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Envelhecimento

"40 Anos com Cara de 30"
Quais os maiores inimigos para a pele de uma mulher na faixa dos 40?
Os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são os grandes inimigos da saúde da pele, independente da faixa etária. A radiação UVA danifica o colágeno e as fibras elásticas, levando a perda de sustentação e elasticidade. A radiação UVB, incidente principalmente das 10 as 16h, causa queimadura e aparecimento de manchas e é a principal responsável pelo câncer de pele. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença.
   
Além dos efeitos nocivos do sol, há outros fatores que prejudicam a pele, como o cigarro, o álcool, o estresse, a alimentação desequilibrada e a poluição. O frio, o vento, as diferenças de temperatura e o calor úmido são fatores climáticos que expõem a pele a um estress acelerador do envelhecimento. O clima frio e o uso de ar condicionado promovem ressecamento / perda da hidratação natural da pele. O ar poluído das grandes cidades pode obstruir os poros, proporcionando um aspecto grosseiro e opaco à pele, além disso, a presença de determinados gases e pós no ar fragiliza o filme hidrolipídico que protege a pele, propiciando deterioração dos mecanismos fisiológicos. Tabaco e álcool alteram o metabolismo celular da epiderme e estimulam a produção de radicais livres. As substâncias tóxicas do cigarro causam destruição das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela eslaticidade e firmeza da pele, além de causarem vasoconstricão (estreitamento) dos vasos cutâneos, prejudicando a nutrição e deixando a pele pálida e amarelada. O fumo exacerba o fotoenvelhecimento, principalmente em mulheres. Existe uma relação direta entre o número de maços fumados por ano e a gravidade do enrugamento e coloração acinzentada da pele.
   
A pele aos 40 anos é reflexo dos hábitos de vida até esse período, sendo que, ou se colhe os louros de um passado bem cuidado a ou se paga os pecados cometidos. Pode-se ter uma aparência excelente, de idade indecifrável. Ma se houve abuso de sol, álcool, cigarro etc, a pele poderá mostrar manchas, vermelhidão desgaste e perda de elasticidade. Calcula-se que o estilo de vida responde por 70% da longevidade de uma pessoa. Só 30% se deve a fatores genéticos.
   
Outro fator que influencia a pele após os 40 anos são as alterações hormonais próprias da menopausa. A pele está sujeita a sofrer alterações estruturais profundas com a chegada da menopausa. Para se manter intacto o órgão depende fundamentalmente do estradiol, que é produzido pelos ovários. Como a produção deste hormônio cai pela metade com o fim dos ciclos hormonais, diminui a quantidade das células denominadas fibroblastos, responsáveis pela produção das fibras de elastina e de colágeno que compõem a trama de sustentação da pele. A mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e diminui a capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a epiderme como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez. A quantidade de fibras de colágeno diminui a um ritmo de 2,1% ao ano, logo após a menopausa. A velocidade do processo varia dependendo da presença de fatores de risco como o tempo a que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. O cigarro pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas nos homens e mulheres de cor branca de meia idade, ao reduzir muito a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele. A pele do rosto pode ficar mais oleosa e sujeita à acne ao longo da perimenopausa, o período de transição entre a fase reprodutiva feminina e o depois dela. Tal efeito é resultado do desequilíbrio hormonal típico dessa fase, que favorece a predominância de hormônios androgênios na circulação. Além de tornar o rosto mais oleoso, os androgênios ainda são responsáveis pelo aparecimento de pêlos grossos sob o queixo e nas laterais da face. Pesquisas recentes, feitas com mulheres de 30 anos em diante, mostram que o processo de envelhecimento cutâneo começa por volta dessa idade mas intensifica-se entre os 40 e 50 anos, exatamente a época de aparecimento dos primeiros sintomas da menopausa.
 
O que acontece com a pele da pessoa nessa época?
O envelhecimento é caracterizado pelo desgaste dos vários setores do organismo, gerando alterações em seu funcionamento. Muitas teorias tentam explicar o mecanismo do envelhecimento, mas nenhuma delas compreende satisfatoriamente a gênese completa do processo. Vários fatores concorrem para o envelhecimento: herança genética, raça, sexo condições ambientais e circunstâncias inerentes ao estilo de vida.
   
Os radicais livres participam da gênese do processo, originando reações químicas, principalmente a oxidação. Essas reações desencadeiam processos nocivos ao organismo e são influenciadas por radiações, doenças, fumo, estresse. Além disso, as alterações hormonais, a falência ou deficiência do sistema endócrino, participam das alterações próprias do envelhecimento.

O envelhecimento cutâneo pode ser dividido em intrínseco e extrínseco (fotoenvelhecimento). O primeiro representa aquele comum aos órgãos e o segundo, mais intenso e evidente, ocorre em decorrência dos danos causados pela radiação ultravioleta e demais fatores externos.

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos pequenos. Já o fotoenvelhecimento é mais danoso e agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele. O fotoenvelhecimento não é a intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar características diferentes em áreas expostas e não expostas.
   
O envelhecimento intrínseco pode ser definido como o processo de envelhecimento que ocorre naturalmente com o passar dos anos. É esperado, previsível, inevitável e progressivo. Em torno dos 30 anos, começam a aparecer na pele rugas finas e manchas de hiperpigmentação nas zonas mais expostas. A partir da quarta década de vida, a análise histológica da pele demonstra uma diminuição na presença de fibras elásticas na derme. Há uma acentuada fragmentação destas fibras, se comparadas com o aspecto contínuo presente em dermes mais jovens. As fibras colágenas apresentam-se mais frouxamente dispersas e há uma deficiência na ancoragem das fibras nas papilas dérmicas. Na epiderme se verifica a redução da atividade do sistema imunológico, com a diminuição das células de Langerhans e monócitos e diminuição da síntese de melanina pelos melanócitos. A partir dos 30 anos, os melanócitos, diminuem de 10 a 20% a cada década.

Com isso, os melanócitos que ficam se coram mais. Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.
   
Clinicamente o envelhecimento da pele é caracterizado por uma atrofia generalizada das estruturas cutâneas. Ainda que na camada córnea não se verifique grandes mudanças, há um decréscimo de densidade na derme, diminuição de vascularização, alteração na junção dermo-epidérmica e redução do número e tamanho das células epiteliais. Outras alterações observadas no envelhecimento natural da pele são a perda de gordura subcutânea, a alteração da função das glândulas sebáceas, o aumento de suscetibilidade a infecções e outras doenças.
   
Às alterações intrínsecas, somam-se fatores externos (extrínsecos) que darão à pele seu aspecto final. Por isso, pessoas de mesma idade muitas vezes apresentam alterações diferentes ao longo dos anos. O tempo não é o pior inimigo da pele e o envelhecimento natural é muito influenciado por fatores externos como exposição ao sol, poluição, fumo, álcool e alimentação pobre em vitaminas e com alto teor de gordura e sal.
   
Os sinais iniciais do envelhecimento podem ser notados por volta dos 30 anos. As fibras de elastina começam a sofrer alterações na produção e regulação, com efeitos prejudiciais em sua qualidade e quantidade. Em razão dessas alterações, começa o processo de diminuição da densidade cutânea, com perda de firmeza e elasticidade, afetando contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir. Após os 40 anos, os sinais do tempo já podem estar bem visíveis, com linhas de expressão e rugas acentuadas. A alteração na produção das fibras de colágeno e elastina aumenta e as fibras desorganizam-se. A renovação celular torna-se irregular e a pele vai perdendo cada vez mais sua hidratação natural. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo a todas as funções da pele.
   
A pele fotoenvelhecida apresenta perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo tornar-se áspera e descamativa. Já a pele envelhecida em decorrência da deterioração natural do organismo tem uma aparência mais fina, flácida, com pouca elasticidade e apresenta rugas finas, porém sem manchas ou alterações em sua superfície. As regiões do corpo que são pouco expostas ao sol como a área próximas as axilas apresentam tais características em pessoas idosas.
   
Até os 20 anos, as únicas marcas que o tempo imprimiu na pele são as de crescimento, como as estrias. A tez brilha e sua textura é macia, porque retém bastante água, tem boa irrigação sangüínea e oxigenação. Nesta década, já começam a ocorrer mudanças bioquímicas no colágeno e na elastina, que proporcionam firmeza e elasticidade à pele. É aí que a mulher vai começar a notar as primeiras linhas, ainda sutis, no rosto, as chamadas linhas dinâmicas ou de expressão, que aparecem primeiro nas áreas da testa, dos olhos e no canto da boca. Também é nesta fase que se costuma notar os primeiros fios brancos. Eles resultam de uma alteração natural no melanócito, célula que determina a cor do cabelo e, progressivamente, diminui a produção de pigmento.
   
A partir dos 35 anos, as rugas da área dos olhos já são notadas mesmo em relaxamento, assim como o sulco próximo ao nariz. Depois dos 40, a gordura da mão diminui e as veias aparecem.  Paralelamente, os fios brancos se espalharam pela cabeça e o volume do cabelo tende a diminuir. Ao longo da vida, é normal que caiam entre 50 e 100 fios por dia, mas na menopausa, essa queda pode ser acentuada, e é normal o cabelo demorar mais a crescer.
   
Pouco a pouco, as mudanças se acentuam. A gordura subcutânea passa a ser reabsorvida pelo organismo, o que deixa a pele menos elástica e brilhante. Com a menopausa, as mudanças tornam-se mais sensíveis. É comum a mulher perceber a pele mais seca e sentir necessidade de recorrer a doses extra de hidratantes.
   
O sol é, de longe, o grande vilão do envelhecimento cutâneo. Tanto que se chama de fotoenvelhecida uma pele castigada por ele. Quem faz tudo por uma pele bronzeada deve estar ciente de que, ao longo da vida, ela vai sendo carimbada pelos raios ultravioleta, que além de acentuarem rugas, também causam manchas. Uma mesma pessoa pode ter uma pele com duas idades, uma nas partes expostas ao sol e outra nas áreas que costumam ficar cobertas e a diferença pode chegar a dez anos.
   
O efeito do sol é cumulativo e apesar de manchas e até o câncer aparecerem quase sempre na maturidade, são resultado de todos os anos de exposição ao raios solares. A solução não podia ser mais simples: segundo estudos, quem se protege corretamente até os 18 anos de idade tem 85% menos chances de ter a doença.
 
Quais os hábitos que podem ser abandonados/adotados nessa época para garantir uma aparência 10 anos mais jovem?
Na faixa dos 40 anos, é comum aparecerem manchas, rugas e flacidez, males que podem ser amenizados ou evitados com o uso de produtos adequados e algumas práticas que não podem ser deixadas de lado. Cuidados essenciais como beber muita água, não fumar, manter uma alimentação equilibrada, não abusar de bebidas alcoólicas, praticar exercícios e evitar o estresse devem ser sempre lembrados quando o assunto é barrar o evelhecimento. Para preservar-se jovem o maior tempo possível:
  •  Abandonar o tabagismo;
  • Usar filtro solar diariamente;
  • Exercitar-se moderada e regularmente;
  • Não ingerir mais calorias do que gasta e procurar alimentar-se de forma balanceada e equilibrada. Dieta rica em frutas, verduras, alimentos integrais e carnes magras.
  • Dormir bem, sono de qualidade;
  • Se seu ginecologista e condições clínicas permitirem - fazer reposição hormonal com estrógenos (sempre com orientação e acompanhamento médico);
  • Retire a maquiagem antes de dormir - após os 40 anos, esse ritual deve ser seguido à risca, pois a pele está mais sensível a descuidos;
  • Faça limpeza de pele frequentemente (mensal) - promove a desobstrução dos poros e renovação celular, deixando a pele respirar melhor e evitando pequenos nódulos e imperfeições que ficam mais visíveis nessa época;
  • Recorra aos tratamentos dermatológicos: peelings, laser e luz intensa pulsada, preenchimento, toxina botulínica;
  • Tirar proveitos dos aliados poderosos (uso tópico): ácido retinóico, alfa hidroxiácidos (AHA ) como o glicólico, vitamina C, vitamina E, liftline, tensine, estimuladores de colágeno como os glycans, hidroxiprolisilane, ácido hialurônico etc. Obs: sempre com orientação de um dermatologista;
  • Encontre um modo de lidar  com o estresse. Medidas simples e mudanças de hábito podem ser muito benéficas. 
 
 Quais produtos devem ser adicionados à rotina diária de cuidados com a pele, e qual a função de cada um? (Citar ao menos três funções diferentes, tais como filtro solar, anti rugas e anti manchas)
 Existem várias categorias de produtos para serem utilizados no tratamento da pele:
  • Cosméticos: são produtos para embelezamento que não deveriam interferir ou modificar as condições fisiológicas da pele.
  • Cosmecêuticos: são produtos intermediários entre cosméticos e medicamentos que promovem algum tipo de modificação, pois interagem com a cútis de maneira mais ativa.
  • Medicamentos: são produtos com ações mais modificadoras na fisiologia da pele que só devem ser prescritos pelo médico.
A substância mais conhecida e estudada para tratar o envelhecimento é o ácido retinoico, que é um derivado da vitamina A. Este ativo promove várias ações na pele, como melhora da troca celular, melhora da irrigação, melhora das manchas e das fibras de colágeno. O ácido retinoico é considerado remédio. Por isso deve ser prescrito pelo médico. Em geral, ele é indicado em concentrações baixas, que podem ir aumentando, e deve ser usado à noite, pois pode causar irritação.

Existem outros derivados da vitamina A, também considerados medicamentos, que agem no envelhecimento cutâneo, como isotretinoína, adapaleno e o tazaroteno. Cosméticos com retinol, que é a própria vitamina A, ou com retinoaldeído, que é um derivado dela, são mais fracos e menos irritantes, mas promovem melhora em alguns parâmetros do envelhecimento.

Os alfa-hidroxiácidos, como ácido glicólico, mandélico e lático, são muito utilizados em cosméticos, cosmecêuticos e medicamentos para o fotoenvelhecimento. O mais conhecido é o glicólico, pois apresenta maior facilidade de penetração. Em cremes de uso diário, a concentração pode ser de 5 a 10%, pois acima disso pode se tornar irritante. Os alfa-hidroxiácidos são hidratantes, promovem clareamento da pele, mas seu efeito contra a flacidez é bastante controverso.

A vitamina C é um poderoso antioxidante e faz parte do sistema natural da pele para protegê-la em relação à agressão da luz solar. Vitamina C tópica em concentrações altas 5% a 10%, além da ação antioxidante, também é clareadora e participa na síntese do colágeno. Produtos tópicos com concentração alta de vitamina C são instáveis e de difícil manipulação. Conforme a concentração, a capacidade de penetração e biodisponibilidade da substância ativa, o produto será mais ou menos eficiente na prevenção do fotoenvelhecimento. A vitamina E é muito utilizada em cosméticos e cosmecêuticos, tendo ação antioxidante e hidratante. Ela pode ser associada à vitamina C, havendo então uma potencialização de sua ação antioxidativa.

A seguir, serão apresentados alguns princípios ativos contra o envelhecimento. Vale lembrar que não existem quantidades suficientes de trabalhos científicos para aceitá-las sem qualquer restrição.

O DMAE, ou deanol (dimetilaminoetanol), é uma substância que existe no corpo humano (fígado, cérebro, coração) e que também é encontrado em peixes como a sardinha e a anchova. É um ativo antienvelhecimento que parece melhorar a flacidez. Estimula a produção de colina, otimizando a produção de acetilcolina. Seu mecanismo de ação não está totalmente explicado. Age também como estabilizador da membrana plasmática. É usado em creme, gel ou loção em concentrações de 3 a 10%. Pode ser usado à noite, alternado com o ácido retinoico. Pode também ser usado para o corpo uma vez por dia.

A N6-furfuriladenina é um estimulante celular que tem ação antienvelhecimento, melhorando as rugas e o tônus da pele. Tem ação semelhante à tretinoína, porém com menor irritação. Seu uso é indicado à noite durante períodos prolongados.

O ácido alfalipoico protege a membrana celular, o citoplasma e o núcleo da célula. Tem ação regeneradora sobre a viatamina C, vit E e glutationa, sendo também um antioxidante e anti-inflamatório. Seu uso é indicado para edema e bolsas oculares. Sua concentração usual é de 0,05 a 1%.

As isoflavonas são fitoestrógenos indicados para uso tópico em mulheres na menopausa. Combatem o processo natural de envelhecimento, compensando os danos ocasionados pela diminuição dos hormônios femininos. Melhoram o tônus e a hidratação da pele. Nas formulações, utiliza-se a iris iso ou o extrato glicólico de soja em concentrações variáveis. Podem também ser incorporadas a outros ativos hidratantes e antienvelhecimento.

O raffermine é um agente potente extraído da soja. Atua fortalecendo a estrutura molecular da derme. Seus efeitos são aumentar a firmeza, a elasticidade e a tonicidade da pele através do estímulo ao crescimento dos fibroblastos, organização das fibras colágenas e proteção das fibras elásticas da elastose. É indicado para peles flácidas, enrugadas e envelhecidas. Costuma ser incorporado em produtos antienvelhecimento, complexos reparadores e loções firmadoras.

O tensine, que é extraído da semente do trigo, é um agente que melhora a firmeza da pele. Possui propriedades hidratantes e é utilizado em compostos com “efeito Cinderela”, ou seja, quando utilizado em concentrações mais elevadas, promove estiramento da pele por aproximadamente 6 horas.
 
O cobre também tem sido incorporado a cosméticos por seu efeito estimulador da atividade dos fibroblastos e da produção de colágeno. Confere maior firmeza à pele, melhorando as rugas e a elasticidade.
   
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%.
 
 Dicas para o tratamento do envelhecimento cutâneo:
  • Manter sempre o uso do filtro solar pela manhã.
  • Lavar e enxaguar o rosto antes de usar o produto.
  • Os cremes com ácidos devem ser usados à noite.
  • Pode haver alternância entre ácidos e antioxidantes.
  • Havendo irritação, descontinuar o produto.
  • O ideal é haver orientação médica.
  • Cada caso é um caso e merece atenção especial.
 
Qual o tratamento mais indicados para uma mulher na faixa dos 40 anos que queira parecer 10 anos mais jovem?
Existem inúmeras intervenções que podem melhorar o aspecto da pele, clareando manchas, reduzindo a oleosidade, fechando os poros, melhorando a flacidez e demais sinais de envelhecimento. As indicações são individualizadas e devem ser direcionadas de acordo com as caraterísticas da pele de cada paciente, bem como, suas reais expectativas. Tratamentos combinados são bem interessantes e podem trazer resultados excelentes. O especialista precisa estar preparado para responder às questões dos seus pacientes, assim como realizar as técnicas que julgar bem indicadas. A palavra mais importante em relação ao tratamento estético é bom senso. Hoje existe uma gama enorme de possibilidades para tratar o envelhecimento. Sendo assim, é importante conhecer indicações e particularidades de cada procedimento. Citarei os procedimentos mais realizados na atualidade.
 
Peeling Químico:
Consiste na aplicação tópica de determinadas
substâncias químicas capazes de provocar reações que vão des-
de uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca da pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

Os peelings são classificados, conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e o procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importante essencial para a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperado.

Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas os de pele morena também podem ser submetidos a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores maiores.

Os peelings superficiais, em geral, são realizados com intervalos que variam de uma semana a 15 dias, numa série de 5 a 6 peelings. Eles são aplicados no rosto limpo e desengordurado, e o tempo de permanência depende do tipo de peeling aplicado. Sua indicação é para rugas muito suaves, manchas superficiais da pele, acne leve e fotoenvelhecimento leve.

Os peelings médios, em geral, são aplicados uma única vez, mas podem ser repetidos mensal, bi ou trimensalmente. Logo após sua aplicação, ocorre um branqueamento da pele, seguido por um eritema, que de 24 a 48 horas é substituído por escurecimento rosado da pele, de duração variável (média de uma semana). A indicação desse peeling é para a pele fotoenvelhecida, melhorando rugas e sulcos suaves a moderados, para cicatrizes superficiais, queratoses actínicas e alguns casos de hiperpigmentação. O peeling médio mais utilizado é o de ácido tricloroacético 35% em associação com a Solução de Jessner.

O peeling profundo mais utilizado é o de fenol. O paciente deve ser submetido a uma sedação leve e, após limpeza e desengorduramento da pele, inicia-se a aplicação da solução, que é realizada por áreas: região frontal (testa), em seguida região infraorbitária (ao redor dos olhos), região malar (bochechas) e, por último, a região perioral e mentoniana (queixo), com intervalo de 20 minutos entre as aplicações. Logo após a aplicação, em decorrência da coagulação das proteínas, a pele torna-se branca (frost), e é acompanhada por ardor (que varia de leve a intenso). A seguir, coloca-se uma máscara de esparadrapo que permanece por 48 horas. A aplicação é dolorosa, devendo o paciente receber analgésicos e anti-inflamatórios durante as primeiras 12 horas após o peeling. A maior indicação desse processo é para o envelhecimento severo da pele e para cicatrizes de acne.

