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Estresse e Pele

O Estresse e a Pele
O estado emocional tem relação direta com a saúde da pele. A maneira como nos sentimos pode afetar a forma como olhamos para o lado de fora e a percepção que temos de nós mesmos. De fato, estudos demonstraram que os fatores que afetam o nosso bem-estar emocional, como estresse, depressão e ansiedade, determinam um aumento dos problemas da pele, cabelo e unhas. Existe uma relação recíproca entre sentimentos e aspecto da pele.
 
O estresse pode se manifestar na aparência de várias maneiras, mas principalmente tornando a pele mais sensível e mais reativa. Por exemplo, o stress pode piorar a psoríase ou rosácea, resultar em lesões de acne mais inflamadas e persistentes, desencadear unhas quebradiças, queda de cabelo, causar ou piorar a urticária e fazer com que a transpiração fique excessiva. O estresse também é gatilho ou pode ser um fator agravante para herpes, dermatite seborreica, podendo ainda danificar a função barreira da pele, levando à desidratação, o que permite que mais irritantes, alérgenos e agentes infecciosos penetrem e causem dermatoses.
   
Além dos efeitos fisiológicos diretos do estresse, os pacientes sob estresse tendem a negligenciar ou agredir a pele. Por exemplo, muitas vezes os pacientes perdem a energia e motivação para aderir aos regimes de cuidados com a pele. Podem ainda, usar a pele como mecanismo de escape para as emoções, arranhando, coçando, puxando e manipulando, uma condição denominada dermatite artefata ou factícia. Nessa situação, não adianta somente tratar a pele. É preciso incluir algum tipo de psicoterapia ou de reprogramação mental, para que a pessoa aprenda a reduzir a tensão e superá-la com outro comportamento.
   
As terapias dermatológicas tradicionais devem ser empregadas em conjunto com adequadas terapias de gestão de tensão, para obtenção de êxito na abordagem das condições dermatológicas relacionadas ao estresse. Quando os dermatologistas tratam a pele e o estresse simultaneamente, os problemas de pele tendem a melhorar de forma mais rápida e efetiva. Assim, ocorre diminuição do nível de ansiedade geral do paciente, que começa a se sentir melhor em relação a sua aparência e estado emocional.
   
Em nível molecular, a redução do estresse pode diminuir a liberação de hormônios do estresse e substâncias pró-inflamatórias. Por exemplo, a liberação de neuropeptídeos (substâncias liberadas a partir das terminações nervosas) pode ser reduzida com técnicas de gerenciamento de estresse. Isso resulta na melhora da aparência e funcionalidade da pele. Essas intervenções podem ainda reduzir o excesso de atividade dos vasos sanguíneos, resultando em menor vermelhidão e calor.
   
Tem sido demonstrado que procedimentos para o rejuvenescimento e melhora da aparência da pele, melhoram não só o aspecto geral do paciente, mas também proporcionam efeitos positivos sobre a forma como as pessoas se sentem e funcionam. Quando as pessoas se sentem mais atraentes e mais confiante com sua aparência, elas tendem a ter um melhor desempenho em outras áreas de suas vidas - trabalho, vida familiar, vida social, casamento e outras relações interpessoais.
   
Pelos aspectos de comunicação geral das células por meios dos mensageiros químicos, todos os órgãos podem ser afetados por qualquer tipo de estresse que atinja o organismo, inclusive a pele.
    
Cada dia mais se comprova a influência negativa do estresse nos processos orgânicos. Quando a pessoa está em equilíbrio físico, o estresse cria as condições para a doença; quando já há uma doença instalada, o estresse agrava a doença ou dificulta a recuperação. Isso diz respeito a todos os órgãos do corpo.
   
Na pele, sabe-se hoje que muitas alterações ocorrem por ação do estresse na secreção de mensageiros químicos do sistema nervoso. O conhecimento da transmissão do estado de tensão à pele por via dos nervos e da corrente sanguínea está apenas no início, mas já torna claro que efetivamente a resistência da pele aos agressores diminui sob ação do estresse, assim como diversas outras alterações no funcionamento das células de defesa da pele e dos outros tipos de células cutâneas abrem caminho para a manifestação de doenças diversas.
   
Por isso, o cuidado em reduzir o estresse permanentemente é básico para o estado saudável e equilibrado do organismo. Sempre que uma doença é tratada, devemos dar atenção ao estresse que a acompanha. Há casos em que somente esse controle é suficiente para eliminar o distúrbio.
 
O que é o estresse e como ele afeta o corpo
Entende-se por estresse o esforço que o organismo realiza para adaptar-se a condições que contrariam sua natureza e seu equilíbrio e que provocam mal-estar ou sofrimento. Isso pode ocorrer por motivos físicos, ambientais, químicos ou psicológicos. Em qualquer dessas situações o corpo tem que adaptar seu funcionamento para poder garantir a sobrevivência e isso exige gasto energético. Esse excesso de demanda de energia é o estresse. Qualquer que seja sua origem, ele afeta o corpo por inteiro.
   
