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Estrias

O Que é?
Estrias são lesões cutâneas lineares, atróficas, bem definidas e secundárias a alterações do tecido conjuntivo. À luz de observações morfológicas e dados moleculares, estrias sugerem correlação entre perda da capacidade de síntese de colágeno pelos fibroblastos e alteração na estrutura do tecido conjuntivo, do colágeno, da elastina e das fibras de fibrilinas, com redução significativa na estria comparada com a pele normal.

Elas estão associadas com vários estados de doença e situações fisiológicas, incluindo a gravidez, crescimento rápido, ganho de peso, excesso de exercícios etc. É comum o surgimento durante a puberdade em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida e devido ao fato das fibras colágenas e elásticas serem menos resistentes ao estiramento nos indivíduos jovens. As estrias podem surgir em ambos os sexos, sendo mais frequente no sexo feminino. Nas gestantes, as estrias ocorrem em mais de 70% das pacientes e são encontradas mais comumente no abdome, no quadril, nas nádegas e nas mamas. Elas tendem a se desenvolver a partir da 25a semana gestacional, apresentam coloração eritematosa, esmaecem no puerpério e permanecem como cicatrizes prateadas. O aspecto estético é a grande preocupação para a maioria das mulheres.

Apesar de a etiologia das estrias não ser bem compreendida, aceita-se que a combinação de estiramento mecânico da pele com fatores genéticos, alterações endócrinas e, eventualmente, secreção de relaxina durante a gravidez, isolados ou associados, tem papel significativo.

As estrias são lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de 1 a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdome (gravidez) e dorso do tronco (homens). Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa e aspecto atrófico.
 
O uso prolongado e em altas doses de corticosteróides pode levar à formação de estrias largas e violáceas como efeito colateral. Até mesmo pomadas contendo corticosteróides potentes em áreas de pele fina, como virilhas e axilas, podem levar ao surgimento deste tipo de estrias.

As estrias acometem tanto homens, quanto mulheres, podendo aparecer inclusive na infância e, principalmente, na adolescência. Todas as mulheres podem ser acometidas, tanto as altas, quanto as baixas, as magras ou com sobrepeso. Na gravidez são mais comuns, devido ao estiramento da pele, acometendo mais de 70% das gestantes. Além da influência genética, existem outros fatores envolvidos, como ganho de peso, crescimento rápido e intenso e excesso de atividades físicas. O risco é maior na adolescência, pois quanto mais jovem o paciente, mais frágil e suscetível à ruptura são as fibras colágenas e elásticas. Sempre que ocorrer estiramento intenso da pele, existe o risco do aparecimento das temidas estrias. A genética determina características importantes como a resistência e a flexibilidade da pele e isto pode explicar porque algumas mulheres não são afetadas.
 
Tratamento
As estrias avermelhadas, ou seja, as estrias recentes, uma vez tratadas respondem muito bem aos tratamentos. Já as estrias antigas, as esbranquiçadas, obtém uma melhora, porém é pouco provável que sumam completamente. Então o melhor momento para iniciar o tratamento é logo após o final da amamentação e antes que as estrias percam o aspecto avermelhado (em geral depois de um ano). Após à lactação, o dermatologista poderá indicar alguns tratamentos, como o uso de ácidos, microdermoabrasão, lasers, subcisão etc, dependendo de cada caso. Estrias recentes, que apresentam coloração avermelhada, em geral, respondem melhor aos tratamentos disponíveis, sendo importante que a paciente procure um dermatologista logo após o parto.

As estrias são lesões irreversíveis (cicatrizes) e portanto não existem tratamentos que façam a pele voltar 100% ao que era antes. Os tratamentos visam melhorar o aspecto estético, estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia, alguns tipos de ácidos e o laser. Estes são procedimentos médicos e apenas os médicos devem realizá-los, indicando o que for melhor de acordo com cada caso. Alguns exemplos de tratamentos:

Laser: É um tratamento bem moderno para redução das estrias. Os tipos de lasers utilizados para o tratamento de estrias têm afinidade pela água da pele e, ao atingir a pele, promovem a sua vaporização localizada. Isso estimula uma nova organização desse tecido, com formação de novas fibras de colágeno e elastina. Um tipo muito utilizado é o Laser Fracionado de CO2, por promover grande melhora, com poucos efeitos colaterais.