O peeling deve ser indicado e realizado pelo médico. Somente o especialista é capaz de escolher o melhor produto químico na concentração adequada e também dominar os efeitos colaterais que possam estar envolvidos. Mesmo no caso dos peelings superficiais é importante avaliar a capacidade de resposta e a cicatrização da pele, além das relações custo-benefício do procedimento em questão.
 
Preenchimento:
Existem várias indicações para o preenchimento cutâneo, dentre as quais estão:
  • Rugas de repouso;
  • Sulcos da pele (principalmente nasogeniano);
  • Delineamento dos lábios;
  • Aumento do volume dos lábios;
  • Cicatrizes de acne;
  • Cicatrizes em geral
Esse procedimento preconiza a introdução de uma substância compatível com a pele no local a ser tratado. Esta substância irá “preencher “ o local, provocando um levantamento parcial e também estimular as fibras preexistentes. A duração do resultado dependerá da substância que for utilizada, pois existem materiais permanentes e não permanentes.

A substância mais utilizada para preenchimentos é o ácido hialurônico, que é componente natural da pele e responsável por sua hidratação. Essa substância não é  definitiva, compatível com a pele e não provoca alergia, sendo desnecessário o teste antes da aplicação. Existem outras substâncias usadas no preenchimento: colágeno (não definitivo), metacrilato (definitivo), dimetilsiloxane (definitivo), acrilamida (definitivo), entre outras. Em relação ao produto a ser aplicado, é necessário saber da sua aprovação e legalização pelo Ministério da Saúde.

O preenchimento é feito em consultório adequado para tal. Os instrumentos têm assepsia específica e as roupas devem ser apropriadas. O local deve ser confortável, iluminado e silencioso. Não há necessidade de preparo anterior para realizar o preenchimento. É feita anestesia local ou mesmo aquela semelhante ao dentista, dependendo da área a ser tratada. Em seguida, o médico utiliza uma agulha de tipo especial para aplicar a substância. A técnica é feita ponto a ponto ou por retroinjeção. A aplicação é realizada na área escolhida previamente respeitando as quantidades máximas para cada tipo de produto. No pós-operatório pode haver avermelhamento, inchaço e formação de hematomas. Esses efeitos vão depender da idade do paciente, da quantidade aplicada e da substância utilizada. O resultado final do preenchimento poderá ser observado cerca de quinze dias depois. A duração deste resultado dependerá muito do material utilizado e da resposta do paciente.

Toxina Botilínica: O uso de toxina botulínica para o tratamento de rugas tornou-se muito popular nos últimos anos. Por isso é importante conhecer o embasamento científico, ou seja, a técnica empregada e os cuidados que devem acompanhar esse procedimento médico.

A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e provoca relaxamento muscular por meio da inibição de uma substância química chamada acetilcolina, na junção entre o nervo e o músculo (placa neuromuscular). A utilização da toxina botulínica em cosmética iniciou-se na década de 1990, promovendo a melhoria das rugas de expressão por meio do relaxamento de músculos específicos. Poder-se-ia questionar a toxicidade do procedimento, uma vez que se utiliza a injeção de uma toxina, entretanto trata-se de um procedimento seguro, pois a dose necessária para causar efeitos tóxicos precisa ser mil vezes maior do que a usada habitualmente num procedimento cosmético. A ação da toxina é localizada, provocando paralisia muscular que permanece de 2 a 6 meses. Após esse período o músculo é capaz de formar novas placas (neurogênese), voltando à sua contração normal.

A ação da toxina botulínica inicia-se após 48 horas do procedimento, atingindo o resultado máximo em até 15 dias. O músculo reage com relaxamento, sem mudança na sensibilidade cutânea. Na área cosmética é indicada para o tratamento das rugas de expressão e deve ser evitada em locais onde a musculatura tem funções fisiológicas, como na área da boca.

A toxina botulínica só pode e deve ser injetada por médicos especializados, profissionais que conheçam tanto a anatomia da região quanto as características completas da substância utilizada. Caberá ao médico indicar os locais da aplicação, nos quais a relação custo--benefício será positiva.

O procedimento é ligeiramente doloroso e pode deixar pequenos hematomas que permanecem por 5 a 10 dias. As rugas de expressão podem desaparecer totalmente por cerca de 6 meses e, também, pode haver descondicionamento de certas regiões, como fronte e área entre sobrancelhas, pois o cérebro esquece esse tipo de contração. Com o uso continuado, cerca de 5% dos pacientes podem não responder mais à ação da toxina. Não é aconselhável repetir a aplicação antes de 2 meses. O músculo sempre voltará a contrair, não havendo sequelas definitivas.

A toxina é, portanto, segura e eficaz para o tratamento das rugas de expressão, desde que seja diluída e aplicada de forma correta. A aplicação da toxina botulínica deve obedecer ao bom senso e, sendo assim, idade precoce, quantidade exagerada e aplicações seguidas devem ser evitadas. A reaplicação pode ser feita a cada seis meses.
 
Laser: A palavra laser é a abreviação de light amplification stimulated emitted radiation (amplificação da luz emitida por uma radiação estimulada), que significa luz com grande potência, concentrada em um raio que transmite toda sua energia sem dispersar-se a um só ponto agindo nos pigmentos escuros da pele. É uma luz monocromática (uma única cor), unidirecional (feixe luminoso não dirvergente), coerente (emitida de forma ordenada) e que libera grandes quantidades de energia.

Os diferentes tipos de laser têm suas características de cor, intensidade energética e ritmo (pulsátil ou contínuo), de acordo com o meio que os gera (líquido, gasoso, cristal, semicondutor etc.). O laser é produzido por um sistema que transmite energia (luminosa ou elétrica) a um meio físico eletricamente excitável, que por sua vez seja capaz de transmitir essa energia amplificada sob a forma de luz, que pode variar de acordo com as características pessoais e a localização do tratamento.

O resurfacing a laser tornou-se umas das técnicas mais modernas no tratamento das rugas faciais, removendo os tecidos envelhecidos com mínima lesão.

Os lasers utilizados são o laser de CO2 e de Erbium, sendo o CO2 mais indicado para suavizar rugas profundas, cicatrizes e sequelas de acne. O procedimento causa a destruição da superfície cutânea, por meio da vaporização da epiderme e de parte da derme uniforme e seletivamente. Isso permite uma importante renovação celular e uma melhora da estrutura do colágeno dérmico.

O laser CO2 tem atração pela água, assim, quando incide na pele, vaporiza a água no interior das células, causando sua destruição pelo aquecimento. O tratamento provoca uma reação inflamatória, levando a uma reorganização das fibras elásticas e estimulando a produção de colágeno.

O laser Erbium penetra cerca de 10 vezes menos que o CO2, sendo indicado para rugas finas e médias, pois causa dano térmico menor e consequentemente menor vermelhidão.

A vaporização do CO2 permite que se tenha um encolhimento da pele de até 30% de sua área, resultando em diminuição da flacidez da pele, removendo o aspecto de pergaminho.

Está indicado para pessoas com pele envelhecida (geralmente relacionada à grande exposição ao sol durante a vida), manchada, que não tenham excesso de pele e flacidez do rosto e pescoço.

É imprescindível determinar as características do paciente antes do tratamento, e a presença de fatores que contraindiquem o procedimento, como barba irritável, espinhas ativas, cicatrizes hipertróficas ou queloides, peles muito morenas, irregularidade na superfície cutânea muito acentuada, a fim de evitar complicações.

As principais complicações do resurfacing são hiperemia (pele rosada) por 1 a 3 meses, hipocromia (manchas brancas), incidência de herpes, infecções e queloides. O mais comum é a hipercromia (manchas escuras), principalmente em peles morenas, que pode ser tratada com o uso de clareadores e bloqueadores solares.

Após o tratamento, o paciente não deve se expor ao sol e usar diariamente um bloqueador solar. A pele leva em média uma semana para se reepitelizar, e após cerca de 15 dias a paciente já pode usar maquiagem e iniciar o uso de cremes clareadores, vitamina C, ácido retinoico etc, conforme a orientação de seu dermatologista.

Quando o resurfacing for bem indicado, apresenta resultados excelentes.

O laser também é utilizado para tratamento de lesões vasculares e pigmentares. As vasculares compreendem telangectasias (pequenos vasos da face), rosácea, varizes, microvarizes hemangiomas e manchas tipo vinho do porto. Essas lesões apresentam a hemoglobina como alvo do feixe de luz, assim o laser atravessa a pele e age sobre os vasos sanguíneos, aquecendo-os. Em função disso, os vasos se colabam (fecham) e o organismo os absorve definitivamente.

Em geral, melhor resultado será obtido por pessoas de pele clara com vasos finos, vermelhos e superficiais, porém novos lasers estão sendo testados para vasos maiores e mais profundos.

As lesões pigmentares compreendem as sardas, manchas senis (provocadas pelo sol e idade) e manchas “café au lait” (manchas de nascença).

Nessas lesões o cromóforo (alvo) a ser atingindo é a melanina, que sendo destruída leva a um clareamento da pele. O resultado em geral é bom, variando conforme a natureza, profundidade da melanina e cicatrização, do que também dependerá o número de sessões para o tratamento.

O procedimento é bem tolerado, podendo-se usar um creme anestésico local antes das sessões. O intervalo entre as sessões varia de 20 a 30 dias e deve-se evitar o sol durante todo o tratamento.
Dúvidas sobre o Envelhecimento Cutâneo
O que faz com que uma pele envelheça?
O envelhecimento é caracterizado pelo desgaste dos vários setores do organismo, gerando alterações em seu funcionamento. Muitas teorias tentam explicar o mecanismo do envelhecimento, mas nenhuma delas compreende satisfatoriamente a gênese completa do processo. Vários fatores concorrem para o envelhecimento: herança genética, raça, sexo condições ambientais e circunstâncias inerentes ao estilo de vida.
   
Os radicais livres participam da gênese do processo, originando reações químicas, principalmente a oxidação. Essas reações desencadeiam processos nocivos ao organismo e são influenciadas por radiações, doenças, fumo, estresse. Além disso, as alterações hormonais, a falência ou deficiência do sistema endócrino, participam das alterações próprias do envelhecimento.

O envelhecimento cutâneo pode ser dividido em intrínseco e extrínseco (fotoenvelhecimento). O primeiro representa aquele comum aos órgãos e o segundo, mais intenso e evidente, ocorre em decorrência dos danos causados pela radiação ultravioleta e demais fatores externos.

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos pequenos. Já o fotoenvelhecimento é mais danoso e agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele. O fotoenvelhecimento não é a intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar características diferentes em áreas expostas e não expostas.
   
O envelhecimento intrínseco pode ser definido como o processo de envelhecimento que ocorre naturalmente com o passar dos anos. É esperado, previsível, inevitável e progressivo. Em torno dos 30 anos, começam a aparecer na pele rugas finas e manchas de hiperpigmentação nas zonas mais expostas. A partir da quarta década de vida, a análise histológica da pele demonstra uma diminuição na presença de fibras elásticas na derme. Há uma acentuada fragmentação destas fibras, se comparadas com o aspecto contínuo presente em dermes mais jovens. As fibras colágenas apresentam-se mais frouxamente dispersas e há uma deficiência na ancoragem das fibras nas papilas dérmicas. Na epiderme se verifica a redução da atividade do sistema imunológico, com a diminuição das células de Langerhans e monócitos e diminuição da síntese de melanina pelos melanócitos. A partir dos 30 anos, os melanócitos, diminuem de 10 a 20% a cada década.

Com isso, os melanócitos que ficam se coram mais. Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.
   
Clinicamente o envelhecimento da pele é caracterizado por uma atrofia generalizada das estruturas cutâneas. Ainda que na camada córnea não se verifique grandes mudanças, há um decréscimo de densidade na derme, diminuição de vascularização, alteração na junção dermo-epidérmica e redução do número e tamanho das células epiteliais. Outras alterações observadas no envelhecimento natural da pele são a perda de gordura subcutânea, a alteração da função das glândulas sebáceas, o aumento de suscetibilidade a infecções e outras doenças.
   
Às alterações intrínsecas, somam-se fatores externos (extrínsecos) que darão à pele seu aspecto final. Por isso, pessoas de mesma idade muitas vezes apresentam alterações diferentes ao longo dos anos. O tempo não é o pior inimigo da pele e o envelhecimento natural é muito influenciado por fatores externos como exposição ao sol, poluição, fumo, álcool e alimentação pobre em vitaminas e com alto teor de gordura e sal.
   
Os sinais iniciais do envelhecimento podem ser notados por volta dos 30 anos. As fibras de elastina começam a sofrer alterações na produção e regulação, com efeitos prejudiciais em sua qualidade e quantidade. Em razão dessas alterações, começa o processo de diminuição da densidade cutânea, com perda de firmeza e elasticidade, afetando contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir. Após os 40 anos, os sinais do tempo já podem estar bem visíveis, com linhas de expressão e rugas acentuadas. A alteração na produção das fibras de colágeno e elastina aumenta e as fibras desorganizam-se. A renovação celular torna-se irregular e a pele vai perdendo cada vez mais sua hidratação natural. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo a todas as funções da pele.
   
A pele fotoenvelhecida apresenta perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo tornar-se áspera e descamativa. Já a pele envelhecida em decorrência da deterioração natural do organismo tem uma aparência mais fina, flácida, com pouca elasticidade e apresenta rugas finas, porém sem manchas ou alterações em sua superfície. As regiões do corpo que são pouco expostas ao sol como a área próximas as axilas apresentam tais características em pessoas idosas.
   
Até os 20 anos, as únicas marcas que o tempo imprimiu na pele são as de crescimento, como as estrias. A tez brilha e sua textura é macia, porque retém bastante água, tem boa irrigação sangüínea e oxigenação. Nesta década, já começam a ocorrer mudanças bioquímicas no colágeno e na elastina, que proporcionam firmeza e elasticidade à pele. É aí que a mulher vai começar a notar as primeiras linhas, ainda sutis, no rosto, as chamadas linhas dinâmicas ou de expressão, que aparecem primeiro nas áreas da testa, dos olhos e no canto da boca. Também é nesta fase que se costuma notar os primeiros fios brancos. Eles resultam de uma alteração natural no melanócito, célula que determina a cor do cabelo e, progressivamente, diminui a produção de pigmento.
   
A partir dos 35 anos, as rugas da área dos olhos já são notadas mesmo em relaxamento, assim como o sulco próximo ao nariz. Depois dos 40, a gordura da mão diminui e as veias aparecem.  Paralelamente, os fios brancos se espalharam pela cabeça e o volume do cabelo tende a diminuir. Ao longo da vida, é normal que caiam entre 50 e 100 fios por dia, mas na menopausa, essa queda pode ser acentuada, e é normal o cabelo demorar mais a crescer.
   
Pouco a pouco, as mudanças se acentuam. A gordura subcutânea passa a ser reabsorvida pelo organismo, o que deixa a pele menos elástica e brilhante. Com a menopausa, as mudanças tornam-se mais sensíveis. É comum a mulher perceber a pele mais seca e sentir necessidade de recorrer a doses extra de hidratantes.
   
O sol é, de longe, o grande vilão do envelhecimento cutâneo. Tanto que se chama de fotoenvelhecida uma pele castigada por ele. Quem faz tudo por uma pele bronzeada deve estar ciente de que, ao longo da vida, ela vai sendo carimbada pelos raios ultravioleta, que além de acentuarem rugas, também causam manchas. Uma mesma pessoa pode ter uma pele com duas idades, uma nas partes expostas ao sol e outra nas áreas que costumam ficar cobertas e a diferença pode chegar a dez anos.
   
O efeito do sol é cumulativo e apesar de manchas e até o câncer aparecerem quase sempre na maturidade, são resultado de todos os anos de exposição ao raios solares. A solução não podia ser mais simples: segundo estudos, quem se protege corretamente até os 18 anos de idade tem 85% menos chances de ter a doença.
 
No geral, como atuam os cremes anti-sinais?
 Existem várias categorias de produtos para serem utilizados no tratamento da pele:
  • Cosméticos: são produtos para embelezamento que não deveriam interferir ou modificar as condições fisiológicas da pele.
  • Cosmecêuticos: são produtos intermediários entre cosméticos e medicamentos que promovem algum tipo de modificação, pois interagem com a cútis de maneira mais ativa.
  • Medicamentos: são produtos com ações mais modificadoras na fisiologia da pele que só devem ser prescritos pelo médico.
 
A substância mais conhecida e estudada para tratar o envelhecimento é o ácido retinoico, que é um derivado da vitamina A. Este ativo promove várias ações na pele, como melhora da troca celular, melhora da irrigação, melhora das manchas e das fibras de colágeno. O ácido retinoico é considerado remédio. Por isso deve ser prescrito pelo médico. Em geral, ele é indicado em concentrações baixas, que podem ir aumentando, e deve ser usado à noite, pois pode causar irritação.

Existem outros derivados da vitamina A, também considerados medicamentos, que agem no envelhecimento cutâneo, como isotretinoína, adapaleno e o tazaroteno. Cosméticos com retinol, que é a própria vitamina A, ou com retinoaldeído, que é um derivado dela, são mais fracos e menos irritantes, mas promovem melhora em alguns parâmetros do envelhecimento.

Os alfa-hidroxiácidos, como ácido glicólico, mandélico e lático, são muito utilizados em cosméticos, cosmecêuticos e medicamentos para o fotoenvelhecimento. O mais conhecido é o glicólico, pois apresenta maior facilidade de penetração. Em cremes de uso diário, a concentração pode ser de 5 a 10%, pois acima disso pode se tornar irritante. Os alfa-hidroxiácidos são hidratantes, promovem clareamento da pele, mas seu efeito contra a flacidez é bastante controverso.

A vitamina C é um poderoso antioxidante e faz parte do sistema natural da pele para protegê-la em relação à agressão da luz solar. Vitamina C tópica em concentrações altas 5% a 10%, além da ação antioxidante, também é clareadora e participa na síntese do colágeno. Produtos tópicos com concentração alta de vitamina C são instáveis e de difícil manipulação. Conforme a concentração, a capacidade de penetração e biodisponibilidade da substância ativa, o produto será mais ou menos eficiente na prevenção do fotoenvelhecimento. A vitamina E é muito utilizada em cosméticos e cosmecêuticos, tendo ação antioxidante e hidratante. Ela pode ser associada à vitamina C, havendo então uma potencialização de sua ação antioxidativa.

A seguir, serão apresentados alguns princípios ativos contra o envelhecimento. Vale lembrar que não existem quantidades suficientes de trabalhos científicos para aceitá-las sem qualquer restrição.

O DMAE, ou deanol (dimetilaminoetanol), é uma substância que existe no corpo humano (fígado, cérebro, coração) e que também é encontrado em peixes como a sardinha e a anchova. É um ativo antienvelhecimento que parece melhorar a flacidez. Estimula a produção de colina, otimizando a produção de acetilcolina. Seu mecanismo de ação não está totalmente explicado. Age também como estabilizador da membrana plasmática. É usado em creme, gel ou loção em concentrações de 3 a 10%. Pode ser usado à noite, alternado com o ácido retinoico. Pode também ser usado para o corpo uma vez por dia.

A N6-furfuriladenina é um estimulante celular que tem ação antienvelhecimento, melhorando as rugas e o tônus da pele. Tem ação semelhante à tretinoína, porém com menor irritação. Seu uso é indicado à noite durante períodos prolongados.

O ácido alfalipoico protege a membrana celular, o citoplasma e o núcleo da célula. Tem ação regeneradora sobre a viatamina C, vit E e glutationa, sendo também um antioxidante e anti-inflamatório. Seu uso é indicado para edema e bolsas oculares. Sua concentração usual é de 0,05 a 1%.

As isoflavonas são fitoestrógenos indicados para uso tópico em mulheres na menopausa. Combatem o processo natural de envelhecimento, compensando os danos ocasionados pela diminuição dos hormônios femininos. Melhoram o tônus e a hidratação da pele. Nas formulações, utiliza-se a iris iso ou o extrato glicólico de soja em concentrações variáveis. Podem também ser incorporadas a outros ativos hidratantes e antienvelhecimento.

O raffermine é um agente potente extraído da soja. Atua fortalecendo a estrutura molecular da derme. Seus efeitos são aumentar a firmeza, a elasticidade e a tonicidade da pele através do estímulo ao crescimento dos fibroblastos, organização das fibras colágenas e proteção das fibras elásticas da elastose. É indicado para peles flácidas, enrugadas e envelhecidas. Costuma ser incorporado em produtos antienvelhecimento, complexos reparadores e loções firmadoras.

O tensine, que é extraído da semente do trigo, é um agente que melhora a firmeza da pele. Possui propriedades hidratantes e é utilizado em compostos com “efeito Cinderela”, ou seja, quando utilizado em concentrações mais elevadas, promove estiramento da pele por aproximadamente 6 horas.
 
O cobre também tem sido incorporado a cosméticos por seu efeito estimulador da atividade dos fibroblastos e da produção de colágeno. Confere maior firmeza à pele, melhorando as rugas e a elasticidade.
   
