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Herpes Zoster

O herpes zoster, popularmente conhecido como “cobreiro”, é uma doença viral causada pelo Varicella-zoster virus, o mesmo vírus causador da varicela (catapora).

Após a varicela, algumas pessoas não desenvolvem imunidade total ao vírus, que permanece latente em gânglios próximos à coluna vertebral. Quando encontra condições de se desenvolver, o vírus reativa-se e chega à pele através dos nervos correspondentes ao gânglio.

Acomete homens e mulheres, sendo mais frequente na idade adulta e nos idosos. O surgimento do herpes zoster pode ser um indicativo de uma baixa da imunidade que pode ser decorrente de outras doenças ou devido ao estresse.
 
Manifestações Clínicas
O herpes zoster é uma doença auto-limitada, tendo um ciclo evolutivo de cerca de 15 dias. Antes do surgimento das lesões na pele, ocorrem no local sintomas dolorosos ou parestésicos (formigamento, pontadas, “pele sensível” ou queimação) devido à inflamação do nervo.

No decorrer da doença os sintomas dolorosos podem se agravar tornando-se muitas vezes insuportáveis, principalmente quando atinge pessoas mais idosas. A dor melhora gradativamente mas, nas pessoas idosas, pode permanecer por meses ou anos após o final do quadro cutâneo, caracterizando a neuralgia pós-herpética.

As manifestações cutâneas iniciam-se por vesículas que podem confluir formando bolhas contendo líquido transparente ou ligeiramente amarelado, seguindo o trajeto de um nervo. Em alguns dias, as lesões secam e formam crostas que serão liberadas gradativamente deixando discretas manchas no local que tendem a desaparecer. As manifestações limitam-se a um lado do corpo, por onde passa o nervo atingido, sendo muito raro o acometimento bilateral.

Os nervos atingidos com maior frequência são os intercostais (entre as costelas), provocando manifestações no tronco, mas outros nervos podem ser afetados. Quando acomete os nervos cranianos, podem ocorrer sintomas referentes à eles, como úlceras da córnea, vertigem ou surdez.
 
Tratamento
O tratamento deve ser iniciado assim que se iniciarem os sintomas, visando evitar o dano irreparável ao nervo atingido que resultará na neuralgia pós-herpética. As lesões da pele tem involução espontânea mas medidas para evitar a infecção secundária devem ser tomadas.

Os medicamentos utilizados no tratamento do herpes zoster evoluíram muito, tornando-se mais eficazes, e devem ser indicados por um médico dermatologista de acordo com cada caso.
 
Vacinação
Um estudo recente mostrou que a vacina para herpes zoster reduz o risco de complicações da doença. A vacina foi 74% efetiva em prevenir hospitalizações por herpes zoster durante os três anos posteriores à vacinação e 55% efetiva após 4 ou mais anos e 57% efetiva para prevenir a neuralgia pós-herpética, condição de ocorrência comum em pacientes idosos após um surto da doença. Segundo os pesquisadores, depois de 4 anos, a taxa caiu para 45% de prevenção.

O estudo avaliou informações colhidas entre 2007 e 2014. Os dados incluem cerca de 2 milhões de pessoas e os pesquisadores descobriram que a vacina parece ser mais efetiva contra casos graves de herpes zoster que requerem hospitalização e contra a dor duradoura após o surto, mas a proteção diminui com o passar do tempo após a vacinação.

Não foi detectada muita diferença em quão efetiva é a vacina entre diferentes grupos de idade. A vacina para herpes zoster foi aprovada nos Estados Unidos em 2006. Naquela ocasião, estudos mostraram que a vacina reduziu o risco de herpes zoster em cerca da metade das pessoas com 60 ou mais anos, faixa etária para a qual a vacina é recomendada no país.
 
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