Dermoabrasão: É realizado um tipo de lixamento da pele que, ao escoriar a pele, elimina uma boa parte da camada superficial. Isso também estimula um processo cicatricial na pele, ajudando na produção de colágeno e elastina.

Ácidos: O tratamento é realizado com aplicação de cremes ou géis à base de ácido retinóico ou alfa-hidroxi-ácidos (AHA) que aceleram a renovação celular e atuam na formação de colágeno novo. Os resultados começam a ser percebidos após um ano e o tratamento deve ser interrompido se houver previsão de exposição solar.

Luz pulsada:
O tratamento com luz pulsada é indicado para estrias mais recentes e usa uma   tecnologia que emite luz, mas não é um laser. Assim como nos aparelhos de laser, essa luz tem uma ação na derme, estimulando o colágeno, além de ter afinidade pela hemoglobina dos vasos e melanina.
 
Produtos de uso tópico
Existem no mercado diversos cremes para estrias, que combinam na fórmula complexos antielastese - que protegem o colágeno e a elastina da degradação, óleos vegetais, lactato de amônio, vitamina E, uréia, alfa-hidroxiácidos, ácido retinóico etc. Como alguns desses cremes possuem ácidos, o ideal é consultar um profissional para que ele indique os produtos adequados. A aplicação de cremes cicatrizantes, emolientes e regeneradores é muito útil, para que haja estímulo na produção de colágeno e elastina, bem como aumento da resistência das fibras colágenas e elásticas ao estiramento. Não é recomendado a utilização de peelings químicos ou ácidos, principalmente o retinóico, na gestação e até que se suspenda a amamentação. Para evitar as estrias recomenda-se a hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso. Deve-se beber cerca de 2 litros de água por dia e evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando atividades físicas regularmente. A hidratação cutânea diária pode ajudar a prevenir e a amenizar as estrias, desde que os cremes contenham substâncias ativas com estas propriedades. Para conter o problema, é preciso repor substâncias que ajudam na reorganização do colágeno e elastina na pele. Também é importante fazer a hidratação de todo o organismo, através do consumo adequado de água e outros líquidos.
  
Prevenção
 O primeiro passo para proteger a pele das estrias é saber como elas se formam. O tecido que reveste o corpo é composto de camadas conhecidas como epiderme e derme. É na derme, a mais profunda delas, que se localizam as fibras de elastina e colágeno, responsáveis pela firmeza e resistência da pele. Em algumas gestantes, as fibras não acompanham o aumento do volume corporal, rompendo-se com o estiramento e dando origem as estrias, que nada mais são do que cicatrizes cutâneas. As estrias avermelhadas são mais recentes e têm essa cor porque ainda existe reação inflamatória para tentar compensar a ruptura, é nesse momento que existem melhores respostas aos tratamentos. As esbranquiçadas, por outro lado, são cicatrizes já estabelecidae e não têm cura, mas podem ser amenizadas.

São fatores de risco principais para o aparecimento de estrias na gestação:
  • Idade: Quanto mais jovem a gestante, maior o rico do aparecimento de estrias. As fibras colágenas e elásticas nos jovens, principalmente com menos de 25 anos, parece ser menos resitente ao estiramento, rompendo-se com maior facilidade.
  • Ganho de peso: Quanto maior o ganho de peso, maior o risco do aparecimento de estrias, principalmente quando passa de 15 kg, correspondendo a um maior estiramento da pele. O ideal é manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas próprias para gestantes, para assim manter o ganho de peso dentro do esperado.
  • Peso do bebê: Mulheres que têm recém-nascidos com peso elevado ao nascimento (> 3000g), apresentam estrias com maior frequência, fato também relacionado a um maior estiramento da pele.