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%.
 
Dicas para o tratamento do envelhecimento cutâneo:
  • Manter sempre o uso do filtro solar pela manhã.
  • Lavar e enxaguar o rosto antes de usar o produto.
  • Os cremes com ácidos devem ser usados à noite.
  • Pode haver alternância entre ácidos e antioxidantes.
  • Havendo irritação, descontinuar o produto.
  • O ideal é haver orientação médica.
  • Cada caso é um caso e merece atenção especial.
 
 Dizem que à noite a pele do rosto se regenera e absorve melhor os produtos de tratamento. Isso é verdade? Qual a importância de usar produtos anti-idade diferenciados para o dia e para a noite? E quais as diferenças entre esses produtos?
Os cremes para uso noturno em geral possuem ativos mais potentes e em concentração maior. O produto permanece em contato com a pele por muito mais tempo e não sofre interferência dos raios do sol, da poluição, do estresse e nem da luz artificial, o que faz com que tenha melhor absorção e consequente ação mais efetiva que os cremes de uso diurno. Muitos ativos eficazes, como o ácido retinóico,  não podem ser utilizados durante o dia, devido sua interação com o sol e pelo fato de deixarem a pele mais fotossensível, aumentando a possibilidade do aparecimento de reações irritativas e manchas. Os produtos noturnos tem ainda a vantagem de agir em sinergismo com o hormônio de crescimento, que tem pico de ação nas primeiras horas de sono (conforme descrito na questão posterior). Os cremes para uso diurno apresentam compostos que não se modificam pela ação do sol e muitas vezes apresentam fator de proteção solar, fornecendo benefício adicional no cuidado com a pele.
 
Quais são os mecanismos de proteção e regeneração da pele durante o dia e a noite?
 O repouso imposto pelo sono é o meio natural do organismo refazer suas forças e reorganizar os sistemas para se preparar para nova jornada de atividades. Isso ocorre todos os dias, seguindo um ritmo que se renova a cada 24 horas.
   
Durante o período de oito horas de sono, podem ocorrer 35 alterações fásicas, ocupando cada ciclo cerca de 90 minutos. Ao final do período de sono, há uma mudança completa no organismo, que se traduz por disposição para as ações diárias, capacidade de pensar e sensação de energia em todo o corpo. As células da pele são renovadas aceleradamente e o sistema imunitário é ativado.
   
A quantidade de horas de sono necessárias é variável de acordo com características individuais e idade. É aceito que a média de seis a oito horas de sono é geralmente suficiente para a maioria das pessoas. Quando o organismo é forçado a encurtar suas horas de repouso pelo sono, cria-se estresse, que afeta, em primeiro lugar, a função imunitária e subseqüentemente todos os outros sistemas e órgãos. É conhecida a manifestação cutânea, vulgarmente chamada olheiras, que indica cansaço, falta de repouso ou esgotamento físico. Esse é apenas um dos sintomas que a falta de repouso adequado reflete na pele. A privação aguda de sono funciona como um processo inflamatório, que pode comprometer o equilíbrio da pele e acelerar a degradação do colágeno.
   
Para obtenção do melhor rendimento das horas de sono, convém observar seu ritmo, ter hora certa para dormir e para acordar e manter um intervalo de três horas entre a última refeição e o adormecer. Após o jantar, deve-se poupar energia e exercer apenas atividades relaxantes, como ler ou assistir um filme. A hora mais adequada de se deitar, é por volta das 22 horas. A partir dessa hora até as duas da madrugada ocorre ativação rejuvenescedora dos tecidos. Dormir muito além desse horário significa perder o descanso rejuvenescedor. O melhor momento para levantar, é por volta das 6 horas.
   
As pesquisas científicas têm confirmado afirmações antigas. Descobriu-se que o hormônio melatonina, que neutraliza radicais livres, promove o relaxamento geral e favorece o rejuvenescimento, talvez pela facilitação da produção do hormônio de crescimento, começa a ter sua produção aumentada pela glândula pineal a partir do pôr do sol e atinge o máximo de sua atividade entre as 22 e as 2 horas, declinando daí para a frente para chegar ao nível mínimo ao clarear o dia.
   
Embora a necessidade de sono seja inteiramente individual, parece que dormir nesse intervalo de tempo beneficia a maioria das pessoas. Quem pretende manter a pele com boa aparência e rejuvenescida deve respeitar ao máximo esses horários.
   
A observância da regularidade e da quantidade de sono, a preservação do tempo para o lazer e a descontração momentânea em diversas ocasiões contribuem essencialmente para a vitalidade dos componentes cutâneos pela produção de mediadores cerebrais. Pele descansada é pele mais bonita e saúdavel.
Envelhecimento – Perguntas e Respostas
Quais as técnicas de rejuvenescimento da pele mais usadas atualmente - com embasamento científico e resultados comprovados - e recomendada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia? Quais critérios precisam ser levados em conta para escolher que tipo de técnica utilizar no paciente? Qual o limite de resultados que essas técnicas podem alcançar?
Existem inúmeras intervenções que podem melhorar o aspecto da pele, clareando manchas, reduzindo a oleosidade, fechando os poros, melhorando a flacidez e demais sinais de envelhecimento. As indicações são individualizadas e devem ser direcionadas de acordo com as caraterísticas da pele de cada paciente, bem como, suas reais expectativas. Tratamentos combinados são bem interessantes e podem trazer resultados excelentes. O especialista precisa estar preparado para responder às questões dos seus pacientes, assim como realizar as técnicas que julgar bem indicadas. A palavra mais importante em relação ao tratamento estético é bom senso. Hoje existe uma gama enorme de possibilidades para tratar o envelhecimento. Sendo assim, é importante conhecer indicações e particularidades de cada procedimento. Citarei os procedimentos mais realizados na atualidade.
 
Peeling Químico
: Consiste na aplicação tópica de determinadas
substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca da pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

Os peelings são classificados, conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e o procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importante essencial para a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperado.

Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas os de pele morena também podem ser submetidos a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores maiores.

Os peelings superficiais, em geral, são realizados com intervalos que variam de uma semana a 15 dias, numa série de 5 a 6 peelings. Eles são aplicados no rosto limpo e desengordurado, e o tempo de permanência depende do tipo de peeling aplicado. Sua indicação é para rugas muito suaves, manchas superficiais da pele, acne leve e fotoenvelhecimento leve.

Os peelings médios, em geral, são aplicados uma única vez, mas podem ser repetidos mensal, bi ou trimensalmente. Logo após sua aplicação, ocorre um branqueamento da pele, seguido por um eritema, que de 24 a 48 horas é substituído por escurecimento rosado da pele, de duração variável (média de uma semana). A indicação desse peeling é para a pele fotoenvelhecida, melhorando rugas e sulcos suaves a moderados, para cicatrizes superficiais, queratoses actínicas e alguns casos de hiperpigmentação. O peeling médio mais utilizado é o de ácido tricloroacético 35% em associação com a Solução de Jessner.

O peeling profundo mais utilizado é o de fenol. O paciente deve ser submetido a uma sedação leve e, após limpeza e desengorduramento da pele, inicia-se a aplicação da solução, que é realizada por áreas: região frontal (testa), em seguida região infraorbitária (ao redor dos olhos), região malar (bochechas) e, por último, a região perioral e mentoniana (queixo), com intervalo de 20 minutos entre as aplicações. Logo após a aplicação, em decorrência da coagulação das proteínas, a pele torna-se branca (frost), e é acompanhada por ardor (que varia de leve a intenso). A seguir, coloca-se uma máscara de esparadrapo que permanece por 48 horas. A aplicação é dolorosa, devendo o paciente receber analgésicos e anti-inflamatórios durante as primeiras 12 horas após o peeling. A maior indicação desse processo é para o envelhecimento severo da pele e para cicatrizes de acne.

O peeling deve ser indicado e realizado pelo médico. Somente o especialista é capaz de escolher o melhor produto químico na concentração adequada e também dominar os efeitos colaterais que possam estar envolvidos. Mesmo no caso dos peelings superficiais é importante avaliar a capacidade de resposta e a cicatrização da pele, além das relações custo-benefício do procedimento em questão.
 
Preenchimento:
Existem várias indicações para o preenchimento cutâneo, dentre as quais estão:
• Rugas de repouso;
• Sulcos da pele (principalmente nasogeniano);
• Delineamento dos lábios;
• Aumento do volume dos lábios;
• Cicatrizes de acne;
• Cicatrizes em geral

Esse procedimento preconiza a introdução de uma substância compatível com a pele no local a ser tratado. Esta substância irá “preencher “ o local, provocando um levantamento parcial e também estimular as fibras preexistentes. A duração do resultado dependerá da substância que for utilizada, pois existem materiais permanentes e não permanentes.

A substância mais utilizada para preenchimentos é o ácido hialurônico, que é componente natural da pele e responsável por sua hidratação. Essa substância não é  definitiva, compatível com a pele e não provoca alergia, sendo desnecessário o teste antes da aplicação. Existem outras substâncias usadas no preenchimento: colágeno (não definitivo), metacrilato (definitivo), dimetilsiloxane (definitivo), acrilamida (definitivo), entre outras. Em relação ao produto a ser aplicado, é necessário saber da sua aprovação e legalização pelo Ministério da Saúde.

O preenchimento é feito em consultório adequado para tal. Os instrumentos têm assepsia específica e as roupas devem ser apropriadas. O local deve ser confortável, iluminado e silencioso. Não há necessidade de preparo anterior para realizar o preenchimento. É feita anestesia local ou mesmo aquela semelhante ao dentista, dependendo da área a ser tratada. Em seguida, o médico utiliza uma agulha de tipo especial para aplicar a substância. A técnica é feita ponto a ponto ou por retroinjeção. A aplicação é realizada na área escolhida previamente respeitando as quantidades máximas para cada tipo de produto. No pós-operatório pode haver avermelhamento, inchaço e formação de hematomas. Esses efeitos vão depender da idade do paciente, da quantidade aplicada e da substância utilizada. O resultado final do preenchimento poderá ser observado cerca de quinze dias depois. A duração deste resultado dependerá muito do material utilizado e da resposta do paciente.
 
Toxina Botilínica: O uso de toxina botulínica para o tratamento de rugas tornou-se muito popular nos últimos anos. Por isso é importante conhecer o embasamento científico, ou seja, a técnica empregada e os cuidados que devem acompanhar esse procedimento médico.
A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e provoca relaxamento muscular por meio da inibição de uma substância química chamada acetilcolina, na junção entre o nervo e o músculo (placa neuromuscular). A utilização da toxina botulínica em cosmética iniciou-se na década de 1990, promovendo a melhoria das rugas de expressão por meio do relaxamento de músculos específicos. Poder-se-ia questionar a toxicidade do procedimento, uma vez que se utiliza a injeção de uma toxina, entretanto trata-se de um procedimento seguro, pois a dose necessária para causar efeitos tóxicos precisa ser mil vezes maior do que a usada habitualmente num procedimento cosmético. A ação da toxina é localizada, provocando paralisia muscular que permanece de 2 a 6 meses. Após esse período o músculo é capaz de formar novas placas (neurogênese), voltando à sua contração normal.
A ação da toxina botulínica inicia-se após 48 horas do procedimento, atingindo o resultado máximo em até 15 dias. O músculo reage com relaxamento, sem mudança na sensibilidade cutânea. Na área cosmética é indicada para o tratamento das rugas de expressão e deve ser evitada em locais onde a musculatura tem funções fisiológicas, como na área da boca.
A toxina botulínica só pode e deve ser injetada por médicos especializados, profissionais que conheçam tanto a anatomia da região quanto as características completas da substância utilizada. Caberá ao médico indicar os locais da aplicação, nos quais a relação custo--benefício será positiva.
O procedimento é ligeiramente doloroso e pode deixar pequenos hematomas que permanecem por 5 a 10 dias. As rugas de expressão podem desaparecer totalmente por cerca de 6 meses e, também, pode haver descondicionamento de certas regiões, como fronte e área entre sobrancelhas, pois o cérebro esquece esse tipo de contração. Com o uso continuado, cerca de 5% dos pacientes podem não responder mais à ação da toxina. Não é aconselhável repetir a aplicação antes de 2 meses. O músculo sempre voltará a contrair, não havendo sequelas definitivas.
A toxina é, portanto, segura e eficaz para o tratamento das rugas de expressão, desde que seja diluída e aplicada de forma correta. A aplicação da toxina botulínica deve obedecer ao bom senso e, sendo assim, idade precoce, quantidade exagerada e aplicações seguidas devem ser evitadas. A reaplicação pode ser feita a cada seis meses.
 
Laser:
A palavra laser é a abreviação de light amplification stimulated emitted radiation (amplificação da luz emitida por uma radiação estimulada), que significa luz com grande potência, concentrada em um raio que transmite toda sua energia sem dispersar-se a um só ponto agindo nos pigmentos escuros da pele. É uma luz monocromática (uma única cor), unidirecional (feixe luminoso não dirvergente), coerente (emitida de forma ordenada) e que libera grandes quantidades de energia.

Os diferentes tipos de laser têm suas características de cor, intensidade energética e ritmo (pulsátil ou contínuo), de acordo com o meio que os gera (líquido, gasoso, cristal, semicondutor etc.). O laser é produzido por um sistema que transmite energia (luminosa ou elétrica) a um meio físico eletricamente excitável, que por sua vez seja capaz de transmitir essa energia amplificada sob a forma de luz, que pode variar de acordo com as características pessoais e a localização do tratamento.

O resurfacing a laser tornou-se umas das técnicas mais modernas no tratamento das rugas faciais, removendo os tecidos envelhecidos com mínima lesão.

Os lasers utilizados são o laser de CO2 e de Erbium, sendo o CO2 mais indicado para suavizar rugas profundas, cicatrizes e sequelas de acne. O procedimento causa a destruição da superfície cutânea, por meio da vaporização da epiderme e de parte da derme uniforme e seletivamente. Isso permite uma importante renovação celular e uma melhora da estrutura do colágeno dérmico.

O laser CO2 tem atração pela água, assim, quando incide na pele, vaporiza a água no interior das células, causando sua destruição pelo aquecimento. O tratamento provoca uma reação inflamatória, levando a uma reorganização das fibras elásticas e estimulando a produção de colágeno.

O laser Erbium penetra cerca de 10 vezes menos que o CO2, sendo indicado para rugas finas e médias, pois causa dano térmico menor e consequentemente menor vermelhidão.

A vaporização do CO2 permite que se tenha um encolhimento da pele de até 30% de sua área, resultando em diminuição da flacidez da pele, removendo o aspecto de pergaminho.

Está indicado para pessoas com pele envelhecida (geralmente relacionada à grande exposição ao sol durante a vida), manchada, que não tenham excesso de pele e flacidez do rosto e pescoço.

É imprescindível determinar as características do paciente antes do tratamento, e a presença de fatores que contraindiquem o procedimento, como barba irritável, espinhas ativas, cicatrizes hipertróficas ou queloides, peles muito morenas, irregularidade na superfície cutânea muito acentuada, a fim de evitar complicações.

As principais complicações do resurfacing são hiperemia (pele rosada) por 1 a 3 meses, hipocromia (manchas brancas), incidência de herpes, infecções e queloides. O mais comum é a hipercromia (manchas escuras), principalmente em peles morenas, que pode ser tratada com o uso de clareadores e bloqueadores solares.

Após o tratamento, o paciente não deve se expor ao sol e usar diariamente um bloqueador solar. A pele leva em média uma semana para se reepitelizar, e após cerca de 15 dias a paciente já pode usar maquiagem e iniciar o uso de cremes clareadores, vitamina C, ácido retinoico etc, conforme a orientação de seu dermatologista.

Quando o resurfacing for bem indicado, apresenta resultados excelentes.

O laser também é utilizado para tratamento de lesões vasculares e pigmentares. As vasculares compreendem telangectasias (pequenos vasos da face), rosácea, varizes, microvarizes hemangiomas e manchas tipo vinho do porto. Essas lesões apresentam a hemoglobina como alvo do feixe de luz, assim o laser atravessa a pele e age sobre os vasos sanguíneos, aquecendo-os. Em função disso, os vasos se colabam (fecham) e o organismo os absorve definitivamente.


Em geral, melhor resultado será obtido por pessoas de pele clara com vasos finos, vermelhos e superficiais, porém novos lasers estão sendo testados para vasos maiores e mais profundos.

As lesões pigmentares compreendem as sardas, manchas senis (provocadas pelo sol e idade) e manchas “café au lait” (manchas de nascença).

Nessas lesões o cromóforo (alvo) a ser atingindo é a melanina, que sendo destruída leva a um clareamento da pele. O resultado em geral é bom, variando conforme a natureza, profundidade da melanina e cicatrização, do que também dependerá o número de sessões para o tratamento.

O procedimento é bem tolerado, podendo-se usar um creme anestésico local antes das sessões. O intervalo entre as sessões varia de 20 a 30 dias e deve-se evitar o sol durante todo o tratamento.
 
 Qual o papel do protetor solar na prevenção do envelhecimento da pele?
Os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são os grandes inimigos da saúde da pele, independente da faixa etária. A radiação UVA danifica o colágeno e as fibras elásticas, levando a perda de sustentação e elasticidade. A radiação UVB, incidente principalmente das 10 as 16h, causa queimadura e aparecimento de manchas e é a principal responsável pelo câncer de pele. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%.
 
 Que fatores influenciam no envelhecimento precoce da pele?
Além dos efeitos nocivos do sol, há outros fatores que prejudicam a pele, como o cigarro, o álcool, o estresse, a alimentação desequilibrada e a poluição. O frio, o vento, as diferenças de temperatura e o calor úmido são fatores climáticos que expõem a pele a um estress acelerador do envelhecimento. O clima frio e o uso de ar condicionado promovem ressecamento / perda da hidratação natural da pele. O ar poluído das grandes cidades pode obstruir os poros, proporcionando um aspecto grosseiro e opaco à pele, além disso, a presença de determinados gases e pós no ar fragiliza o filme hidrolipídico que protege a pele, propiciando deterioração dos mecanismos fisiológicos. Tabaco e álcool alteram o metabolismo celular da epiderme e estimulam a produção de radicais livres. As substâncias tóxicas do cigarro causam destruição das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela eslaticidade e firmeza da pele, além de causarem vasoconstricão (estreitamento) dos vasos cutâneos, prejudicando a nutrição e deixando a pele pálida e amarelada. O fumo exacerba o fotoenvelhecimento, principalmente em mulheres. Existe uma relação direta entre o número de maços fumados por ano e a gravidade do enrugamento e coloração acinzentada da pele.
   
A pele aos 40 anos é reflexo dos hábitos de vida até esse período, sendo que, ou se colhe os louros de um passado bem cuidado a ou se paga os pecados cometidos. Pode-se ter uma aparência excelente, de idade indecifrável. Ma se houve abuso de sol, álcool, cigarro etc, a pele poderá mostrar manchas, vermelhidão desgaste e perda de elasticidade. Calcula-se que o estilo de vida responde por 70% da longevidade de uma pessoa. Só 30% se deve a fatores genéticos.
   
Outro fator que influencia a pele após os 40 anos são as alterações hormonais próprias da menopausa. A pele está sujeita a sofrer alterações estruturais profundas com a chegada da menopausa. Para se manter intacto o órgão depende fundamentalmente do estradiol, que é produzido pelos ovários. Como a produção deste hormônio cai pela metade com o fim dos ciclos hormonais, diminui a quantidade das células denominadas fibroblastos, responsáveis pela produção das fibras de elastina e de colágeno que compõem a trama de sustentação da pele. A mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e diminui a capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a epiderme como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez. A quantidade de fibras de colágeno diminui a um ritmo de 2,1% ao ano, logo após a menopausa. A velocidade do processo varia dependendo da presença de fatores de risco como o tempo a que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. O cigarro pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas nos homens e mulheres de cor branca de meia idade, ao reduzir muito a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele. A pele do rosto pode ficar mais oleosa e sujeita à acne ao longo da perimenopausa, o período de transição entre a fase reprodutiva feminina e o depois dela. Tal efeito é resultado do desequilíbrio hormonal típico dessa fase, que favorece a predominância de hormônios androgênios na circulação. Além de tornar o rosto mais oleoso, os androgênios ainda são responsáveis pelo aparecimento de pêlos grossos sob o queixo e nas laterais da face. Pesquisas recentes, feitas com mulheres de 30 anos em diante, mostram que o processo de envelhecimento cutâneo começa por volta dessa idade mas intensifica-se entre os 40 e 50 anos, exatamente a época de aparecimento dos primeiros sintomas da menopausa.
   
O sol é, de longe, o grande vilão do envelhecimento cutâneo. Tanto que se chama de fotoenvelhecida uma pele castigada por ele. Quem faz tudo por uma pele bronzeada deve estar ciente de que, ao longo da vida, ela vai sendo carimbada pelos raios ultravioleta, que além de acentuarem rugas, também causam manchas. Uma mesma pessoa pode ter uma pele com duas idades, uma nas partes expostas ao sol e outra nas áreas que costumam ficar cobertas e a diferença pode chegar a dez anos.
   