Assim, mesmo que o estresse não atinja diretamente a pele, esta apresenta reações pelo reconhecimento do estresse que afeta outro setor do organismo. A primeira reação é o aumento da perspiração, isto é, da eliminação imperceptível de suor. Outras reações de estresse na pele são a diminuição ou o aumento da circulação sanguínea (causando palidez ou rubor), o aumento da secreção sebácea e a ereção dos pêlos. Esses sinais denunciam que a pele está participando da reação geral de estresse, também chamada síndrome geral de adaptação. Todo estresse é acionado por um aumento da secreção dos hormônios adrenalina e cortisol, que preparam o organismo para reagir numa situação de emergência ameaçadora da sobrevivência.
   
Entretanto, eles também levam a uma diminuição da função do sistema imunitário, encarregado da defesa do corpo contra agentes estranhos. A pele contém elementos que a caracterizam como órgão imunitário e, portanto, ela tem sua função diminuída em condições de aumento destes hormônios. Isso facilita a instalação de doenças para as quais o indivíduo tenha propensão ou tendência genética. Daí porque é importante, para a saúde da pele, controlar os efeitos do estresse.
   
De modo geral, tendo em vista seus efeitos destrutivos e o reconhecimento, hoje, de que o estresse é a maior causa de desencadeamento e de manutenção de doenças, é preciso que todos estejam atentos para situações estressantes. É importante, também, neutralizar os efeitos do estresse, para seguir um estilo de vida facilitador da saúde, pela liberação das células para a execução de suas funções normais. A pele está incluída nesse programa.
    
Em princípio, todas as pessoas deveriam levar um ritmo de vida conforme a natureza do organismo. As condições de civilização atuais, entretanto, criaram uma maneira de viver totalmente contrária, em todos os aspectos, ao que o organismo necessita. Compete a cada um, então, verificar em que pontos pode neutralizar o impacto negativo da vida civilizada moderna e manter seu corpo livre da sobrecarga dos desgastantes hormônios do estresse.
   
Basicamente podemos atingir esse objetivo colocando em prática recursos muito simples, de custo zero e absolutamente naturais. Seu objetivo é atender as necessidades básicas do organismo, que são: nutrição adequada, atividade, repouso e mente tranqüila. Podemos, para esse fim, reuni-los em 7 atitudes: alimentação alcalinizante, atividade física adequada, repouso suficiente, relaxamento, respiração completa, meditação e visualização.
   
À medida que as pesquisas se aprofundam na comunicação entre as células e que os aparelhos de investigação se tornam mais sensíveis, vai tornando-se possível comprovar a maneira como a mente interfere nos processos corporais. Nos próximos anos, fatos surpreendentes devem ser revelados, sendo provável que se torne evidente que a participação dos pensamentos na geração e na cura das doenças seja muito mais ampla do que se imagina no momento.
 
Problemas de pele x Estresse x Infância
Uma observação atenta revela como são freqüentes os casos de doenças geradas por estresse na infância. Isso passa despercebido, porque existe o conceito generalizado de que os problemas emocionais só podem causar males físicos em situações especiais. As pesquisas atuais, entretanto, cada vez mais indicam que a verdade dos fatos não é essa e que um número inimaginável de distúrbios se instala por causas de fundo emocional ou psicológico.
   
Hoje se sabe que o que se passa nas pessoas nas esferas mental e emocional pode afetar o funcionamento das células; ou até pode ser que as doenças sejam a expressão final de um encadeamento de fatos ocorridos em níveis sutis. As consequências sistêmicas dos eventos emocionais dependem do momento de vida de cada um. Algo que pode ser patogênico para uma pessoa para outra é um fato comum. Os efeitos do que acontece dependem da interpretação individual e isso varia de pessoa para pessoa. Além disso, a maioria dos fatores de desequilíbrio está no nível inconsciente, que perfaz pelo menos 95% da nossa vida mental. Então, o que existe são ocorrências psicossomáticas em vez de doenças psicossomáticas caracterizadas.
   
A infância é o período da vida em que as pessoas sentem mais intensamente os agentes estressores por não possuírem ainda capacidade de fazerem opções para neutralizar as tensões e por serem inteiramente dependentes dos adultos que as cercam. Geralmente, esses adultos são poderosos agentes de tensões dos mais diversos tipos. A criança, porém, tem mecanismos inconscientes de adaptação muito poderosos, que garantem sua sobrevivência em meios familiares esquizofrenizantes.
   
As dificuldades materiais e interpessoais da família deixam sua marca no inconsciente da criança sob a forma de cargas emocionais negativas, que influirão por muitos anos ou por toda a vida e serão a causa-raiz de doenças futuras. Muitas vezes, esses fatos se manifestam em prazo muito curto e se apresentam como doenças na infância de origem misteriosa ou desconhecida.
   
Se os médicos fossem treinados para valorizar as situações de estresse vividas pelos pacientes e não as relegassem a plano secundário, verificariam que a incidência de doenças relacionadas às tensões da vida é muitíssimo elevada. Não há, ainda, meios de comprovar fisicamente a ligação entre um fato e outro, mas os indícios mostram que há algum nexo entre ambos. Nessas situações, o tratamento físico faz uma parte. É preciso cuidar também da parte emocional para poder eliminar o transtorno em profundidade. A não ser assim, ele se manterá ou retornará da mesma forma ou de outra.
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