    Estudos revelam que se se não ocorresse aumento excessivo do peso materno durante a gestação, nem nascimento de bebês com peso elevado, a prevalência do surgimento de estrias poderia ser reduzida em 50%, aproximadamente.

As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. O uso de emolientes e hidratantes durante a gestação deve ser encorajado, como uma forma de tentar evitá-las, mas não garante que não vão surgir. A pele bem hidratada, presumivelmente, é mais resistente e menos susceptível a alterações pelo estiramento. O ideal é usar hidratantes potentes e adequados para esse período, de preferência, com orientação médica. Muitos princípios ativos presentes nos cremes hidratantes comuns, são contra-indicados na gravidez, daí a importância da orientação de um especialista. O controle do peso associado a uma boa hidratação da pele na gravidez é a melhor estratégia. Mas, mesmo com todos os cuidados citados, não podemos garantir que as estrias não se desenvolverão. Alimentação adequada, ingestão de líquidos e atividades físicas são fundamentais para o controle do peso durante a gestação, fazendo com que o ganho seja adequado para esse período e não propicie o surgimento das estrias.

Geralmente elas aparecem no final da gestação, porém são necessários cuidados durante todo o período para a prevenção do aparecimento.

Desde o início da gravidez é bastante importante que a mulher tenha acompanhamento nutricional para que não ganhe peso além do recomendado, evitando o surgimento das estrias. Da mesma forma, o uso de hidratantes específicos em todo o corpo aumenta a hidratação e capacidade de estiramento das fibras, sem que elas sejam tão facilmente rompidas. Vale lembrar, mais uma vez, que existem determinados ativos que não podem ser utilizados pelas gestantes, para que não afetem o bebê.
Principais Dúvidas
Por que as estrias aparecem? Como aparecem? Quais os principais lugares que aparecem?
Estrias são lesões cutâneas lineares, atróficas, bem definidas e secundárias a alterações do tecido conjuntivo. À luz de observações morfológicas e dados moleculares, estrias sugerem correlação entre perda da capacidade de síntese de colágeno pelos fibroblastos e alteração na estrutura do tecido conjuntivo, do colágeno, da elastina e das fibras de fibrilinas, com redução significativa na estria comparada com a pele normal. Elas estão associadas com vários estados de doença e situações fisiológicas, incluindo a gravidez, crescimento rápido, ganho de peso, excesso de exercícios etc. É comum o surgimento durante a puberdade em decorrência do crescimento acelerado nesta fase da vida e devido ao fato das fibras colágenas e elásticas serem menos resistentes ao estiramento nos indivíduos jovens. As estrias podem surgir em ambos os sexos, sendo mais frequente no sexo feminino. Nas gestantes, as estrias ocorrem em mais de 70% das pacientes e são encontradas mais comumente no abdome, no quadril, nas nádegas e nas mamas. Elas tendem a se desenvolver a partir da 25a semana gestacional, apresentam coloração eritematosa, esmaecem no puerpério e permanecem como cicatrizes prateadas. O aspecto estético é a grande preocupação para a maioria das mulheres.

Apesar de a etiologia das estrias não ser bem compreendida, aceita-se que a combinação de estiramento mecânico da pele com fatores genéticos, alterações endócrinas e, eventualmente, secreção de relaxina durante a gravidez, isolados ou associados, tem papel significativo.

As estrias são lesões lineares, geralmente paralelas, que podem variar de 1 a vários centímetros de extensão. Surgem principalmente nas coxas, nádegas, abdome (gravidez) e dorso do tronco (homens). Inicialmente as lesões são avermelhadas ou róseas evoluindo mais tarde para uma tonalidade esbranquiçada. Em pessoas de pele morena as estrias podem ser mais escuras que a pele sadia. A pele na área afetada tem consistência frouxa e aspecto atrófico.
 