O efeito do sol é cumulativo e apesar de manchas e até o câncer aparecerem quase sempre na maturidade, são resultado de todos os anos de exposição ao raios solares. A solução não podia ser mais simples: segundo estudos, quem se protege corretamente até os 18 anos de idade tem 85% menos chances de ter a doença.
  
Hábitos que devem ser abandonados/adotados para evitar o envelhecimento precoce:
  • Abandonar o tabagismo;
  • Usar filtro solar diariamente;
  • Exercitar-se moderada e regularmente;
  • Não ingerir mais calorias do que gasta e procurar alimentar-se de forma balanceada e equilibrada. Dieta rica em frutas, verduras, alimentos integrais e carnes magras.
  • Dormir bem, sono de qualidade;
  • Retire a maquiagem antes de dormir - após os 40 anos, esse ritual deve ser seguido à risca, pois a pele está mais sensível a descuidos;
  • Faça limpeza de pele frequentemente (mensal) - promove a desobstrução dos poros e renovação celular, deixando a pele respirar melhor e evitando pequenos nódulos e imperfeições que ficam mais visíveis nessa época;
  • Recorra aos tratamentos dermatológicos: peelings, laser e luz intensa pulsada, preenchimento, toxina botulínica;
  • Tirar proveitos dos aliados poderosos (uso tópico): ácido retinóico, alfa hidroxiácidos (AHA ) como o glicólico, vitamina C, vitamina E, liftline, tensine, estimuladores de colágeno como os glycans, hidroxiprolisilane, ácido hialurônico etc. Obs: sempre com orientação de um dermatologista;
  • Encontre um modo de lidar  com o estresse. Medidas simples e mudanças de hábito podem ser muito benéficas. 
Envelhecimento Cutâneo
De forma geral, o que caracteriza o envelhecimento da pele?
A partir de que idade esse envelhecimento é considerado natural?

O envelhecimento é caracterizado pelo desgaste dos vários setores do organismo, gerando alterações em seu funcionamento. Muitas teorias tentam explicar o mecanismo do envelhecimento, mas nenhuma delas compreende satisfatoriamente a gênese completa do processo. Vários fatores concorrem para o envelhecimento: herança genética, raça, sexo condições ambientais e circunstâncias inerentes ao estilo de vida.
   
Os radicais livres participam da gênese do processo, originando reações químicas, principalmente a oxidação. Essas reações desencadeiam processos nocivos ao organismo e são influenciadas por radiações, doenças, fumo, estresse. Além disso, as alterações hormonais, a falência ou deficiência do sistema endócrino, participam das alterações próprias do envelhecimento.

O envelhecimento cutâneo pode ser dividido em intrínseco e extrínseco (fotoenvelhecimento). O primeiro representa aquele comum aos órgãos e o segundo, mais intenso e evidente, ocorre em decorrência dos danos causados pela radiação ultravioleta e demais fatores externos.

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos pequenos. Já o fotoenvelhecimento é mais danoso e agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele. O fotoenvelhecimento não é a intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar características diferentes em áreas expostas e não expostas.
   
O envelhecimento intrínseco pode ser definido como o processo de envelhecimento que ocorre naturalmente com o passar dos anos. É esperado, previsível, inevitável e progressivo. Em torno dos 30 anos, começam a aparecer na pele rugas finas e manchas de hiperpigmentação nas zonas mais expostas. A partir da quarta década de vida, a análise histológica da pele demonstra uma diminuição na presença de fibras elásticas na derme. Há uma acentuada fragmentação destas fibras, se comparadas com o aspecto contínuo presente em dermes mais jovens. As fibras colágenas apresentam-se mais frouxamente dispersas e há uma deficiência na ancoragem das fibras nas papilas dérmicas. Na epiderme se verifica a redução da atividade do sistema imunológico, com a diminuição das células de Langerhans e monócitos e diminuição da síntese de melanina pelos melanócitos. A partir dos 30 anos, os melanócitos, diminuem de 10 a 20% a cada década. Com isso, os melanócitos que ficam se coram mais. Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.
   
Clinicamente o envelhecimento da pele é caracterizado por uma atrofia generalizada das estruturas cutâneas. Ainda que na camada córnea não se verifique grandes mudanças, há um decréscimo de densidade na derme, diminuição de vascularização, alteração na junção dermo-epidérmica e redução do número e tamanho das células epiteliais. Outras alterações observadas no envelhecimento natural da pele são a perda de gordura subcutânea, a alteração da função das glândulas sebáceas, o aumento de suscetibilidade a infecções e outras doenças.
   
Às alterações intrínsecas, somam-se fatores externos (extrínsecos) que darão à pele seu aspecto final. Por isso, pessoas de mesma idade muitas vezes apresentam alterações diferentes ao longo dos anos. O tempo não é o pior inimigo da pele e o envelhecimento natural é muito influenciado por fatores externos como exposição ao sol, poluição, fumo, álcool e alimentação pobre em vitaminas e com alto teor de gordura e sal.
   
Os sinais iniciais do envelhecimento podem ser notados por volta dos 30 anos. As fibras de elastina começam a sofrer alterações na produção e regulação, com efeitos prejudiciais em sua qualidade e quantidade. Em razão dessas alterações, começa o processo de diminuição da densidade cutânea, com perda de firmeza e elasticidade, afetando contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir. Após os 40 anos, os sinais do tempo já podem estar bem visíveis, com linhas de expressão e rugas acentuadas. A alteração na produção das fibras de colágeno e elastina aumenta e as fibras desorganizam-se. A renovação celular torna-se irregular e a pele vai perdendo cada vez mais sua hidratação natural. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo a todas as funções da pele.
   
A pele fotoenvelhecida apresenta perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo tornar-se áspera e descamativa. Já a pele envelhecida em decorrência da deterioração natural do organismo tem uma aparência mais fina, flácida, com pouca elasticidade e apresenta rugas finas, porém sem manchas ou alterações em sua superfície. As regiões do corpo que são pouco expostas ao sol como a área próximas as axilas apresentam tais características em pessoas idosas.
   
Até os 20 anos, as únicas marcas que o tempo imprimiu na pele são as de crescimento, como as estrias. A tez brilha e sua textura é macia, porque retém bastante água, tem boa irrigação sangüínea e oxigenação. Nesta década, já começam a ocorrer mudanças bioquímicas no colágeno e na elastina, que proporcionam firmeza e elasticidade à pele. É aí que a mulher vai começar a notar as primeiras linhas, ainda sutis, no rosto, as chamadas linhas dinâmicas ou de expressão, que aparecem primeiro nas áreas da testa, dos olhos e no canto da boca. Também é nesta fase que se costuma notar os primeiros fios brancos. Eles resultam de uma alteração natural no melanócito, célula que determina a cor do cabelo e, progressivamente, diminui a produção de pigmento.
   
A partir dos 35 anos, as rugas da área dos olhos já são notadas mesmo em relaxamento, assim como o sulco próximo ao nariz. Depois dos 40, a gordura da mão diminui e as veias aparecem.  Paralelamente, os fios brancos se espalharam pela cabeça e o volume do cabelo tende a diminuir. Ao longo da vida, é normal que caiam entre 50 e 100 fios por dia, mas na menopausa, essa queda pode ser acentuada, e é normal o cabelo demorar mais a crescer.
   
Pouco a pouco, as mudanças se acentuam. A gordura subcutânea passa a ser reabsorvida pelo organismo, o que deixa a pele menos elástica e brilhante. Com a menopausa, as mudanças tornam-se mais sensíveis. É comum a mulher perceber a pele mais seca e sentir necessidade de recorrer a doses extra de hidratantes.
   
O sol é, de longe, o grande vilão do envelhecimento cutâneo. Tanto que se chama de fotoenvelhecida uma pele castigada por ele. Quem faz tudo por uma pele bronzeada deve estar ciente de que, ao longo da vida, ela vai sendo carimbada pelos raios ultravioleta, que além de acentuarem rugas, também causam manchas. Uma mesma pessoa pode ter uma pele com duas idades, uma nas partes expostas ao sol e outra nas áreas que costumam ficar cobertas e a diferença pode chegar a dez anos.
   
O efeito do sol é cumulativo e apesar de manchas e até o câncer aparecerem quase sempre na maturidade, são resultado de todos os anos de exposição ao raios solares. A solução não podia ser mais simples: segundo estudos, quem se protege corretamente até os 18 anos de idade tem 85% menos chances de ter a doença.
 
Que cuidados podemos ter para prevenir o envelhecimento precoce? (Alimentos que são bons, componentes e substâncias, produtos, tratamentos)
  • Na faixa dos 40 anos, é comum aparecerem manchas, rugas e flacidez, males que podem ser amenizados ou evitados com o uso de produtos adequados e algumas práticas que não podem ser deixadas de lado. Cuidados essenciais como beber muita água, não fumar, manter uma alimentação equilibrada, não abusar de bebidas alcoólicas, praticar exercícios e evitar o estresse devem ser sempre lembrados quando o assunto é barrar o evelhecimento. Para preservar-se jovem o maior tempo possível:
  •  Abandonar o tabagismo;
  • Usar filtro solar diariamente;
  • Exercitar-se moderada e regularmente;
  • Não ingerir mais calorias do que gasta e procurar alimentar-se de forma balanceada e equilibrada. Dieta rica em frutas, verduras, alimentos integrais e carnes magras.
  • Dormir bem, sono de qualidade;
  • Se seu ginecologista e condições clínicas permitirem - fazer reposição hormonal com estrógenos (sempre com orientação e acompanhamento médico);
  • Retire a maquiagem antes de dormir - após os 40 anos, esse ritual deve ser seguido à risca, pois a pele está mais sensível a descuidos;
  • Faça limpeza de pele frequentemente (mensal) - promove a desobstrução dos poros e renovação celular, deixando a pele respirar melhor e evitando pequenos nódulos e imperfeições que ficam mais visíveis nessa época;
  • Recorra aos tratamentos dermatológicos: peelings, laser e luz intensa pulsada, preenchimento, toxina botulínica;
  • Tirar proveitos dos aliados poderosos (uso tópico): ácido retinóico, alfa hidroxiácidos (AHA ) como o glicólico, vitamina C, vitamina E, liftline, tensine, estimuladores de colágeno como os glycans, hidroxiprolisilane, ácido hialurônico etc. Obs: sempre com orientação de um dermatologista;
  • Encontre um modo de lidar  com o estresse. Medidas simples e mudanças de hábito podem ser muito benéficas. 
Investir em um bom creme ou em um tratamento estético de última geração pode ajudar a recuperar a firmeza, a maciez e a luminosidade da pele. Mas todas essas estratégias farão pouquíssima diferença se a alimentação, no dia a dia, não der conta de suprir o organismo da matéria- prima de que precisa para recuperar a pele (maior órgão do corpo humano) das agressões externas, combater os radicais livres que aceleram o envelhecimento e produzir colágeno, substância que dá sustentação ao tecido cutâneo. Uma dieta equilibrada fornece os nutrientes necessários às nossas células que, por sua vez, realizarão os processos fundamentais para garantir a saúde e o viço da pele. De maneira geral, para ajudar a prevenir e tratar os problemas de pele mais comuns, é fundamental garantir um bom aporte de vitaminas e minerais. As vitaminas A, C, D e E exercem funções antioxidantes e anti-inflamatórias, garantindo eficiência no combate aos radicais livres e, consequentemente, retardando o processo de envelhecimento. Outros nutrientes importantes são os minerais manganês e cobre, ambos envolvidos na síntese de colágeno, o zinco, que auxilia na cicatrização e previne a formação de rugas, e, por fim, o silício, que garante maior elasticidade.
   
Existem várias pesquisas apontando os benefícios de frutas e vegetais na proteção e na restauração da pele. Inclua no prato alimentos com vitaminas A e C e terá a recompensa estampada no rosto. Com poder antioxidante, elas neutralizam os efeitos nocivos do meio ambiente, como a poluição, a radiação ultra-violeta, cigarro etc. Alimentos campeões: folhas verdes, melão-cantalupo, frutas cítricas, mirtilo, morango e pimentão.
 
O excesso de sol ainda é o principal causador do envelhecimento precoce. Por que ele é tão prejudicial? Como se proteger e qual fator o filtro solar deve ter?
O cigarro é tido como um dos principais vilões do envelhecimento da pele. Por quê? De que forma ele age na pele?

A poluição também faz mal à pele? Como podemos combater os efeitos dela?

O consumo de alguns alimentos, como doce, frituras e açúcar, pode prejudicar a textura da pele? De que forma?

A pouca ingestão de água causa que tipo de problemas na pele? Qual dose é recomendada?

A prática de exercícios físicos ajuda a manter a pele saudável?  Quais modalidades são mais recomendadas e por quê?

O álcool também é um grande vilão do envelhecimento da pele. Como ele age no organismo? Você recomenda evitá-lo por completo?
   
Os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são os grandes inimigos da saúde da pele, independente da faixa etária. A radiação UVA danifica o colágeno e as fibras elásticas, levando a perda de sustentação e elasticidade. A radiação UVB, incidente principalmente das 10 as 16h, causa queimadura e aparecimento de manchas e é a principal responsável pelo câncer de pele. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença.
   
Além dos efeitos nocivos do sol, há outros fatores que prejudicam a pele, como o cigarro, o álcool, o estresse, a alimentação desequilibrada e a poluição. O frio, o vento, as diferenças de temperatura e o calor úmido são fatores climáticos que expõem a pele a um estress acelerador do envelhecimento. O clima frio e o uso de ar condicionado promovem ressecamento / perda da hidratação natural da pele. O ar poluído das grandes cidades pode obstruir os poros, proporcionando um aspecto grosseiro e opaco à pele, além disso, a presença de determinados gases e pós no ar fragiliza o filme hidrolipídico que protege a pele, propiciando deterioração dos mecanismos fisiológicos. Tabaco e álcool alteram o metabolismo celular da epiderme e estimulam a produção de radicais livres. As substâncias tóxicas do cigarro causam destruição das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela eslaticidade e firmeza da pele, além de causarem vasoconstricão (estreitamento) dos vasos cutâneos, prejudicando a nutrição e deixando a pele pálida e amarelada. O fumo exacerba o fotoenvelhecimento, principalmente em mulheres. Existe uma relação direta entre o número de maços fumados por ano e a gravidade do enrugamento e coloração acinzentada da pele.
   
A pele aos 40 anos é reflexo dos hábitos de vida até esse período, sendo que, ou se colhe os louros de um passado bem cuidado a ou se paga os pecados cometidos. Pode-se ter uma aparência excelente, de idade indecifrável. Ma se houve abuso de sol, álcool, cigarro etc, a pele poderá mostrar manchas, vermelhidão desgaste e perda de elasticidade. Calcula-se que o estilo de vida responde por 70% da longevidade de uma pessoa. Só 30% se deve a fatores genéticos.
   
Outro fator que influencia a pele após os 40 anos são as alterações hormonais próprias da menopausa. A pele está sujeita a sofrer alterações estruturais profundas com a chegada da menopausa. Para se manter intacto o órgão depende fundamentalmente do estradiol, que é produzido pelos ovários. Como a produção deste hormônio cai pela metade com o fim dos ciclos hormonais, diminui a quantidade das células denominadas fibroblastos, responsáveis pela produção das fibras de elastina e de colágeno que compõem a trama de sustentação da pele. A mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e diminui a capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a epiderme como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez. A quantidade de fibras de colágeno diminui a um ritmo de 2,1% ao ano, logo após a menopausa. A velocidade do processo varia dependendo da presença de fatores de risco como o tempo a que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. O cigarro pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas nos homens e mulheres de cor branca de meia idade, ao reduzir muito a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele. A pele do rosto pode ficar mais oleosa e sujeita à acne ao longo da perimenopausa, o período de transição entre a fase reprodutiva feminina e o depois dela. Tal efeito é resultado do desequilíbrio hormonal típico dessa fase, que favorece a predominância de hormônios androgênios na circulação. Além de tornar o rosto mais oleoso, os androgênios ainda são responsáveis pelo aparecimento de pêlos grossos sob o queixo e nas laterais da face. Pesquisas recentes, feitas com mulheres de 30 anos em diante, mostram que o processo de envelhecimento cutâneo começa por volta dessa idade mas intensifica-se entre os 40 e 50 anos, exatamente a época de aparecimento dos primeiros sintomas da menopausa.
 
A falta de sono ou noites mal dormidas podem danificar a pele? Como? Quantas horas você recomenda que uma pessoa durma?

A privação de sono afeta o rendimento nas tarefas cotidianas, o humor e até a memória, já que é durante a noite que o cérebro consolida as informações adquiridas durante o dia. Além disso, noites mal dormidas refletem na pele, que perde a viçosidade, fica opaca, além de se acentuarem olheiras e manchas. É à noite que ocorre o pico de produção do hormônio do crescimento, o GH. Ele é importante para renovação celular, sendo aliado no combate ao envelhecimento cutâneo. Somando-se a isso, na falta de um sono de qualidade, o cortisol, hormônio ativado pelo estresse, permanece em altos níveis e não cicla como deveria. A consequência direta desse desequilíbrio é a formação de radicais livres e o aparecimento de rugas precoces.
   
O repouso imposto pelo sono é o meio natural do organismo refazer suas forças e reorganizar os sistemas para se preparar para nova jornada de atividades. Isso ocorre todos os dias, seguindo um ritmo que se renova a cada 24 horas.
   
Durante o período de oito horas de sono, podem ocorrer 35 alterações fásicas, ocupando cada ciclo cerca de 90 minutos. Ao final do período de sono, há uma mudança completa no organismo, que se traduz por disposição para as ações diárias, capacidade de pensar e sensação de energia em todo o corpo. As células da pele são renovadas aceleradamente e o sistema imunitário é ativado.
   
A quantidade de horas de sono necessárias é variável de acordo com características individuais e idade. É aceito que a média de seis a oito horas de sono é geralmente suficiente para a maioria das pessoas. Quando o organismo é forçado a encurtar suas horas de repouso pelo sono, cria-se estresse, que afeta, em primeiro lugar, a função imunitária e subseqüentemente todos os outros sistemas e órgãos. É conhecida a manifestação cutânea, vulgarmente chamada olheiras, que indica cansaço, falta de repouso ou esgotamento físico. Esse é apenas um dos sintomas que a falta de repouso adequado reflete na pele. A privação aguda de sono funciona como um processo inflamatório, que pode comprometer o equilíbrio da pele e acelerar a degradação do colágeno.
   
Para obtenção do melhor rendimento das horas de sono, convém observar seu ritmo, ter hora certa para dormir e para acordar e manter um intervalo de três horas entre a última refeição e o adormecer. Após o jantar, deve-se poupar energia e exercer apenas atividades relaxantes, como ler ou assistir um filme. A hora mais adequada de se deitar, é por volta das 22 horas. A partir dessa hora até as duas da madrugada ocorre ativação rejuvenescedora dos tecidos. Dormir muito além desse horário significa perder o descanso rejuvenescedor. O melhor momento para levantar, é por volta das 6 horas.
 
Sono x Rejuvenescimento
As pesquisas científicas têm confirmado afirmações antigas. Descobriu-se que o hormônio melatonina, que neutraliza radicais livres, promove o relaxamento geral e favorece o rejuvenescimento, talvez pela facilitação da produção do hormônio de crescimento, começa a ter sua produção aumentada pela glândula pineal a partir do pôr do sol e atinge o máximo de sua atividade entre as 22 e as 2 horas, declinando daí para a frente para chegar ao nível mínimo ao clarear o dia.
   
Embora a necessidade de sono seja inteiramente individual, parece que dormir nesse intervalo de tempo beneficia a maioria das pessoas. Quem pretende manter a pele com boa aparência e rejuvenescida deve respeitar ao máximo esses horários.
   
A observância da regularidade e da quantidade de sono, a preservação do tempo para o lazer e a descontração momentânea em diversas ocasiões contribuem essencialmente para a vitalidade dos componentes cutâneos pela produção de mediadores cerebrais. Pele descansada é pele mais bonita e saúdavel.
Envelhecimento
Os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são os grandes inimigos da saúde da pele, independente da faixa etária. A radiação UVA danifica o colágeno e as fibras elásticas, levando a perda de sustentação e elasticidade. A radiação UVB, incidente principalmente das 10 as 16h, causa queimadura e aparecimento de manchas e é a principal responsável pelo câncer de pele. A radiação UVA, grande responsável pelo envelhecimento cutâneo, mantém-se praticamente constante em todas as estações do ano, mesmo nos dias nublados e chuvosos. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença.
   
