras exigem uma redução de até 20% da secreção de suor para os antitranspirantes comuns e de até 30% para os que prometem “proteção extra".
 
Desodorante e antitranspirante têm diferentes funções:
Desodorante: Apenas camufla o cheiro ruim e pode não proteger por muito tempo. Quem não abre mão da fragrância deve escolher os desodorantes com antissépticos como o triclosan e sais de amônio quaternário, cuja função é inibir a proliferação das bactérias na pele.
 
Antitranspirante: Sua função é mais específica do que a do desodorante, ele forma uma película gelatinosa, bloqueando a secreção de suor pelas glândulas sudoríparas.
 
Lave as axilas ensaboando bem e dando preferência a sabonetes antissépticos. Seque bem a pele após o banho, de modo que não fique nenhuma umidade. A umidade favorece a proliferação bacteriana e diminui a penetração dos desodorantes.
   
Os tecidos sintéticos, como o elastano e a elanca, retêm o suor e favorecem a proliferação e ação das bactérias. Prefira peças de algodão. Durante o dia, privilegie roupas de cores claras e que não apertem as axilas. Evite também tecidos grossos ou pesados, pois eles dificultam a eliminação do suor. Não repita roupas usadas de maneira nenhuma e evite usar roupas de outras pessoas, pois as roupas podem conter bactérias e assim propiciar a bromidrose.
  
Deve-se observar qual é a necessidade e, então, buscar o produto adequado, pois existem desodorantes para pessoas que suam em maior quantidade, para peles sensíveis, para clarear e hidratar as axilas, entre outros. A maioria combina dois tipos de princípios ativos, os derivados de alumínio (cloridrato de alumínio e hidróxido de alumínio), que são capazes de controlar a saída do suor para a superfície da pele. Tem também os com triclosan e pindolato de zinco, agentes antibacterianos que combatem o mau cheiro.
   
Quem tem pele sensível deve usar desodorantes sem álcool, sem perfume, de preferência em creme ou na versão roll-on. Para aqueles que desejam controlar o suor, os antitranspirantes são os mais indicados. Mas, se o objetivo for apenas combater o odor, o desodorante comum é uma boa opção.
   
A primeira coisa a se verificar é a quantidade de suor, pois tem pessoas que transpiram mais. Podem ter hiperidrose, por exemplo, que é a sudorese excessiva. Para esses casos, o ideal é usar desodorante antitranspirante com cloridrato de alumínio, que ajuda a diminuir a produção de suor. Quem tem bromidrose, precisa fazer um tratamento à base de antibiótico tópico.
   
O desodorante roll-on dura mais do que os outros (de 8 a 12 horas). Tem na fórmula o zircônio, um ingrediente que superpotencializa a ação antitranspirante, pois forma uma película protetora nas axilas e é liberado de pouquinho em pouquinho ao longo do dia. Desta forma, sua duração é maior. A embalagem roll-on é ideal para carregar na bolsa (sem risco de vazar). Se aplicado em excesso, forma uma camada grossa de creme sobre a pele, podendo manchar a roupa. Como a superfície da embalagem fica em contato direto com a pele, limpe-a com lenço umedecido para evitar a contaminação por bactérias.
   
O desodorante em aerossol ou spray é indicado para as áreas mais extensas. Quem tem a pele sensível deve evitá-lo, pois ele pode causar irritações.
   
Os desodorantes com perfume podem alterar o pH da axila, além de proporcionar infecção de fungos e bactérias. Para a pessoa que sua muito, por exemplo, o ideal é que utilize o antitranspirante. O desodorante sem prefume é o ideal para quem tem a pele sensível, também deve ser sem álcool, de preferência na versão creme ou roll-on.

Os produtos cremosos são bem menos agressivos e possuem componentes que hidratam a pele. Algumas pessoas apresentam alergia a alguns desodorantes devido a conservantes que existem nas fórmulas desses cosméticos, como o parabeno, a isotiazolinona e o fenoxietanol, que podem causar irritação e deixar a pele do local áspera e ressecada. Em casos de alergia, deve-se consultar um dermatologista para manipular um desodorante sem conservantes.
   
Apesar das mulheres possuírem mais glândulas sudoríparas que os homens, mas as deles produzirem mais suor, não há necessidade de distinção na hora da compra do produto. A fórmula do desodorante feminino é muito parecida ou similar à do masculino, o que não altera em absolutamente nada o resultado. Apenas a embalagem e a fragrância são diferentes.
   
O corpo pode se adaptar e ficar tolerante ao produto, desenvolvendo mecanismos para reestabelecer a produção de suor. Aconselha-se trocar o desodorante pelo menos a cada 3 meses, dessa forma, previne-se a resistência do organismo. Os desodorantes antitranspirantes têm efeito mais prolongado, podendo inclusive ser usados uma vez ao dia, enquanto os mais suaves costumam exigir reaplicação - para quem transpira muito, de cinco a oito aplicações por dia.
   
Os indivíduos que tomam banho e seguem direto para a cama, podem dispensar o uso noturno dos desodorantes. Isso porque a maioria das fórmulas conta com agentes que bloqueiam as glândulas sudoríparas (que mal trabalham enquanto o corpo repousa). Além disso, a pele vai permanecer com resíduos químicos até o dia seguinte, o que pode aumentar as chances de irritações e alergias.
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