O uso prolongado e em altas doses de corticosteróides pode levar à formação de estrias largas e violáceas como efeito colateral. Até mesmo pomadas contendo corticosteróides potentes em áreas de pele fina, como virilhas e axilas, podem levar ao surgimento deste tipo de estrias.
 
Todas as mulheres podem ter? Quais as chances?
 As estrias acometem tanto homens, quanto mulheres, podendo aparecer inclusive na infância e, principalmente, na adolescência. Todas as mulheres podem ser acometidas, tanto as altas, quanto as baixas, as magras ou com sobrepeso. Na gravidez são mais comuns, devido ao estiramento da pele, acometendo mais de 70% das gestantes. Além da influência genética, existem outros fatores envolvidos, como ganho de peso, crescimento rápido e intenso e excesso de atividades físicas. O risco é maior na adolescência, pois quanto mais jovem o paciente, mais frágil e suscetível à ruptura são as fibras colágenas e elásticas. Sempre que ocorrer estiramento intenso da pele, existe o risco do aparecimento das temidas estrias. A genética determina características importantes como a resistência e a flexibilidade da pele e isto pode explicar porque algumas mulheres não são afetadas.
  
Se a mulher não tiver na primeira gravidez, isso é sinal que não terá na próxima?
 Um dos maiores temores das mulheres na gestação, as estrias costumam aparecer à medida em que há ganho de peso, sobretudo, na segunda metade da gravidez. Neste período, não apenas a superfície da pele estica, mas conforme a gestante aumenta de tamanho, pequenas rupturas ocorrem nas camadas mais profundas da pele, resultantes de alterações nas fibras de elastina e colágeno. As estrias afetam 50-90% das gestantes e aparecem em média na segunda metade da gravidez. A maioria das mulheres desenvolve estrias já na primeira gravidez, porém o fato de não desenvolverem numa primeira gestação, não impede que desenvolvam nas próximas. Tudo vai depender do ganho de peso (fator controlável), idade da gestante e tamanho do bebê. A causa das estrias na gravidez (estrias por distensão) não é conhecida com exatidão, porém sabe-se que está relacionada com mudanças na força e elasticidade das fibras de colágeno e elastina, são associadas ao estiramento excessivo da pele, com aumento da tensão da mesma.

Os hormônios (estrógenos, relaxina e glicocorticóides, principalmente) ocasionam mudanças estruturais na pele, que também diminuem a adesividade entre suas fibras de colágeno. A genética determina características importantes como a resistência e a flexibilidade da pele e isto pode explicar porque algumas mulheres não são afetadas.

Durante a primeira gestação, há aparentemente 3 fatores de risco para o desenvolvimento de estrias: ser adolescente (pois fibras colágenas e elásticas mais frágeis e mais propensas à ruptura), grande aumento de peso (>15 kg) e peso elevado do recém-nascido (> 3000g). O estiramento excessivo ou rápido da pele pode ocorrer durante a gravidez com um grande aumento de peso e esse é o motivo principal do aparecimento das estrias, principalmente aliado com o fator hereditário.
 
O que as mães devem fazer para evitar que as estrias apareçam? É algo inevitável?
Quando deve começar a prevenção contra estrias? Prevenir é melhor que tratar?

O primeiro passo para proteger a pele das estrias é saber como elas se formam. O tecido que reveste o corpo é composto de camadas conhecidas como epiderme e derme. É na derme, a mais profunda delas, que se localizam as fibras de elastina e colágeno, responsáveis pela firmeza e resistência da pele. Em algumas gestantes, as fibras não acompanham o aumento do volume corporal, rompendo-se com o estiramento e dando origem as estrias, que nada mais são do que cicatrizes cutâneas. As estrias avermelhadas são mais recentes e têm essa cor porque ainda existe reação inflamatória para tentar compensar a ruptura, é nesse momento que existem melhores respostas aos tratamentos. As esbranquiçadas, por outro lado, são cicatrizes já estabelecidae e não têm cura, mas podem ser amenizadas.