Além dos efeitos nocivos do sol, há outros fatores que prejudicam a pele, como o cigarro, o álcool, o estresse, a alimentação desequilibrada e a poluição. O frio, o vento, as diferenças de temperatura e o calor úmido são fatores climáticos que expõem a pele a um estress acelerador do envelhecimento. O clima frio e o uso de ar condicionado promovem ressecamento / perda da hidratação natural da pele. O ar poluído das grandes cidades pode obstruir os poros, proporcionando um aspecto grosseiro e opaco à pele, além disso, a presença de determinados gases e pós no ar fragiliza o filme hidrolipídico que protege a pele, propiciando deterioração dos mecanismos fisiológicos. Tabaco e álcool alteram o metabolismo celular da epiderme e estimulam a produção de radicais livres. As substâncias tóxicas do cigarro causam destruição das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela eslaticidade e firmeza da pele, além de causarem vasoconstricão (estreitamento) dos vasos cutâneos, prejudicando a nutrição e deixando a pele pálida e amarelada. O fumo exacerba o fotoenvelhecimento, principalmente em mulheres. Existe uma relação direta entre o número de maços fumados por ano e a gravidade do enrugamento e coloração acinzentada da pele.
   
A pele aos 40 anos é reflexo dos hábitos de vida até esse período, sendo que, ou se colhe os louros de um passado bem cuidado a ou se paga os pecados cometidos. Pode-se ter uma aparência excelente, de idade indecifrável. Ma se houve abuso de sol, álcool, cigarro etc, a pele poderá mostrar manchas, vermelhidão desgaste e perda de elasticidade. Calcula-se que o estilo de vida responde por 70% da longevidade de uma pessoa. Só 30% se deve a fatores genéticos.
   
Outro fator que influencia a pele após os 40 anos são as alterações hormonais próprias da menopausa. A pele está sujeita a sofrer alterações estruturais profundas com a chegada da menopausa. Para se manter intacto o órgão depende fundamentalmente do estradiol, que é produzido pelos ovários. Como a produção deste hormônio cai pela metade com o fim dos ciclos hormonais, diminui a quantidade das células denominadas fibroblastos, responsáveis pela produção das fibras de elastina e de colágeno que compõem a trama de sustentação da pele. A mudança provoca a redução do fluxo de sangue pelos vasos e diminui a capacidade de retenção de água pelas células, além de desacelerar a atividade das glândulas sebáceas e sudoríparas, que produzem a oleosidade que protege a epiderme como um filtro natural. Sem a mesma irrigação e hidratação a pele fica seca, enrugada e flácida, quebradiça e fina e muito mais sensível a escoriações e aos efeitos da exposição solar. Pequenos cortes levarão tempo para cicatrizar e as manchas irão proliferar com rapidez. A quantidade de fibras de colágeno diminui a um ritmo de 2,1% ao ano, logo após a menopausa. A velocidade do processo varia dependendo da presença de fatores de risco como o tempo a que a pele foi exposta ao sol ao longo da vida e o hábito do tabagismo. O cigarro pode aumentar de duas a três vezes o número de rugas nos homens e mulheres de cor branca de meia idade, ao reduzir muito a irrigação sanguínea das camadas que formam a pele. A pele do rosto pode ficar mais oleosa e sujeita à acne ao longo da perimenopausa, o período de transição entre a fase reprodutiva feminina e o depois dela. Tal efeito é resultado do desequilíbrio hormonal típico dessa fase, que favorece a predominância de hormônios androgênios na circulação. Além de tornar o rosto mais oleoso, os androgênios ainda são responsáveis pelo aparecimento de pêlos grossos sob o queixo e nas laterais da face. Pesquisas recentes, feitas com mulheres de 30 anos em diante, mostram que o processo de envelhecimento cutâneo começa por volta dessa idade mas intensifica-se entre os 40 e 50 anos, exatamente a época de aparecimento dos primeiros sintomas da menopausa.
 
O envelhecimento é caracterizado pelo desgaste dos vários setores do organismo, gerando alterações em seu funcionamento. Muitas teorias tentam explicar o mecanismo do envelhecimento, mas nenhuma delas compreende satisfatoriamente a gênese completa do processo. Vários fatores concorrem para o envelhecimento: herança genética, raça, sexo condições ambientais e circunstâncias inerentes ao estilo de vida.
    
Os radicais livres participam da gênese do processo, originando reações químicas, principalmente a oxidação. Essas reações desencadeiam processos nocivos ao organismo e são influenciadas por radiações, doenças, fumo, estresse. Além disso, as alterações hormonais, a falência ou deficiência do sistema endócrino, participam das alterações próprias do envelhecimento.

O envelhecimento cutâneo pode ser dividido em intrínseco e extrínseco (fotoenvelhecimento). O primeiro representa aquele comum aos órgãos e o segundo, mais intenso e evidente, ocorre em decorrência dos danos causados pela radiação ultravioleta e demais fatores externos.

O envelhecimento causado pela idade é mais suave, lento e gradual, causando danos estéticos pequenos. Já o fotoenvelhecimento é mais danoso e agressivo à superfície da pele, sendo responsável por modificações como rugas, engrossamento, manchas e o próprio câncer de pele. O fotoenvelhecimento não é a intensificação do envelhecimento cronológico, mas tem características próprias muito diferentes do envelhecimento comum. Sendo assim, a pele vai apresentar características diferentes em áreas expostas e não expostas.
   
O envelhecimento intrínseco pode ser definido como o processo de envelhecimento que ocorre naturalmente com o passar dos anos. É esperado, previsível, inevitável e progressivo. Em torno dos 30 anos, começam a aparecer na pele rugas finas e manchas de hiperpigmentação nas zonas mais expostas. A partir da quarta década de vida, a análise histológica da pele demonstra uma diminuição na presença de fibras elásticas na derme. Há uma acentuada fragmentação destas fibras, se comparadas com o aspecto contínuo presente em dermes mais jovens. As fibras colágenas apresentam-se mais frouxamente dispersas e há uma deficiência na ancoragem das fibras nas papilas dérmicas. Na epiderme se verifica a redução da atividade do sistema imunológico, com a diminuição das células de Langerhans e monócitos e diminuição da síntese de melanina pelos melanócitos. A partir dos 30 anos, os melanócitos, diminuem de 10 a 20% a cada década.

Com isso, os melanócitos que ficam se coram mais. Os raios solares nocivos aumentam o número dessas células de maneira errada, causando as manchas senis, outro sinal do envelhecimento cutâneo.
   
Clinicamente o envelhecimento da pele é caracterizado por uma atrofia generalizada das estruturas cutâneas. Ainda que na camada córnea não se verifique grandes mudanças, há um decréscimo de densidade na derme, diminuição de vascularização, alteração na junção dermo-epidérmica e redução do número e tamanho das células epiteliais. Outras alterações observadas no envelhecimento natural da pele são a perda de gordura subcutânea, a alteração da função das glândulas sebáceas, o aumento de suscetibilidade a infecções e outras doenças.
   
Às alterações intrínsecas, somam-se fatores externos (extrínsecos) que darão à pele seu aspecto final. Por isso, pessoas de mesma idade muitas vezes apresentam alterações diferentes ao longo dos anos. O tempo não é o pior inimigo da pele e o envelhecimento natural é muito influenciado por fatores externos como exposição ao sol, poluição, fumo, álcool e alimentação pobre em vitaminas e com alto teor de gordura e sal.
   
Os sinais iniciais do envelhecimento podem ser notados por volta dos 30 anos. As fibras de elastina começam a sofrer alterações na produção e regulação, com efeitos prejudiciais em sua qualidade e quantidade. Em razão dessas alterações, começa o processo de diminuição da densidade cutânea, com perda de firmeza e elasticidade, afetando contorno do rosto. A renovação celular e a hidratação natural da pele começam a diminuir. Após os 40 anos, os sinais do tempo já podem estar bem visíveis, com linhas de expressão e rugas acentuadas. A alteração na produção das fibras de colágeno e elastina aumenta e as fibras desorganizam-se. A renovação celular torna-se irregular e a pele vai perdendo cada vez mais sua hidratação natural. A queda natural na produção de hormônios traz ainda mais prejuízo a todas as funções da pele.
   
A pele fotoenvelhecida apresenta perda da elasticidade, rugas, manchas escuras ou claras e alterações da superfície, podendo tornar-se áspera e descamativa. Já a pele envelhecida em decorrência da deterioração natural do organismo tem uma aparência mais fina, flácida, com pouca elasticidade e apresenta rugas finas, porém sem manchas ou alterações em sua superfície. As regiões do corpo que são pouco expostas ao sol como a área próximas as axilas apresentam tais características em pessoas idosas.
   
Até os 20 anos, as únicas marcas que o tempo imprimiu na pele são as de crescimento, como as estrias. A tez brilha e sua textura é macia, porque retém bastante água, tem boa irrigação sangüínea e oxigenação. Nesta década, já começam a ocorrer mudanças bioquímicas no colágeno e na elastina, que proporcionam firmeza e elasticidade à pele. É aí que a mulher vai começar a notar as primeiras linhas, ainda sutis, no rosto, as chamadas linhas dinâmicas ou de expressão, que aparecem primeiro nas áreas da testa, dos olhos e no canto da boca. Também é nesta fase que se costuma notar os primeiros fios brancos. Eles resultam de uma alteração natural no melanócito, célula que determina a cor do cabelo e, progressivamente, diminui a produção de pigmento.
   
A partir dos 35 anos, as rugas da área dos olhos já são notadas mesmo em relaxamento, assim como o sulco próximo ao nariz. Depois dos 40, a gordura da mão diminui e as veias aparecem.  Paralelamente, os fios brancos se espalharam pela cabeça e o volume do cabelo tende a diminuir. Ao longo da vida, é normal que caiam entre 50 e 100 fios por dia, mas na menopausa, essa queda pode ser acentuada, e é normal o cabelo demorar mais a crescer.
   
Pouco a pouco, as mudanças se acentuam. A gordura subcutânea passa a ser reabsorvida pelo organismo, o que deixa a pele menos elástica e brilhante. Com a menopausa, as mudanças tornam-se mais sensíveis. É comum a mulher perceber a pele mais seca e sentir necessidade de recorrer a doses extra de hidratantes.
   
O sol é, de longe, o grande vilão do envelhecimento cutâneo. Tanto que se chama de fotoenvelhecida uma pele castigada por ele. Quem faz tudo por uma pele bronzeada deve estar ciente de que, ao longo da vida, ela vai sendo carimbada pelos raios ultravioleta, que além de acentuarem rugas, também causam manchas. Uma mesma pessoa pode ter uma pele com duas idades, uma nas partes expostas ao sol e outra nas áreas que costumam ficar cobertas e a diferença pode chegar a dez anos.
   
O efeito do sol é cumulativo e apesar de manchas e até o câncer aparecerem quase sempre na maturidade, são resultado de todos os anos de exposição ao raios solares. A solução não podia ser mais simples: segundo estudos, quem se protege corretamente até os 18 anos de idade tem 85% menos chances de ter a doença.
 
Na faixa dos 40 anos, é comum aparecerem manchas, rugas e flacidez, males que podem ser amenizados ou evitados com o uso de produtos adequados e algumas práticas que não podem ser deixadas de lado. Cuidados essenciais como beber muita água, não fumar, manter uma alimentação equilibrada, não abusar de bebidas alcoólicas, praticar exercícios e evitar o estresse devem ser sempre lembrados quando o assunto é barrar o evelhecimento. Para preservar-se jovem o maior tempo possível:
 
  • Abandonar o tabagismo;
  • Usar filtro solar diariamente;
  • Exercitar-se moderada e regularmente;
  • Não ingerir mais calorias do que gasta e procurar alimentar-se de forma balanceada e equilibrada. Dieta rica em frutas, verduras, alimentos integrais e carnes magras.
  • Dormir bem, sono de qualidade;
  • Se seu ginecologista e condições clínicas permitirem - fazer reposição hormonal com estrógenos (sempre com orientação e acompanhamento médico);
  • Retire a maquiagem antes de dormir - após os 40 anos, esse ritual deve ser seguido à risca, pois a pele está mais sensível a descuidos;
  • Faça limpeza de pele frequentemente (mensal) - promove a desobstrução dos poros e renovação celular, deixando a pele respirar melhor e evitando pequenos nódulos e imperfeições que ficam mais visíveis nessa época;
  • Recorra aos tratamentos dermatológicos: peelings, laser e luz intensa pulsada, preenchimento, toxina botulínica;
  • Tirar proveitos dos aliados poderosos (uso tópico): ácido retinóico, alfa hidroxiácidos (AHA ) como o glicólico, vitamina C, vitamina E, liftline, tensine, estimuladores de colágeno como os glycans, hidroxiprolisilane, ácido hialurônico etc. Obs: sempre com orientação de um dermatologista;
  • Encontre um modo de lidar  com o estresse. Medidas simples e mudanças de hábito podem ser muito benéficas. 
 
Alimentação

A pele reflete o estado de saúde que nosso organismo se encontra e que a alimentação está intimamente relacionada com nossa saúde e bem-estar. Assim, pode-se concluir que a alimentação pode ser decisiva para a saúde da mesma e uma alimentação saudável é capaz de fornecer os nutrientes responsáveis por sua integridade, elasticidade e brilho natural. Por outro lado, uma alimentação deficiente em determinados nutrientes pode refletir em uma pele sem vida. Alguns estudos mostram que certas vitaminas e alimentos auxiliam na manutenção de uma pele bonita e jovem. São eles:
 
Vitamina A: auxilia no desenvolvimento das células da pele e da manutenção da boa saúde das células. Também é ótimo antioxidante que previne o envelhecimento. A deficiência desta vitamina pode levar ao ressecamento da pele. Fontes de Betacaroteno (precursor da vitamina A): cenoura, abóbora, batata doce, damasco seco e vegetais verde escuros como brócolis, couve, etc.
 
Salmão, Óleo de Canonla, Semente de Linhaça: alimentos ricos em ácidos graxos essenciais (ômega 3 e ômega 6) que melhoram a pele, diminuindo a ocorrência de obstrução dos poros, reduzindo a produção de agentes inflamatórios e melhorando a elasticidade. Esses ácidos graxos são responsáveis por membranas saudáveis das células e impedem a entrada de substâncias nocivas. Auxiliam ainda na hidratação das células, o que ajuda a pele a manter o seu nível de umidade adequado, resultando num aspecto mais jovem.
 
Cereais Integrais: podem ser encontrados em alguns pães e cereais, são alimentos carregados com as vitaminas do grupo B, essenciais para o funcionamento normal da pele. Eles são necessários para o crescimento de novas células, substituindo aquelas que morreram e ajudam no fortalecimento contra infecções e estresse e a prevenção de descamação e rachaduras. Também evitam aspereza das mãos e dos pés.
 
Chá Verde: é um alimento importante, pois fornece uma ampla gama de benefícios para a pele. Possui propriedades antiinflamatórias e reduz o risco de danos causados pelos raios ultravioleta do sol, podendo prevenir o câncer de pele. O chá verde é carregado com uma variedade de antioxidantes e é um alimento bom para todo o corpo, por ser rico em vitaminas C, D e K, bem como a riboflavina, zinco, cálcio, magnésio e ferro.
 
Água: juntamente com as fibras, a água estimula o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas do organismo, impedindo que o seu acúmulo seja refletido na pele. A hidratação e a absorção dos nutrientes necessários ao equilíbrio da pele são garantidos com uma ingestão adequada de água.
 
A ingestão recomendada para promover benefícios à saúde da pele é de oito copos ou dois litros/dia. Se não houver boa hidratação, podem ocorrer obstipação intestinal, celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados e desidratados.
  
Alimentos que evitam o envelhecimento da pele:
Frutas e vegetais: alguns são ricos em vitaminas C, E, e carotenóides, apresentando ação antioxidante capaz de neutralizar muitos danos ocasionados à pele ao longo da vida. Frutas como amora, uvas roxas, morango, framboesa, laranja, mexerica, limão, cereja, mirtilo, tomate, e outros vegetais como as verduras verde-escuras, brócolis, repolho, cenoura, etc, são ricos em antioxidantes que combatem os radicais livres, melhorando as paredes dos vasos sangüíneos da pele, que fica mais irrigada e oxigenada. Essas substâncias também previnem o envelhecimento precoce das células, o excesso de oleosidade e a acne. A vitamina C, presente em todos esses alimentos, além da função antioxidante, é fundamental na produção de colágeno, a proteína que mantém a pele saudável e bonita.
 
Soja: rica em isoflavonas, um fitohormônio (hormônio vegetal) semelhante ao estrógeno, a soja tem sido recomendada por dermatologistas como um alimento imprescindível para a beleza da pele. Estudos mostram que a pele possui receptores para as isoflavonas, e elas são decisivas para evitar seu ressecamento e melhorar a elasticidade. Mulheres na menopausa ou que estão próximas dessa fase são as que mais se beneficiam, uma vez que a deficiência hormonal estrogênica que se inicia por volta dos 40-45 anos, colabora ainda mais para a diminuição da elasticidade da pele.
 
Frutas vermelhas: morango, amora e framboesa, ricos em cianidina e vitamina C, formam um exército imbatível contra o envelhecimento precoce da pele, o excesso de oleosidade e a formação de acne. Além disso, elas atuam na produção de colágeno, o tecido de sustentação da pele. Indicação: comer as frutas diariamente ou usá-las para sucos, vitaminas, iogurtes e gelatinas.
 
Castanha do pará: rica em selênio e zinco, que melhoram a elasticidade da pele, ajuda na batalha contra infecções rica. O selênio é necessário para a produção de glutationa, que neutraliza os radicais livres no organismo que podem levar à deterioração do colágeno e elastina. Além destes benefícios, o selênio melhora o cabelo e unhas.
 
Pepino: Esse vegetal é diurético, tem vitamina C e ácido fólico e, por isso, funciona como regenerador celular. Ele auxilia, ainda, na cicatrização. Indicação: 1 pepino médio (150 g), quatro vezes por semana.
 
Betacaroteno: Alimentos que contém betacaroteno protegem a sua pele contra os raios solares e, assim, evitam o envelhecimento cutâneo. A substância, presente no mamão, cenoura, tomate, abóbora e mamão, é um betacarotenoide, um tipo de antioxidante, que trabalha combatendo os radicais livres, responsáveis por destruir as células de colágeno. No caso do tomate, há ainda o licopeno, outro tipo de flavonoide.
 
 
Cacau: A fruta, principal ingrediente do chocolate, tem um antioxidante poderoso, que trabalha aumentando a irrigação sanguínea, o que retarda o aparecimento das rugas. No entanto, fica uma dica: não coma o chocolate em excesso, pois contém gorduras que deixam a pele mais oleosa. Além disso, o chocolate com mais antioxidantes não é o ao leite, queridinho dos chocólatras, e sim o amargo, rico em flavonoides.
 
 
Tratamento
 Existem várias categorias de produtos para serem utilizados no tratamento da pele:
  • Cosméticos: são produtos para embelezamento que não deveriam interferir ou modificar as condições fisiológicas da pele.
  • Cosmecêuticos: são produtos intermediários entre cosméticos e medicamentos que promovem algum tipo de modificação, pois interagem com a cútis de maneira mais ativa.
  • Medicamentos: são produtos com ações mais modificadoras na fisiologia da pele que só devem ser prescritos pelo médico.
A substância mais conhecida e estudada para tratar o envelhecimento é o ácido retinoico, que é um derivado da vitamina A. Este ativo promove várias ações na pele, como melhora da troca celular, melhora da irrigação, melhora das manchas e das fibras de colágeno. O ácido retinoico é considerado remédio. Por isso deve ser prescrito pelo médico. Em geral, ele é indicado em concentrações baixas, que podem ir aumentando, e deve ser usado à noite, pois pode causar irritação.

Existem outros derivados da vitamina A, também considerados medicamentos, que agem no envelhecimento cutâneo, como isotretinoína, adapaleno e o tazaroteno. Cosméticos com retinol, que é a própria vitamina A, ou com retinoaldeído, que é um derivado dela, são mais fracos e menos irritantes, mas promovem melhora em alguns parâmetros do envelhecimento.

Os alfa-hidroxiácidos, como ácido glicólico, mandélico e lático, são muito utilizados em cosméticos, cosmecêuticos e medicamentos para o fotoenvelhecimento. O mais conhecido é o glicólico, pois apresenta maior facilidade de penetração. Em cremes de uso diário, a concentração pode ser de 5 a 10%, pois acima disso pode se tornar irritante. Os alfa-hidroxiácidos são hidratantes, promovem clareamento da pele, mas seu efeito contra a flacidez é bastante controverso.

A vitamina C é um poderoso antioxidante e faz parte do sistema natural da pele para protegê-la em relação à agressão da luz solar. Vitamina C tópica em concentrações altas 5% a 10%, além da ação antioxidante, também é clareadora e participa na síntese do colágeno. Produtos tópicos com concentração alta de vitamina C são instáveis e de difícil manipulação. Conforme a concentração, a capacidade de penetração e biodisponibilidade da substância ativa, o produto será mais ou menos eficiente na prevenção do fotoenvelhecimento. A vitamina E é muito utilizada em cosméticos e cosmecêuticos, tendo ação antioxidante e hidratante. Ela pode ser associada à vitamina C, havendo então uma potencialização de sua ação antioxidativa.

A seguir, serão apresentados alguns princípios ativos contra o envelhecimento. Vale lembrar que não existem quantidades suficientes de trabalhos científicos para aceitá-las sem qualquer restrição.

O DMAE, ou deanol (dimetilaminoetanol), é uma substância que existe no corpo humano (fígado, cérebro, coração) e que também é encontrado em peixes como a sardinha e a anchova. É um ativo antienvelhecimento que parece melhorar a flacidez. Estimula a produção de colina, otimizando a produção de acetilcolina. Seu mecanismo de ação não está totalmente explicado. Age também como estabilizador da membrana plasmática. É usado em creme, gel ou loção em concentrações de 3 a 10%. Pode ser usado à noite, alternado com o ácido retinoico. Pode também ser usado para o corpo uma vez por dia.

A N6-furfuriladenina é um estimulante celular que tem ação antienvelhecimento, melhorando as rugas e o tônus da pele. Tem ação semelhante à tretinoína, porém com menor irritação. Seu uso é indicado à noite durante períodos prolongados.

O ácido alfalipoico protege a membrana celular, o citoplasma e o núcleo da célula. Tem ação regeneradora sobre a viatamina C, vit E e glutationa, sendo também um antioxidante e anti-inflamatório. Seu uso é indicado para edema e bolsas oculares. Sua concentração usual é de 0,05 a 1%.

As isoflavonas são fitoestrógenos indicados para uso tópico em mulheres na menopausa. Combatem o processo natural de envelhecimento, compensando os danos ocasionados pela diminuição dos hormônios femininos. Melhoram o tônus e a hidratação da pele. Nas formulações, utiliza-se a iris iso ou o extrato glicólico de soja em concentrações variáveis. Podem também ser incorporadas a outros ativos hidratantes e antienvelhecimento.

O raffermine é um agente potente extraído da soja. Atua fortalecendo a estrutura molecular da derme. Seus efeitos são aumentar a firmeza, a elasticidade e a tonicidade da pele através do estímulo ao crescimento dos fibroblastos, organização das fibras colágenas e proteção das fibras elásticas da elastose. É indicado para peles flácidas, enrugadas e envelhecidas. Costuma ser incorporado em produtos antienvelhecimento, complexos reparadores e loções firmadoras.

O tensine, que é extraído da semente do trigo, é um agente que melhora a firmeza da pele. Possui propriedades hidratantes e é utilizado em compostos com “efeito Cinderela”, ou seja, quando utilizado em concentrações mais elevadas, promove estiramento da pele por aproximadamente 6 horas.
 
O cobre também tem sido incorporado a cosméticos por seu efeito estimulador da atividade dos fibroblastos e da produção de colágeno. Confere maior firmeza à pele, melhorando as rugas e a elasticidade.
   
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%.
 
 Dicas para o tratamento do envelhecimento cutâneo:
  • Manter sempre o uso do filtro solar pela manhã.
  • Lavar e enxaguar o rosto antes de usar o produto.
  • Os cremes com ácidos devem ser usados à noite.
  • Pode haver alternância entre ácidos e antioxidantes.
  • Havendo irritação, descontinuar o produto.
  • O ideal é haver orientação médica.
  • Cada caso é um caso e merece atenção especial.
Melanose Solar
Melanose solares são manchas provocadas pelo dano causado pelo sol na pele ao longo dos anos. Como o resultado da ação do sol só vai aparecer com o passar do tempo, as melanoses solares são mais comuns em pessoas de idade. Daí o nome "mancha senil". O dano solar acumulado ao longo dos anos induz ao aumento do número de melanócitos (célula que produz o pigmento que dá cor à pele) e da sua atividade, produzindo mais melanina e escurecendo a pele.
 
Sinais
As melanoses solares são manchas escuras, de coloração castanho a marrom, geralmente pequeninas mas que podem chegar a alguns centímetros de tamanho. Elas surgem apenas nas áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face, o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros. São mais frequentes em pessoas de pele clara. É fácil comprovar que a mancha senil é, na verdade, uma mancha solar. Basta olhar a pele da região das axilas ou a parte interna dos braços, que ficam protegidas do sol, e ver que, apesar de terem a "mesma idade" que a pele afetada pela melanose solar, ali não se encontram as manchas.
 
Tratamento
O tratamento pode ser feito de várias maneiras, como o uso de clareadores tópicos, a cauterização química, a criocirurgia, a dermoabrasão, os peelings químicos e o uso da luz intensa pulsada . Os resultados costumam ser bons, desde que a técnica seja empregada de forma adequada. O exagero na aplicação pode deixar manchas claras ou até mesmo cicatrizes residuais.

O melhor tratamento ainda é a prevenção. Deve-se usar filtro solar diariamente, o que previne não só as manchas, como as lesões neoplásicas e pré-neoplásicas.
Para tratamento das manchas já instaladas, podemos optar por tratamentos diversos com resultados terapêuticos variáveis.
A cauterização química pode ser realizada pela aplicação pontual de ácido tricloroacético na superfície da lesão. A criocirugia com nitrogênio líquido também pode ser usada, ambas as técnicas com resultados pouco satisfatórios.
A opção por um peeling de ácido tricloroacético em toda superfície acometida apresenta bons resultados, com a desvantagem de ser um procedimento relativamente agressivo, com descamação de toda superfície tratada.
A luz intensa pulsada tem apresentado resultados excelentes para o tratamento das melanoses solares, assim como os lasers de pulso curto, como o Nd-YAG Q-Switch. Ambos terão como alvo a melanina, o pigmento escuro da pele, que se concentra nas lesões. O pigmento absorverá a luz, a qual promoverá a destruição da lesão. Como a luz intensa pulsada e o Nd-YAG Q- Switch só atuarão no pigmento, o procedimento torna-se menos agressivo e mais seguro, pois só atuará nas lesões pigmentadas. Em geral são necessárias entre 3 a 5 sessões para uma regressão completa das lesões.
Fotoproteção é fundamental antes, durante e após o tratamento.

Os ácidos - glicólico, salicílico, retinóico, entre outros - servem tanto para remover as células superficiais da pele e os pigmentos que nela se encontram, clareando o tom, como para favorecer a penetração de outros princípios ativos dos produtos. É o caso da hidroquinona, do ácido kójico e do arbutin, substâncias que inibem a formação de uma enzima responsável por produzir e distribuir a melanina, bloqueando a formação do pigmento que causa a mancha. Existem ainda os antioxidantes, como o ácido tranexâmico, ácido ferúlico e as vitaminas C e E. Eles inibem a produção dos radicais livres, envolvidos na pigmentação, e protegem a pele da ação danosa dos raios solares. Em maior concentração, todas essas substâncias devem ser manipuladas e usadas com acompanhamento do dermatologista. Mas é possível encontrar boas opções no mercado, os dermocosméticos, com ação mais suave, mas também eficiente.
 
Alguns exemplos de princípios ativos com ação despigmentante:
 Idebenona: Sua ação antioxidante se dá pela potente inibição de espécies reativas de oxigênio e de outros radicais livres que causam a destruição de membranas celulares mitocondriais e de componentes da matriz extracelular. Além de sua ação antioxidante, a idebenona age também como despigmentante, pois a parte ativa de sua molécula é muito similar à da hidroquinona, amplamente utilizada como agente clareador da pele.
 
Isocell Citrus®: É um bioativo extraído da casca do limão que inibe a oxidação dos melanócitos e, conseqüêntemente, clareia a pele.
 
Whitessence® : Concentrado despigmentante obtido de proteínas derivadas da semente da nangka fruit (jaca). Inibe a fagocitose dos melanossomos pelos queratinócitos, diminuindo a quantidade de melanina na superfície da pele. Uniformiza a pigmentação anormal da pele.
 
Melawhite: É um despigmentante funcional, composto de peptídeos fracionados, leucocyte extract (INCI), seletivamente, através de métodos precisos de processamento. O melawhite atua como um inibidor específico e competitivo da tirosinase, diminuindo a formação do pigmento da pele, a melanina. Desta forma, o melawhite pode auxiliar a minimizar o bronzeamento da pele e pigmentações pré-existentes e pós adquiridas, como sardas manchas senis e etc.
 
Melfade J: Trata-se de uma mistura de despigmentantes entre eles estão: bearberry (Arctostphylos Uva Ursi Extrato) e fosfato de ascorbil magnésio. Melfade é um ativo funcional de origem vegetal que representa um importante avanço na categoria de agentes clareadores da pele por ter componentes de origem natural. Melfade não apenas inibi o progresso do escurecimento da pele, como também reduz a pigmentação existente, degradando naturalmente a melanina já existente na pele. Trata-se de outra opção de despigmentante para peles sensíveis.
 
Skin Whitening Complex: É um despigmentante encontrado em muitas formulações cosméticas, é composto de extrato de Uva ursi, e biofermentado de Aspergillus, extrato de grapfruit e extrato de arroz, não e é irritante.
 
Alpha-Arbutin: É um despigmentante que segundo seu fabricante demonstra grande diferencial. O Alpha-Arbutin clareia e promove um tom uniforme em todos os tipos de pele. O Alpha-Arbutin bloqueia a biossíntese da melanina, por inibir a oxidação enzimática da tirosina, a DOPA. Estruturalmente, Alpha-Arbutin (nome IUPAC: 4-hydroxiphenyl-alfa-D-glucopyranoside) é um alfa-glucosídeo. A ligação alfa-glucosídeo oferece uma estabilidade e eficácia maior a molécula. Isto leva à um ativo clareador da pele que atua de forma mais rápida e eficaz, minimiza as manchas já existentes e reduz o grau de bronzeamento da pele após exposição UV.
 
Antipollon: É um despigmentante muito interessante, pois age na adsorção e eliminação da melanina já formada, podendo ser associado à substâncias antioxidantes como vitamina E. É aconselhável para as peles mais sensíveis, pois apresenta baixa sensibilização, quimicamente trata-se de silicato de alumínio sintético finamente granulado.
 
Arbutin: É um despigmentante mais seguro, pois age por redução da atividade da tirosinase, com baixo potencial de irritação e pequena probabilidade de causar manchas hipocrômicas, muito utilizado em produtos cosméticos no Japão, podendo ser associado a outros despigmentantes com sua concentração reduzida.
 
Azeloglicina: É um agente despigmentante e regulador da secreção sebácea, atuando como preventivo para os casos de acne, trata das hipercromias e da acne simultaneamente, quimicamente trata-se do diglicinato de azeloil potássio.
 
Biosome C: É um despigmentante lipossomado, que traz consigo um diferencial, trata-se de uma dispersão aquosa de um tipo de vitamina C estável (ascorbil fosfato de sódio) com acetato de tocoferol (vitamina E). Este princípio ativo, além de clarear a pele, possui atividade antioxidante que causa um grande sinergismo, agindo na inibição da tirosinase. Preferencialmente, deve ser veiculado em géis não iônicos ou loções não iônicas, com baixo teor de tensoativo.
 
Biowhite: É um despigmentante bastante utilizado, tem composição de origem vegetal e combinação entre os seguintes fitoterápicos: Saxifraga sarmentosa, Vitis vinífera, Morus bombycis, Scutetellaria baicalensis - pode ser usado em peles sensíveis. Seu mecanismo de ação baseia-se no bloqueio da tirosinase.
 
Clariskin: É um agente clareador e antioxidante, produzido através do extrato de germen de trigo. Previne a liberação de radicais livres que induzem a pigmentação anômala. Não sensibiliza a pele. Indicado para casos leves de pigmentação.
 
 
Dicas de prevenção
Uso de proteção solar nas áreas continuamente expostas ao sol, onde as manchas se manifestam. Não é apenas o sol da praia ou piscina, mas também o sol do dia a dia, que paulatinamente vai danificando as células que, no futuro, vão sofrer alterações e dar origem às manchas.
O Que Sua Pele Diz Sobre Quanto Tempo Você Vai Viver
Eis mais um motivo para se preocupar com as rugas - mulheres com menos linhas de expressão tendem a ter pressão arterial mais baixa, menor risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral, além de uma maior chance de viver mais que seus amigos enrugados.
 
Em um novo estudo publicado no Journals of Gerontology, pesquisadores da Unilever e da Leiden University Medical Center, na Holanda, buscaram estabelecer a relação entre a aparência cronológica da pele e os riscos de doenças cardiovasculares. O objetivo foi avaliar se a idade percebida tinha efeitos diretos sobre a saúde do coração.
 
Os cientistas estudaram 260 mulheres, que foram separadas em dois grupos, de acordo com o risco cardiovascular (alto e baixo). Foi então avaliado o aspecto cronológico das pacientes com base na aparência da pele facial e da pele da face interna superior dos braços (não submetida aos efeitos do sol - envelhecimento precoce).
 
Pela primeira vez, os pesquisadores encontraram uma relação entre a aparência da pele e a pressão arterial. As mulheres que pareciam mais jovem também apresentaram menor pressão arterial e menor risco de doença cardiovascular. A genética permite que a pele seja mais jovem e portanto o coração também, ou, as pessoas com melhor aparência cuidam mais da pele e da saúde como um todo, buscando as melhores drogas e terapias para manter o coração saudável?
 
Para solidificar a conexão, os pesquisadores estudaram um grupo de homens e mulheres de famílias com membros longevos. Mais uma vez eles descobriram que, em comparação com um grupo de pessoas que viviam uma expectativa de vida média controle, estes homens e mulheres eram mais joviais e tinham menos rugas.
 
Então, qual é o seu segredo? Os cientistas esperam que ao estudar o envelhecimento desses indivíduos, possam identificar o que está contribuindo para a jovialidade da pele e entender melhor como isso está ligado à saúde do coração e a longevidade.
Pele na Terceira Idade
Quais são os cuidados com a pele uma mulher da terceira idade deve ter?
A pele na terceira idade é reflexo dos hábitos de vida até esse período, sendo que, ou se colhe os louros de um passado bem cuidado a ou se paga os pecados cometidos. Os raios UVA e UVB emitidos pelo sol são os grandes inimigos da saúde da pele, independente da faixa etária, por isso o uso do protetor solar ser tão importante durante toda a vida.
   
Pode-se ter uma aparência excelente, de idade indecifrável. Mas se houve abuso de sol, álcool, cigarro etc., a pele poderá mostrar manchas, vermelhidão, opacidade e perda de elasticidade. A radiação UVA danifica o colágeno e as fibras elásticas, levando a perda de sustentação e elasticidade e é a grande responsável pelo envelhecimento cutâneo. Já a radiação UVB, incidente principalmente das 10 às 16h, causa queimadura e aparecimento de manchas e é a principal responsável pelo câncer de pele.
   
Além dos efeitos nocivos do sol, outros fatores prejudicam a pele e podem ser decisivos para sua aparência quando se está na terceira idade: o cigarro, o álcool, a alimentação desequilibrada, a poluição, o frio, as diferenças de temperatura e o calor úmido são fatores climáticos que expõem a pele a um estresse acelerador do envelhecimento. O clima frio promove ressecamento e perda da hidratação natural da pele. O ar poluído pode obstruir os poros, proporcionando um aspecto grosseiro e opaco à pele. As substâncias tóxicas do cigarro causam destruição das fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela elasticidade e firmeza da pele.
   
Para quem deseja melhorar o aspecto da pele e demais sinais do envelhecimento, recomendam-se indicações individualizadas e que devem ser direcionadas de acordo com as características da pele de cada pessoa, bem como suas expectativas. Tratamentos combinados são interessantes e podem ter resultados excelentes. A palavra mais importante em relação ao tratamento estético é bom senso. Hoje existe uma gama enorme de possibilidades para tratar o envelhecimento.

Peelings, preenchimentos, aplicação de toxina botulínica, laser e podem auxiliar no cuidado e restauraçao da pele. Sendo assim, é importante conhecer as particularidades de cada procedimento e sempre realizá-los de acordo com uma indicação médica e por profissionais qualificados.
 
Existem alimentos benéficos que devem ser consumidos com mais frequência ou em maiores quantidades na terceira idade?
A pele reflete o estado de saúde que nosso organismo se encontra e que a alimentação está intimamente relacionada com nossa saúde e bem-estar. Assim, pode-se concluir que a alimentação pode ser decisiva para a saúde da mesma e uma alimentação saudável é capaz de fornecer os nutrientes responsáveis por sua integridade, elasticidade e brilho natural. Por outro lado, uma alimentação deficiente em determinados nutrientes pode refletir em uma pele sem vida.
 
Alguns estudos mostram que certas vitaminas e alimentos auxiliam na manutenção de uma pele bonita e jovem. São eles:
 
Vitamina A: auxilia no desenvolvimento das células da pele e da manutenção da boa saúde das células. Também é ótimo antioxidante que previne o envelhecimento. A deficiência desta vitamina pode levar ao ressecamento da pele. Fontes de Betacaroteno (precursor da vitamina A): cenoura, abóbora, batata doce, damasco seco e vegetais verde escuros como brócolis, couve, etc.
Salmão, Óleo de Canonla, Semente de Linhaça: alimentos ricos em ácidos graxos essenciais (ômega 3 e ômega 6) que melhoram a pele, diminuindo a ocorrência de obstrução dos poros, reduzindo a produção de agentes inflamatórios e melhorando a elasticidade. Esses ácidos graxos são responsáveis por membranas saudáveis das células e impedem a entrada de substâncias nocivas. Auxiliam ainda na hidratação das células, o que ajuda a pele a manter o seu nível de umidade adequado, resultando num aspecto mais jovem.
 
Cereais Integrais: podem ser encontrados em alguns pães e cereais, são alimentos carregados com as vitaminas do grupo B, essenciais para o funcionamento normal da pele. Eles são necessários para o crescimento de novas células, substituindo aquelas que morreram e ajudam no fortalecimento contra infecções e estresse e a prevenção de descamação e rachaduras. Também evitam aspereza das mãos e dos pés.
 
Chá Verde: é um alimento importante, pois fornece uma ampla gama de benefícios para a pele. Possui propriedades antiinflamatórias e reduz o risco de danos causados pelos raios ultravioleta do sol, podendo prevenir o câncer de pele. O chá verde é carregado com uma variedade de antioxidantes e é um alimento bom para todo o corpo, por ser rico em vitaminas C, D e K, bem como a riboflavina, zinco, cálcio, magnésio e ferro.
 
Água: juntamente com as fibras, a água estimula o trânsito intestinal e a eliminação de toxinas do organismo, impedindo que o seu acúmulo seja refletido na pele. A hidratação e a absorção dos nutrientes necessários ao equilíbrio da pele são garantidos com uma ingestão adequada de água.
 
A ingestão recomendada para promover benefícios à saúde da pele é de oito copos ou dois litros/dia. Se não houver boa hidratação, podem ocorrer obstipação intestinal, celulite, problemas renais, pele e cabelos ressecados e desidratados.
 
 
Alimentos que evitam o envelhecimento da pele:
Frutas e vegetais: alguns são ricos em vitaminas C, E, e carotenóides, apresentando ação antioxidante capaz de neutralizar muitos danos ocasionados à pele ao longo da vida. Frutas como amora, uvas roxas, morango, framboesa, laranja, mexerica, limão, cereja, mirtilo, tomate, e outros vegetais como as verduras verde-escuras, brócolis, repolho, cenoura, etc, são ricos em antioxidantes que combatem os radicais livres, melhorando as paredes dos vasos sangüíneos da pele, que fica mais irrigada e oxigenada. Essas substâncias também previnem o envelhecimento precoce das células, o excesso de oleosidade e a acne. A vitamina C, presente em todos esses alimentos, além da função antioxidante, é fundamental na produção de colágeno, a proteína que mantém a pele saudável e bonita.
 
Soja: rica em isoflavonas, um fitohormônio (hormônio vegetal) semelhante ao estrógeno, a soja tem sido recomendada por dermatologistas como um alimento imprescindível para a beleza da pele. Estudos mostram que a pele possui receptores para as isoflavonas, e elas são decisivas para evitar seu ressecamento e melhorar a elasticidade. Mulheres na menopausa ou que estão próximas dessa fase são as que mais se beneficiam, uma vez que a deficiência hormonal estrogênica que se inicia por volta dos 40-45 anos, colabora ainda mais para a diminuição da elasticidade da pele.
 
Frutas vermelhas: morango, amora e framboesa, ricos em cianidina e vitamina C, formam um exército imbatível contra o envelhecimento precoce da pele, o excesso de oleosidade e a formação de acne. Além disso, elas atuam na produção de colágeno, o tecido de sustentação da pele. Indicação: comer as frutas diariamente ou usá-las para sucos, vitaminas, iogurtes e gelatinas.
 
Castanha do pará: rica em selênio e zinco, que melhoram a elasticidade da pele, ajuda na batalha contra infecções rica. O selênio é necessário para a produção de glutationa, que neutraliza os radicais livres no organismo que podem levar à deterioração do colágeno e elastina. Além destes benefícios, o selênio melhora o cabelo e unhas.
 