São fatores de risco principais para o aparecimento de estrias na gestação:
  • Idade: Quanto mais jovem a gestante, maior o rico do aparecimento de estrias. As fibras colágenas e elásticas nos jovens, principalmente com menos de 25 anos, parece ser menos resitente ao estiramento, rompendo-se com maior facilidade.
  • Ganho de peso: Quanto maior o ganho de peso, maior o risco do aparecimento de estrias, principalmente quando passa de 15 kg, correspondendo a um maior estiramento da pele. O ideal é manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas próprias para gestantes, para assim manter o ganho de peso dentro do esperado.
  • Peso do bebê: Mulheres que têm recém-nascidos com peso elevado ao nascimento (> 3000g), apresentam estrias com maior frequência, fato também relacionado a um maior estiramento da pele.

    Estudos revelam que se se não ocorresse aumento excessivo do peso materno durante a gestação, nem nascimento de bebês com peso elevado, a prevalência do surgimento de estrias poderia ser reduzida em 50%, aproximadamente.

As estrias não desaparecem após o parto e seu tratamento ainda é difícil. O uso de emolientes e hidratantes durante a gestação deve ser encorajado, como uma forma de tentar evitá-las, mas não garante que não vão surgir. A pele bem hidratada, presumivelmente, é mais resistente e menos susceptível a alterações pelo estiramento. O ideal é usar hidratantes potentes e adequados para esse período, de preferência, com orientação médica. Muitos princípios ativos presentes nos cremes hidratantes comuns, são contra-indicados na gravidez, daí a importância da orientação de um especialista. O controle do peso associado a uma boa hidratação da pele na gravidez é a melhor estratégia. Mas, mesmo com todos os cuidados citados, não podemos garantir que as estrias não se desenvolverão. Alimentação adequada, ingestão de líquidos e atividades físicas são fundamentais para o controle do peso durante a gestação, fazendo com que o ganho seja adequado para esse período e não propicie o surgimento das estrias.

Geralmente elas aparecem no final da gestação, porém são necessários cuidados durante todo o período para a prevenção do aparecimento. Desde o início da gravidez é bastante importante que a mulher tenha acompanhamento nutricional para que não ganhe peso além do recomendado, evitando o surgimento das estrias. Da mesma forma, o uso de hidratantes específicos em todo o corpo aumenta a hidratação e capacidade de estiramento das fibras, sem que elas sejam tão facilmente rompidas. Vale lembrar, mais uma vez, que existem determinados ativos que não podem ser utilizados pelas gestantes, para que não afetem o bebê. 
 
Coçar a barriga dá estria ou é mito?
Não, coçar a barriga na gravidez não gera o aparecimento de estrias. O que acontece é o contrário, é a estria que provoca coceira antes de aparecer. A pele pode ser dividida basicamente em duas camadas: a epiderme, mais superficial, e a derme, mais profunda. Conforme a pele estica, com o crescimento da barriga, as fibras elásticas e colágenas presentes na derme (camada mais profunda da pele) podem se romper. Quando ocorre esse rompimento, o organismo tenta a recuperação, gerando uma reação inflamatória na área lesionada, essa reação pode ocasionar prurido (coceira). A coceira é bastante comum na gravidez, mas quando o corpo coça demais pode ser sinal de um problema mais sério, nesses casos, sempre o dermatologista deverá ser consultado.
 