Pepino: Esse vegetal é diurético, tem vitamina C e ácido fólico e, por isso, funciona como regenerador celular. Ele auxilia, ainda, na cicatrização. Indicação: 1 pepino médio (150 g), quatro vezes por semana.
 
Betacaroteno: Alimentos que contém betacaroteno protegem a sua pele contra os raios solares e, assim, evitam o envelhecimento cutâneo. A substância, presente no mamão, cenoura, tomate, abóbora e mamão, é um betacarotenoide, um tipo de antioxidante, que trabalha combatendo os radicais livres, responsáveis por destruir as células de colágeno. No caso do tomate, há ainda o licopeno, outro tipo de flavonoide.
 
Cacau: A fruta, principal ingrediente do chocolate, tem um antioxidante poderoso, que trabalha aumentando a irrigação sanguínea, o que retarda o aparecimento das rugas. No entanto, fica uma dica: não coma o chocolate em excesso, pois contém gorduras que deixam a pele mais oleosa. Além disso, o chocolate com mais antioxidantes não é o ao leite, queridinho dos chocólatras, e sim o amargo, rico em flavonoides.
 
A hidratação é muito importante, principalmente nessa idade, o que é recomendado fazer para deixar a pele sempre bem hidratada?
Existem vários tipos de hidratante, a principal função de todos eles é a mesma: manter a quantidade adequada de água na pele, com moléculas que atraem a água ou que formam uma barreira, evitando o ressecamento. O que varia é o tipo de produto que usamos. O melhor hidratante deve ser analisado, de acordo com o tipo de pele.
  • Peles oleosas combinam com hidratantes em forma de loção ou gel, que têm menos óleo na formulação. O uso de hidratantes em creme é contra-indicado porque em peles oleosas podem agravar a ocorrência de acne.
  • Já as peles secas precisam de produtos em creme, que têm fórmula mais oleosa.
  • Quem tem pele mista pode usar hidratantes formulados em gel ou gel-creme, livres de óleo. Desse jeito, se evita o ressecamento e o excesso de oleosidade.
  • Para peles normais são recomendados hidratantes em loção cremosa, mas livres de óleo para evitar o aparecimento de espinhas.
Os hidratantes em forma de loção e gel podem não ter tanto efeito como os cremosos, mas não há grandes desvantagens, já que o creme pode facilitar o aparecimento de acne e foliculite por conter muito óleo.

Independente do hidratante, o ideal é que combine com a pele para que a pessoa se sinta confortável.
   
Exemplos de hidratantes:
 
Manteigas Corporais
As manteigas corporais são fantásticas para uma hidratação intensa e duradoura. São perfeitas para o Inverno, em que a pele fica mais vulnerável à desidratação. Formuladas para terem textura rica e emoliente que hidrata intensamente a pele ressecada,  a sua consistência faz de fato lembrar uma manteiga. Geralmente o efeito das manteigas dura cerca de 24 horas, o que as torna ideais para as partes do seu corpo onde não se pode reaplicar várias vezes por dia. São também indicadas para as partes mais secas do seu corpo, como os cotovelos e os pés, deixam a pele com um toque sedoso.

Loções
São os hidratantes mais populares, devido à facilidade da sua aplicação. Têm uma consistência menos espessa, são menos oleosas, e são facilmente absorvidas. Os seus nutrientes rapidamente amaciam e hidratam a pele após a aplicação. Por não serem oleosas, as loções são bastante recomendadas para peles oleosas ou sensíveis, por manterem a pele hidratada sem deixar uma sensação de impureza
 
Óleos Corporais
Os óleos podem ser usados no banho para suavizar a pele, ou aplicados imediatamente após  banho sobre a pele úmida. Eles formam uma película em todo o corpo que não deixa a água evaporar. Isso é fundamental para manter o nível de hidratação.

Os óleos tornam-se também econômicos, já que bastam algumas gotas para hidratar todo o corpo.
   
A hidratação da pele para produtos tópicos ocorre por:

Oclusão: ingredientes lipídicos (emolientes).
Umectação: substância que retém água na superfície da pele.
Hidratação ativa: emulsões - produtos destinados a promover a hidratação da pele, tais como cremes ou loções cuja fase lipídica promove a oclusão e a fase aquosa possui ingredientes higroscópicos que propiciam a umectação (hidratação) da pele.
Princípios Ativos nos Hidratantes
  • Ceramida
  • Esqualeno
  • Olesterol
  • PCA
  • ADN
  • NMF
  • Lactato de amônia
  • Uréia
  • Alfa-hidroxiácido (ácido glicólico e ácido láctico)
  • Oligoelementos
  • Fosfolipídeos
  • Ácido hialurônico 
Existem cremes específicos para mulheres acima dos 60? Caso exista, qual a diferença deles para outros e como agem?
Existem várias categorias de produtos para serem utilizados no tratamento da pele:
  • Cosméticos: são produtos para embelezamento que não deveriam interferir ou modificar as condições fisiológicas da pele.
  • Cosmecêuticos: são produtos intermediários entre cosméticos e medicamentos que promovem algum tipo de modificação, pois interagem com a cútis de maneira mais ativa.
  • Medicamentos: são produtos com ações mais modificadoras na fisiologia da pele que só devem ser prescritos pelo médico.
A substância mais conhecida e estudada para tratar o envelhecimento é o ácido retinoico, que é um derivado da vitamina A. Este ativo promove várias ações na pele, como melhora da troca celular, melhora da irrigação, melhora das manchas e das fibras de colágeno. O ácido retinoico é considerado remédio. Por isso deve ser prescrito pelo médico. Em geral, ele é indicado em concentrações baixas, que podem ir aumentando, e deve ser usado à noite, pois pode causar irritação.

Existem outros derivados da vitamina A, também considerados medicamentos, que agem no envelhecimento cutâneo, como isotretinoína, adapaleno e o tazaroteno. Cosméticos com retinol, que é a própria vitamina A, ou com retinoaldeído, que é um derivado dela, são mais fracos e menos irritantes, mas promovem melhora em alguns parâmetros do envelhecimento.

Os alfa-hidroxiácidos, como ácido glicólico, mandélico e lático, são muito utilizados em cosméticos, cosmecêuticos e medicamentos para o fotoenvelhecimento. O mais conhecido é o glicólico, pois apresenta maior facilidade de penetração. Em cremes de uso diário, a concentração pode ser de 5 a 10%, pois acima disso pode se tornar irritante. Os alfa-hidroxiácidos são hidratantes, promovem clareamento da pele, mas seu efeito contra a flacidez é bastante controverso.

A vitamina C é um poderoso antioxidante e faz parte do sistema natural da pele para protegê-la em relação à agressão da luz solar. Vitamina C tópica em concentrações altas 5% a 10%, além da ação antioxidante, também é clareadora e participa na síntese do colágeno. Produtos tópicos com concentração alta de vitamina C são instáveis e de difícil manipulação. Conforme a concentração, a capacidade de penetração e biodisponibilidade da substância ativa, o produto será mais ou menos eficiente na prevenção do fotoenvelhecimento. A vitamina E é muito utilizada em cosméticos e cosmecêuticos, tendo ação antioxidante e hidratante. Ela pode ser associada à vitamina C, havendo então uma potencialização de sua ação antioxidativa.

A seguir, serão apresentados alguns princípios ativos contra o envelhecimento. Vale lembrar que não existem quantidades suficientes de trabalhos científicos para aceitá-las sem qualquer restrição.

O DMAE, ou deanol (dimetilaminoetanol), é uma substância que existe no corpo humano (fígado, cérebro, coração) e que também é encontrado em peixes como a sardinha e a anchova. É um ativo antienvelhecimento que parece melhorar a flacidez. Estimula a produção de colina, otimizando a produção de acetilcolina. Seu mecanismo de ação não está totalmente explicado. Age também como estabilizador da membrana plasmática. É usado em creme, gel ou loção em concentrações de 3 a 10%. Pode ser usado à noite, alternado com o ácido retinoico. Pode também ser usado para o corpo uma vez por dia.

A N6-furfuriladenina é um estimulante celular que tem ação antienvelhecimento, melhorando as rugas e o tônus da pele. Tem ação semelhante à tretinoína, porém com menor irritação. Seu uso é indicado à noite durante períodos prolongados.

O ácido alfalipoico protege a membrana celular, o citoplasma e o núcleo da célula. Tem ação regeneradora sobre a viatamina C, vit E e glutationa, sendo também um antioxidante e anti-inflamatório. Seu uso é indicado para edema e bolsas oculares. Sua concentração usual é de 0,05 a 1%.

As isoflavonas são fitoestrógenos indicados para uso tópico em mulheres na menopausa. Combatem o processo natural de envelhecimento, compensando os danos ocasionados pela diminuição dos hormônios femininos. Melhoram o tônus e a hidratação da pele. Nas formulações, utiliza-se a iris iso ou o extrato glicólico de soja em concentrações variáveis. Podem também ser incorporadas a outros ativos hidratantes e antienvelhecimento.

O raffermine é um agente potente extraído da soja. Atua fortalecendo a estrutura molecular da derme. Seus efeitos são aumentar a firmeza, a elasticidade e a tonicidade da pele através do estímulo ao crescimento dos fibroblastos, organização das fibras colágenas e proteção das fibras elásticas da elastose. É indicado para peles flácidas, enrugadas e envelhecidas. Costuma ser incorporado em produtos antienvelhecimento, complexos reparadores e loções firmadoras.

O tensine, que é extraído da semente do trigo, é um agente que melhora a firmeza da pele. Possui propriedades hidratantes e é utilizado em compostos com “efeito Cinderela”, ou seja, quando utilizado em concentrações mais elevadas, promove estiramento da pele por aproximadamente 6 horas.
 
O cobre também tem sido incorporado a cosméticos por seu efeito estimulador da atividade dos fibroblastos e da produção de colágeno. Confere maior firmeza à pele, melhorando as rugas e a elasticidade.
   
O protetor solar deve sempre fazer parte da rotina diária de higiene e beleza. Tendo o cuidado de aplicar diariamente o fotoprotetor, evita-se o aparecimento de manchas, vasinhos e rugas. O ideal é que o produto seja aplicado pela manhã e reaplicado na hora do almoço e meio da tarde, para garantia de uma fotoproteção adequada. Além dos prejuízos estéticos, a exposição solar prolongada e de maneira inadequada pode causar câncer. O câncer de pele é considerado o tumor de maior incidência no Brasil, por isso, os cuidados com a pele devem começar na infância, a partir dos seis meses. O uso diário de protetor pode reduzir em até 85% as chances de desenvolver a doença. A maquiagem pode ser aplicada sobre o protetor solar, pois atua como barreira física, também auxiliando na fotoproteção, além de dar uma aparência mais saudável.
   
O produto deve ser escolhido de acordo com o tipo de pele. Em geral, para peles oleosas são recomendados os produtos em gel, gel creme ou loções oil free (sem óleo). Já quem sofre com a pele ressecada deve optar por loções mais cremosas Além disso, há no mercado muitos cosméticos com tecnologias sofisticadas que aliam a proteção solar a substâncias hidratantes e antifotoenvelhecimento. Uma das coisas que diferencia um fotoprotetor de boa qualidade de um de qualidade inferior é a proteção contra radiação ultravioleta A (UVA). Os bons filtros têm fator de proteção contra UVA mais amplo, geralmente declarado na embalagem com as siglas PPD/IPD. O fator FPS está relacionado somente à proteção contra os raios UVB. No entanto, ainda não há consenso para classificar e denominar a proteção contra o UVA. O mais prático, é procurar nas embalagens a seguinte frase: "proteção solar máxima UVA/UVB”. Mesmo porque, já se sabe que os dois tipos de radiação solar ultravioleta estão relacionados ao aparecimento do câncer de pele e fotoenvelhecimento. O FPS sinaliza quantas vezes mais a pele receberá proteção extra após a aplicação do produto. O ideal é que seja usado um produto de pelo menos fator 30. Um fotoprotetor com FPS 15 protege a pele contra cerca de 92% da radiação UVB, o FPS 30, 96% e o 60, 98%.
 
 Dicas para o tratamento do envelhecimento cutâneo:
  • Manter sempre o uso do filtro solar pela manhã.
  • Lavar e enxaguar o rosto antes de usar o produto.
  • Os cremes com ácidos devem ser usados à noite.
  • Pode haver alternância entre ácidos e antioxidantes.
  • Havendo irritação, descontinuar o produto.
  • O ideal é haver orientação médica.
  • Cada caso é um caso e merece atenção especial.

Maquiagem pode ou é bom evitar?
A alergia à maquiagem pode ser causada por vários componentes presentes nas fórmulas dos produtos, como o óxido de ferro (também conhecido como pó de alumínio), responsável por dar cor, os conservantes, que, como o próprio nome já diz, fazem os produtos durararem mais tempo, ou até mesmo pelas fragrâncias que alguns produtos possuem. Nesse caso, se for possível identificar a substância causadora da reação, suspender o uso e procurar por produtos que não as contenham, é a solução. Infelizmente, não existe cura: o jeito é substituir. Os bons produtos são feitos com matéria-prima de qualidade e são testados dermatologicamente, o que os torna mais caros. Assim sendo, produtos muito baratinhos devem ser evitados, pois mais provavelmente desencadearão reações alérgicas. Maquiagem vencida também não deve ser utilizada.
   
A tendência à alergia cutânea é herdada geneticamente. indivíduos que possuem história pessoal ou familiar de alergia respiratória (rinite / asma), dermatite atópica e/ou dermatite de contato, possuem maior predisposição. Quem tem alergia a uma substância, possui maior possibilidade de ter alergia a outras. Crianças que são expostas precocemente à maquiagem, cosméticos e demais produtos destinados aos adultos, possuem maiores chances de se tornarem adultos alérgicos. Quem tem esse histórico, deve optar por produtos hipoalergênicos, que são isentos das substâncias que mais comumente desencadeiam reações alérgicas em peles sensíveis e são testados dermatologicamente. Maquiagem mineral também é uma boa opção para quem tem antecedente de alergia, pois possui menos química (corantes / conservantes), e, consequentemente, menor potencial alergênico. As alergias a maquiagens tendem a ser hereditárias, mas isso não significa que as mulheres longe deste perfil estejam imunes às reações da pele. Uma maneira de descobrir se a pele apresenta ou não reação alérgica a maquiagens é passar um pouco do produto atrás da orelha - perto do pescoço -, deixar algumas horas e observar se o local fica avermelhado ou se coça.
   
Existem casos em que até os produtos hipoalergênicos podem causar irritações. É muito importante retirar bem a maquiagem da pele, quanto maior o tempo de exposição da pele à substância, maior é a chance de ocorrência de alergia. Se perceber que ao passar a maquiagem a sua pele coça ou fica avermelhada, não hesite - suspenda imediatamente o uso do produto e não use novamente. Algumas pessoas quando entram em contato novamente com o alérgeno tem uma reação mais intensa que a anterior. 
   
Asensibilização pode ocorrer ao longo da vida e a alergia pode se manifestar em qualquer momento, independentemente da idade. O indivíduo pode usar durante muito tempo um determinado produto e não apresentar reação alguma, até que em um certo momento, após ter ocorrido sensibilização do sistema imunológico, aparece a reação alérgica. Quanto mais intensa e extensa for a exposição a produtos químicos, maiores a chances de sensibilização. Portanto, quanto mais produtos forem utilizados ao longo da vida, principalmente os de qualidade duvidosa, maior é a possibilidade do desenvolvimento de alergia. Maquiagens com prazo de validade vencido também podem desencadear alergias, por isso jogue-as imediatamente no lixo. Crianças não devem usar maquiagens e cosméticos de adultos, pois serão expostas precocemente a esses antígenos, além de apresentarem uma pele mais fina e sensível, aumentando as chances de se tornarem adultos alérgicos.
Produtos hipoalergênicos de marcas consagradas e por recomendação de dermatologistas são seguros e podem ser utilizados inclusive por mulheres que apresentam reações alérgicas. O ideal é evitar maquiagem muito barata e de marcas desconhecidas. Produtos de qualidade e que são testados dermatologicamente apresentam um custo mais elevado, mas podem livrar o paciente de problemas futuros e gastos adicionais com tratamentos.
 
Quais tratamentos estéticos são mais indicados e funcionais para eliminar as linhas de expressão?
Existem inúmeras intervenções que podem melhorar o aspecto da pele, clareando manchas, reduzindo a oleosidade, fechando os poros, melhorando a flacidez e demais sinais de envelhecimento. As indicações são individualizadas e devem ser direcionadas de acordo com as caraterísticas da pele de cada paciente, bem como, suas reais expectativas. Tratamentos combinados são bem interessantes e podem trazer resultados excelentes. A palavra mais importante em relação ao tratamento estético é bom senso. Hoje existe uma gama enorme de possibilidades para tratar o envelhecimento. Sendo assim, é importante conhecer indicações e particularidades de cada procedimento.
 
Peeling Químico:
Consiste na aplicação tópica de determinadas
substâncias químicas capazes de provocar reações que vão desde uma leve descamação até necrose da derme, com remoção da pele em diferentes graus. Isso significa que haverá descamação e troca da pele, atuando no tratamento de manchas, acne e envelhecimento cutâneo.

Quando bem indicado o peeling pode promover resultados excepcionais, principalmente no fotoenvelhecimento. O peeling é realizado, preferencialmente, no inverno, para que o excesso de sol não atrapalhe a recuperação da pele.

Os peelings químicos também podem ser feitos no corpo, como: pescoço, colo, braços e mãos, respeitando as restrições e características de cada local. A pele do corpo tem maior dificuldade na cicatrização e podem ocorrer mais complicações.

Os peelings são classificados, conforme a sua capacidade de penetração, em superficiais, médios e profundos. Esse critério, porém, não é absoluto, pois o mesmo agente e concentração poderão ser superficiais para uma pele grossa, sem preparo, e médio para uma pele mais fina, muito preparada.

A indicação é a questão mais importante na realização do peeling químico e cabe ao médico, com sua experiência, analisar o tipo de pele, o tipo de lesão e o procedimento a ser utilizado. A pele do rosto, devido à presença maior de folículos sebáceos, se regenera facilmente, pois esses folículos agem como unidades de reserva importante essencial para a cicatrização.

O paciente, por sua vez, deve entender o processo, conhecer seus passos, limitações, duração da recuperação e ter uma expectativa real do resultado esperado.

Os pacientes de pele clara (louros, morenos-claro) são os que têm menor risco de hiperpigmentação ou hipopigmentação, mas os de pele morena também podem ser submetidos a esses procedimentos, porém o preparo da pele deve ser mais longo e os cuidados posteriores maiores.

Os peelings superficiais, em geral, são realizados com intervalos que variam de uma semana a 15 dias, numa série de 5 a 6 peelings. Eles são aplicados no rosto limpo e desengordurado, e o tempo de permanência depende do tipo de peeling aplicado. Sua indicação é para rugas muito suaves, manchas superficiais da pele, acne leve e fotoenvelhecimento leve.

Os peelings médios, em geral, são aplicados uma única vez, mas podem ser repetidos mensal, bi ou trimensalmente. Logo após sua aplicação, ocorre um branqueamento da pele, seguido por um eritema, que de 24 a 48 horas é substituído por escurecimento rosado da pele, de duração variável (média de uma semana). A indicação desse peeling é para a pele fotoenvelhecida, melhorando rugas e sulcos suaves a moderados, para cicatrizes superficiais, queratoses actínicas e
alguns casos de hiperpigmentação. O peeling médio mais utilizado é o de ácido tricloroacético 35% em associação com a Solução de Jessner.

O peeling profundo mais utilizado é o de fenol. O paciente deve ser submetido a uma sedação leve e, após limpeza e desengorduramento da pele, inicia-se a aplicação da solução, que é realizada por áreas: região frontal (testa), em seguida região infraorbitária (ao redor dos olhos), região malar (bochechas) e, por último, a região perioral e mentoniana (queixo), com intervalo de 20 minutos entre as aplicações. Logo após a aplicação, em decorrência da coagulação das proteínas, a pele torna-se branca (frost), e é acompanhada por ardor (que varia de leve a intenso). A seguir, coloca-se uma máscara de esparadrapo que permanece por 48 horas. A aplicação é dolorosa, devendo o paciente receber analgésicos e anti-inflamatórios durante as primeiras 12 horas após o peeling. A maior indicação desse processo é para o envelhecimento severo da pele e para cicatrizes de acne.

O peeling deve ser indicado e realizado pelo médico. Somente o especialista é capaz de escolher o melhor produto químico na concentração adequada e também dominar os efeitos colaterais que possam estar envolvidos. Mesmo no caso dos peelings superficiais é importante avaliar a capacidade de resposta e a cicatrização da pele, além das relações custo-benefício do procedimento em questão.

Preenchimento:
Existem várias indicações para o preenchimento cutâneo, dentre as quais estão:
  • Rugas de repouso;
  • Sulcos da pele (principalmente nasogeniano);
  • Delineamento dos lábios;
  • Aumento do volume dos lábios;
  • Cicatrizes de acne;
  • Cicatrizes em geral
Esse procedimento preconiza a introdução de uma substância compatível com a pele no local a ser tratado. Esta substância irá “preencher “ o local, provocando um levantamento parcial e também estimular as fibras preexistentes. A duração do resultado dependerá da substância que for utilizada, pois existem materiais permanentes e não permanentes.

A substância mais utilizada para preenchimentos é o ácido hialurônico, que é componente natural da pele e responsável por sua hidratação. Essa substância não é  definitiva, compatível com a pele e não provoca alergia, sendo desnecessário o teste antes da aplicação. Existem outras substâncias usadas no preenchimento: colágeno (não definitivo), metacrilato (definitivo), dimetilsiloxane (definitivo), acrilamida (definitivo), entre outras. Em relação ao produto a ser aplicado, é necessário saber da sua aprovação e legalização pelo Ministério da Saúde.

O preenchimento é feito em consultório adequado para tal. Os instrumentos têm assepsia específica e as roupas devem ser apropriadas. O local deve ser confortável, iluminado e silencioso. Não há necessidade de preparo anterior para realizar o preenchimento. É feita anestesia local ou mesmo aquela semelhante ao dentista, dependendo da área a ser tratada. Em seguida, o médico utiliza uma agulha de tipo especial para aplicar a substância. A técnica é feita ponto a ponto ou por retroinjeção. A aplicação é realizada na área escolhida previamente respeitando as quantidades máximas para cada tipo de produto. No pós-operatório pode haver avermelhamento, inchaço e formação de hematomas. Esses efeitos vão depender da idade do paciente, da quantidade aplicada e da substância utilizada. O resultado final do preenchimento poderá ser observado cerca de quinze dias depois. A duração deste resultado dependerá muito do material utilizado e da resposta do paciente.
 
Toxina Botilínica:
O uso de toxina botulínica para o tratamento de rugas tornou-se muito popular nos últimos anos. Por isso é importante conhecer o embasamento científico, ou seja, a técnica empregada e os cuidados que devem acompanhar esse procedimento médico.

A toxina botulínica é produzida pela bactéria Clostridium botulinum e provoca relaxamento muscular por meio da inibição de uma substância química chamada acetilcolina, na junção entre o nervo e o músculo (placa neuromuscular). A utilização da toxina botulínica em cosmética iniciou-se na década de 1990, promovendo a melhoria das rugas de expressão por meio do relaxamento de músculos específicos. Poder-se-ia questionar a toxicidade do procedimento, uma vez que se utiliza a injeção de uma toxina, entretanto trata-se de um procedimento seguro, pois a dose necessária para causar efeitos tóxicos precisa ser mil vezes maior do que a usada habitualmente num procedimento cosmético. A ação da toxina é localizada, provocando paralisia muscular que permanece de 2 a 6 meses. Após esse período o músculo é capaz de formar novas placas (neurogênese), voltando à sua contração normal.

A ação da toxina botulínica inicia-se após 48 horas do procedimento, atingindo o resultado máximo em até 15 dias. O músculo reage com relaxamento, sem mudança na sensibilidade cutânea. Na área cosmética é indicada para o tratamento das rugas de expressão e deve ser evitada em locais onde a musculatura tem funções fisiológicas, como na área da boca.

A toxina botulínica só pode e deve ser injetada por médicos especializados, profissionais que conheçam tanto a anatomia da região quanto as características completas da substância utilizada. Caberá ao médico indicar os locais da aplicação, nos quais a relação custo--benefício será positiva.

O procedimento é ligeiramente doloroso e pode deixar pequenos hematomas que permanecem por 5 a 10 dias. As rugas de expressão podem desaparecer totalmente por cerca de 6 meses e, também, pode haver descondicionamento de certas regiões, como fronte e área entre sobrancelhas, pois o cérebro esquece esse tipo de contração. Com o uso continuado, cerca de 5% dos pacientes podem não responder mais à ação da toxina. Não é aconselhável repetir a aplicação antes de 2 meses. O músculo sempre voltará a contrair, não havendo sequelas definitivas.

A toxina é, portanto, segura e eficaz para o tratamento das rugas de expressão, desde que seja diluída e aplicada de forma correta. A aplicação da toxina botulínica deve obedecer ao bom senso e, sendo assim, idade precoce, quantidade exagerada e aplicações seguidas devem ser evitadas. A reaplicação pode ser feita a cada seis meses.
 
Laser:
A palavra laser é a abreviação de light amplification stimulated emitted radiation (amplificação da luz emitida por uma radiação estimulada), que significa luz com grande potência, concentrada em um raio que transmite toda sua energia sem dispersar-se a um só ponto agindo nos pigmentos escuros da pele. É uma luz monocromática (uma única cor), unidirecional (feixe luminoso não dirvergente), coerente (emitida de forma ordenada) e que libera grandes quantidades de energia.

Os diferentes tipos de laser têm suas características de cor, intensidade energética e ritmo (pulsátil ou contínuo), de acordo com o meio que os gera (líquido, gasoso, cristal, semicondutor etc.). O laser é produzido por um sistema que transmite energia (luminosa ou elétrica) a um meio físico eletricamente excitável, que por sua vez seja capaz de transmitir essa energia amplificada sob a forma de luz, que pode variar de acordo com as características pessoais e a localização do tratamento.

O resurfacing a laser tornou-se umas das técnicas mais modernas no tratamento das rugas faciais, removendo os tecidos envelhecidos com mínima lesão.

Os lasers utilizados são o laser de CO2 e de Erbium, sendo o CO2 mais indicado para suavizar rugas profundas, cicatrizes e sequelas de acne. O procedimento causa a destruição da superfície cutânea, por meio da vaporização da epiderme e de parte da derme uniforme e seletivamente. Isso permite uma importante renovação celular e uma melhora da estrutura do colágeno dérmico.

O laser CO2 tem atração pela água, assim, quando incide na pele, vaporiza a água no interior das células, causando sua destruição pelo aquecimento. O tratamento provoca uma reação inflamatória, levando a uma reorganização das fibras elásticas e estimulando a produção de colágeno.

O laser Erbium penetra cerca de 10 vezes menos que o CO2, sendo indicado para rugas finas e médias, pois causa dano térmico menor e consequentemente menor vermelhidão.

A vaporização do CO2 permite que se tenha um encolhimento da pele de até 30% de sua área, resultando em diminuição da flacidez da pele, removendo o aspecto de pergaminho.

Está indicado para pessoas com pele envelhecida (geralmente relacionada à grande exposição ao sol durante a vida), manchada, que não tenham excesso de pele e flacidez do rosto e pescoço.

É imprescindível determinar as características do paciente antes do tratamento, e a presença de fatores que contraindiquem o procedimento, como barba irritável, espinhas ativas, cicatrizes hipertróficas ou queloides, peles muito morenas, irregularidade na superfície cutânea muito acentuada, a fim de evitar complicações.

As principais complicações do resurfacing são hiperemia (pele rosada) por 1 a 3 meses, hipocromia (manchas brancas), incidência de herpes, infecções e queloides. O mais comum é a hipercromia (manchas escuras), principalmente em peles morenas, que pode ser tratada com o uso de clareadores e bloqueadores solares.

Após o tratamento, o paciente não deve se expor ao sol e usar diariamente um bloqueador solar. A pele leva em média uma semana para se reepitelizar, e após cerca de 15 dias a paciente já pode usar maquiagem e iniciar o uso de cremes clareadores, vitamina C, ácido retinoico etc, conforme a orientação de seu dermatologista.

Quando o resurfacing for bem indicado, apresenta resultados excelentes.

O laser também é utilizado para tratamento de lesões vasculares e pigmentares. As vasculares compreendem telangectasias (pequenos vasos da face), rosácea, varizes, microvarizes hemangiomas e manchas tipo vinho do porto. Essas lesões apresentam a hemoglobina como alvo do feixe de luz, assim o laser atravessa a pele e age sobre os vasos sanguíneos, aquecendo-os. Em função disso, os vasos se colabam (fecham) e o organismo os absorve definitivamente.

Em geral, melhor resultado será obtido por pessoas de pele clara com vasos finos, vermelhos e superficiais, porém novos lasers estão sendo testados para vasos maiores e mais profundos.

As lesões pigmentares compreendem as sardas, manchas senis (provocadas pelo sol e idade) e manchas “café au lait” (manchas de nascença).

Nessas lesões o cromóforo (alvo) a ser atingindo é a melanina, que sendo destruída leva a um clareamento da pele. O resultado em geral é bom, variando conforme a natureza, profundidade da melanina e cicatrização, do que também dependerá o número de sessões para o tratamento.

O procedimento é bem tolerado, podendo-se usar um creme anestésico local antes das sessões. O intervalo entre as sessões varia de 20 a 30 dias e deve-se evitar o sol durante todo o tratamento.
 
Quais são os cuidados necessários com os cabelos da mulher da terceira idade? Existem produtos/substâncias que ajudam a manter um aspecto bonito nos fios?
 Os cabelos existem para proteger regiões, como o couro cabeludo, contra a ação do frio, do calor e do excesso de luz solar. Além disso, também revelam a saúde do nosso organismo e podem sofrer por causa de doenças internas, ou mesmo, agressões externas, como o uso de produtos inadequados ou excesso de química (tinturas, por exemplo) e de sol. No caso de doenças eles podem cair ou afinar e, em relação às tinturas, podem ressecar.
   
No couro cabeludo existem de 100 mil a 150 mil fios. O cabelo tem um ciclo de vida continuado e passa por fases de crescimento e de repouso. Cada fio vive uma etapa específica, que se distribui em 85% no período de crescimento (anágena) e 15% no período de repouso (telógena). Isso significa que temos sempre mais cabelo crescendo do que caindo. A duração da fase de crescimento é, em média, de quatro anos.
   
A queda de alguns fios ao lavar ou pentear é normal, perdemos cerca de 100 fios por dia. É preciso, sim, prestar atenção quando houver aumento significativo da quantidade de fios que caem. Nesse caso, procure um dermatologista.
   
O fio é composto principalmente por queratina, proteína que possui alta concentração de cisteína – aminoácido responsável pela elasticidade e flexibilidade do cabelo. A camada externa é a cutícula, composta por camadas de células de queratina sobrepostas como escamas, é transparente e tem como função proteger o córtex contra agressões externas, além de manter a maciez e o brilho dos cabelos. O córtex é a parte mais importante do fio de cabelo, sendo responsável por sua elasticidade e resistência. Sua estrutura é composta por queratina, cuja composição tem muitos aminoácidos, entre eles a cisteína, responsável pelas pontes de enxofre, que ligam de maneira consistente a queratina à estrutura do fio. No interior do córtex, dentro das células queratinizadas, está a melanina – proteína responsável pela cor dos fios. A camada mais interna do cabelo é a medula. Seu canal pode estar vazio ou preenchido por queratina esponjosa. Ao sofrer impacto por produtos químicos agressivos pode quebrar até desaparecer.
   
Cabelos bonitos possuem cutícula íntegra e saudável, ou seja, suas escamas se mantêm encaixadas de forma perfeita para envolver a haste capilar, que é a parte visível do fio. Quando a cutícula é agredida, ela racha e se desprega, formando as pontas duplas. O cuidado diário é muito importante e envolve a escolha de produtos adequados ao tipo de cabelo, sempre com atenção para os que possuem aprovação dos órgãos de saúde, como a Anvisa.
   
Os xampus são formulações que contêm substâncias que limpam os fios e couro cabeludo, evitando dermatites, caspa e infecções por fungos e bactérias. Hoje há produtos com funções mais complexas, como aumentar ou diminuir o volume, restaurar e facilitar o ato de pentear.
   
Os indicados para cabelos oleosos possuem mais componentes de limpeza, enquanto os formulados para cabelos secos apresentam mais elementos condicionadores. Existem os que contêm agentes anti-caspa, vitaminas e hidratantes. O ideal é a pelo menos cada 15 dias, lavar os cabelos com um xampu anti-resíduo para eliminar produtos que se acumulam nos fios, deixando-os com aspecto pesado. Também é interessante alternar pelo menos dois tipos de xampus.
   
Existem ainda os condicionadores. Ricos em proteínas, eles têm como função devolver a gordura natural perdida durante a lavagem. Também devem deixar os cabelos fáceis de pentear e restaurar a uniformidade dos fios agredidos química ou mecanicamente. Dê preferência aos que são feitos com extratos de substâncias naturais, como jojoba, ou enriquecidos com proteínas. Por último, protegem os fios da fricção, diminuindo a eletrostática.
   
Uma causa comum da fragilidade dos fios é o uso do secador em alta temperatura. O aquecimento provoca a evaporação da água natural dos fios, enfraquecendo-os. Muitas pessoas têm dúvida se as substâncias modeladoras, como gel e fixador sem álcool, causam danos. Esses produtos não prejudicam e, quando são de boa qualidade, não provocam queda de cabelo.
   
Colorir os cabelos é uma das mudanças visuais mais praticadas pelas mulheres. Com mais tinturas sofisticadas e de melhor qualidade à mão, praticamente não há risco de ocorrer queda em função desse procedimento. Existem duas técnicas básicas para colorir os fios: tintura temporária e permanente. Na primeira, usa-se tonalizante – um tipo de xampu, indicado para realçar o tom natural do cabelo e esconder os fios brancos. Essa tintura, dura em média 20 lavagens e não possui produtos em sua formulação que abram as escamas do cabelo. Já a tintura permanente é a que em geral tem amônia e água oxigenada na fórmula para que possa alterar a cor original do fio. Como tem duração mais longa e é mais agressiva, deve ser aplicada por um profissional.
   
Alisamento, relaxamento e permanente são processos químicos semelhantes na sua origem. Todos alteram a forma original das hastes, que é determinada pelas pontes químicas de hidrogênio e enxofre, responsáveis naturais pela distribuição da queratina dentro do cabelo. Ao alterar essa forma para alisar um cabelo encaracolado ou encaracolar um cabelo liso, usa-se um produto que abre a cutícula. Em seguida, é aplicado outro que quebra as pontes de enxofre. Logo após, posiciona-se o cabelo na forma desejada e neutraliza-se a substância para estabilizar os fios, que ficarão lisos ou cacheados até que essas pontes químicas se refaçam.
   
Uma forma rápida de obter o mesmo resultado é usar produtos que aplicam calor nos fios, como a chapinha larga para alisar e a estreita para enrolar. O aquecimento local quebra as pontes de hidrogênio, que são mais fracas e mantêm a modelagem desejada até o cabelo ser lavado novamente.
   
Nos dois casos. A haste sofre, pois não há como evitar a desidratação dos fios. É por isso que os cabelos modificados quimicamente são mais desidratados e devem ser submetidos a banhos com cremes hidratantes pelo menos uma vez por semana.
 
    Dicas para o cuidado diário 
  • Use sempre xampu e condicionador adequados ao seu tipo de cabelo: oleoso, normal, seco, misto, colorido etc.
  • Não use xampu demais nem o coloque diretamente sobre a cabeça. Espalhe-o nas mãos e só depois esfregue-o nos fios e no couro cabeludo, com a ponta dos dedos (nunca com as unhas). O excesso do produto pode provocar irritação, enfraquecimento da raiz, descamação e até queda.
  • Enxágüe bem os cabelos para retirar o excesso de xampus e condicionadores e use um xampu anti-resíduos uma vez por semana. O produto elimina impurezas e os resíduos de produtos cosméticos que se depositam nos fios, roubando o brilho.
  • Nunca tome banho de água quente, pois ela abre as cutículas do fio. Prefira água morna ou fria. Se puder, dê a última enxaguada com água fria. A água fria ajuda a fechar as cutículas e devolve o brilho dos cabelos.
  • Depois de lavar os cabelos, utilize um produto leave-in que intensifica o tratamento dos produtos hidratantes.
  • Antes de usar o secador retirar o excesso de água com uma toalha, apenas espremendo os fios. Depois trabalhe com o secador a uns 15 centímetros dos fios, em temperatura mínima ou média. Produtos específicos para proteger o cabelo do calor também ajudam evitar que os fios fiquem quebradiços.
  • Evite ar condicionado, pois deixa o cabelo ressecado e, conseqüentemente, mais frágil, retirando o brilho natural. Para formar uma barreira de proteção aos fios, aplique algumas gotinhas de silicone que ajuda também a selar as pontas duplas.
  • Evite passar as mãos nos cabelos constantemente, principalmente nos oleosos.
  • A alimentação é um fator muito importante para manter a beleza dos fios. Procure comer alimentos protéicos - como carnes, leite e ovos - e os ricos em vitaminas do complexo B (presentes em cereais integrais, peixes, frutos do mar e vegetais folhosos), pois eles ajudam a nutrir o couro cabeludo.
  • Proteja os cabelos do sol. Use chapéu e mantenha-os hidratados. 
 
Existe algum produto que ajude a retardar o surgimento de fios brancos?
Existem alguns produtos no mercado com essa proposta, mas ainda não existem evidências científicas suficientes que comprovem de fato sua funcionalidade
Produtos Anti-Idade
O creme anti-idade é mais importante do que o filtro solar? 
Os dois são importantes e devem ser adotados na rotina de cuidados diários com a pele. O uso adequado do protetor solar diariamente, previne o envelhecimento e o aparecimento de manchas. Sabe-se que cerca de 70% do dano solar acumulado na pele ao longo da vida, vem da exposição solar do dia a dia. Na praia/piscina os cuidados devem ser redobrados, recomenda-se evitar os horários críticos de exposição (10-16h), re-aplicar o protetor de 2/2h e sempre que entrar na água. O uso do protetor solar previne o envelhecimento e também o câncer de pele, que é o tipo de câncer mais incidente no nosso país. Os cemes anti-idade também devem ser utilizados diariamente, tanto para reverter danos já estabelecidos, quanto para previnir a degeneração que ocorre com a idade.
Sempre é bom usar o anti-idade depois da maquiagem?
Os creme anti-idade devem preferencialmente ser utilizados pela manhã, antes da aplicação do protetor solar e da maquiagem e à noite ao deitar. Geralmente combinamos diferentes princípios para obter efeito somatórios e potencializar os resultados.
Pessoas de qualquer idade devem usar cremes anti-idades para prevenir rugas? Em que faixa etária o cuidado passa da prevenção para a correção?
Cremes anti-idade devem ser utilizados quando os primeiros sinais de envelhecimento começam aparecer, o que ocorre de forma variável, dependendo do tipo de pele (fototipo) e dos hábitos de vida desde a infância (exposição ao sol, alimentação, tabagismo). Pacientes de pele clara, que se expuseram ao sol de maneira significativa ao longo da infância/adolescência, geralmente apresentam snais de envelhecimento precocemente, por volta dos 25-30 anos. Já pacientes negros e orientais, pelas próprias condições determinadas geneticamente, iniciam o processo de envelhecimento mais tardiamente, por volta dos 35-40 anos. Alguns produtos podem ser utilizados para prevenção do envelhecimento antes que os processos relacionados ao mesmo se iniciem. O tratamento deve ser indicado pelo dermatologista de forma individualizada e específica.

Os cremes anti-idade oferecem resultados similares ao tratamento com botox?
Não, nenhum creme até hoje desenvolvido consegue promover na pele os mesmos resultados obtidos com a aplicação da toxina botulínica, embora muitos prometam isso. A toxina botulínica age bloqueando a condução neural na placa motora, com isso promove paralisia do músculo tratado, minimizando as rugas dinâmicas. Os produtos de uso tópico não conseguem atingir de forma tão efetiva esse resultado
 
Posso usar o mesmo creme anti-idade do rosto no pescoço?
Depende do creme. A pele do pescoço é mais sensível e reativa que a pele da face, pois possui um menor número de glândulas sebáceas. Portanto, alguns cremes destinados para o tratamento da face, geralmente os que tem ácidos na sua formulação, podem desencadear reações na pele do pescoço, devendo ser evitados nessa região.

Tenho que usar um creme específico ao redor dos olhos?
Sim, a pele da área dos olhos é mais fina e sensível que o restante da face, por esse motivo, os cremes para área dos olhos são desenvolvidos com concentrações e princípios diferentes, específicos para essa área.

Posso usá-lo em qualquer hora do dia?
Tudo depende do tipo de creme, dos princípios e finalidade. Alguns devem ser usados pela manhã e outros à noite.

Os cremes anti-idade são indicados para todos os tipos de pele?
Não, algumas substâncias presentes nos cremes anti-idade não podem ser utilizadas em todos os tipos de pele. O dermatologista avalia as características da pele e determina qual o princípio ativo, tipo de formulação (gel, creme, sérum etc) e combinação melhor atendem as necessidades do paciente. Assim sendo, o tratamento será efetivo e seguro, sem colocar em risco a saúde da pele.

Existe um modo ideal de aplicação de sérum anti-idade? Como deve ser feito?
O sérum, assim como o creme, deve ser aplicado na pele nos horários adequados ao tipo de formulação e objetivo específico que se almeja. Podendo ser aplicado pela manhã, antes do protetor solar, ou à noite, dependendo da composição que apresenta.
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