Se elas aparecerem, de qualquer forma, o que fazer? Há a chance de elas sumirem um dia? Existem tratamentos para tirar estrias? 
As estrias avermelhadas, ou seja, as estrias recentes, uma vez tratadas respondem muito bem aos tratamentos. Já as estrias antigas, as esbranquiçadas, obtém uma melhora, porém é pouco provável que sumam completamente. Então o melhor momento para iniciar o tratamento é logo após o final da amamentação e antes que as estrias percam o aspecto avermelhado (em geral depois de um ano). Após à lactação, o dermatologista poderá indicar alguns tratamentos, como o uso de ácidos, microdermoabrasão, lasers, subcisão etc, dependendo de cada caso. Estrias recentes, que apresentam coloração avermelhada, em geral, respondem melhor aos tratamentos disponíveis, sendo importante que a paciente procure um dermatologista logo após o parto.

As estrias são lesões irreversíveis (cicatrizes) e portanto não existem tratamentos que façam a pele voltar 100% ao que era antes. Os tratamentos visam melhorar o aspecto estético, estimulando a formação de tecido colágeno nas lesões. Para isso várias técnicas podem ser empregadas, entre elas: peelings, subcisão, dermoabrasão, intradermoterapia, alguns tipos de ácidos e o laser. Estes são procedimentos médicos e apenas os médicos devem realizá-los, indicando o que for melhor de acordo com cada caso. Alguns exemplos de tratamentos:

Laser: É um tratamento bem moderno para redução das estrias. Os tipos de lasers utilizados para o tratamento de estrias têm afinidade pela água da pele e, ao atingir a pele, promovem a sua vaporização localizada. Isso estimula uma nova organização desse tecido, com formação de novas fibras de colágeno e elastina. Um tipo muito utilizado é o Laser Fracionado de CO2, por promover grande melhora, com poucos efeitos colaterais.

Dermoabrasão: É realizado um tipo de lixamento da pele que, ao escoriar a pele, elimina uma boa parte da camada superficial. Isso também estimula um processo cicatricial na pele, ajudando na produção de colágeno e elastina.

Ácidos: O tratamento é realizado com aplicação de cremes ou géis à base de ácido retinóico ou alfa-hidroxi-ácidos (AHA) que aceleram a renovação celular e atuam na formação de colágeno novo. Os resultados começam a ser percebidos após um ano e o tratamento deve ser interrompido se houver previsão de exposição solar.

Luz pulsada: O tratamento com luz pulsada é indicado para estrias mais recentes e usa uma tecnologia que emite luz, mas não é um laser. Assim como nos aparelhos de laser, essa luz tem uma ação na derme, estimulando o colágeno, além de ter afinidade pela hemoglobina dos vasos e melanina.
  
Quais os melhores cremes ou técnicas para tratar ou prevenir as estrias?
Existem no mercado diversos cremes para estrias, que combinam na fórmula complexos antielastese - que protegem o colágeno e a elastina da degradação, óleos vegetais, lactato de amônio, vitamina E, uréia, alfa-hidroxiácidos, ácido retinóico etc. Como alguns desses cremes possuem ácidos, o ideal é consultar um profissional para que ele indique os produtos adequados. A aplicação de cremes cicatrizantes, emolientes e regeneradores é muito útil, para que haja estímulo na produção de colágeno e elastina, bem como aumento da resistência das fibras colágenas e elásticas ao estiramento. Não é recomendado a utilização de peelings químicos ou ácidos, principalmente o retinóico, na gestação e até que se suspenda a amamentação.

Para evitar as estrias recomenda-se a hidratação intensa da pele com cremes e loções hidratantes apropriados, principalmente em pessoas com histórico familiar de estrias e que estejam em fase de crescimento intenso ou aumento de peso. Deve-se beber cerca de 2 litros de água por dia e evitar engordar demais e rapidamente, eliminando doces e gorduras da dieta e praticando atividades físicas regularmente. A hidratação cutânea diária pode ajudar a prevenir e a amenizar as estrias, desde que os cremes contenham substâncias ativas com estas propriedades. Para conter o problema, é preciso repor substâncias que ajudam na reorganização do colágeno e elastina na pele. Também é importante fazer a hidratação de todo o organismo, através do consumo adequado de água e outros líquidos.
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