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Alergias

Alergia aos Cosméticos
As alergias a determinados cosméticos podem aparecer, mesmo após anos de uso? O prazo de validade pode ser o responsável por alguns casos de alergia?
Sim, a sensibilização pode ocorrer ao longo da vida e a alergia pode se manifestar em qualquer momento, independentemente da idade. O indivíduo pode usar durante muito tempo um determinado produto e não apresentar reação alguma, até que em um certo momento, após ter ocorrido sensibilização do sistema imunológico, aparece a reação alérgica. Quanto mais intensa e extensa for à exposição aos produtos químicos, maiores a chances de sensibilização. Portanto, quanto mais produtos forem utilizados ao longo da vida, principalmente os de qualidade duvidosa, maior é a possibilidade do desenvolvimento de alergia. Produtos com prazo de validade vencido também podem desencadear alergias, por isso jogue-as imediatamente no lixo. Crianças não devem usar maquiagens e cosméticos de adultos, pois serão expostas precocemente a esses antígenos, além de apresentarem uma pele mais fina e sensível, aumentando as chances de se tornarem adultos alérgicos.
 
Quais os cosméticos que costumam apresentar mais alergias à pele? Quais as reações adversas mais comum?
Apesar da ampla utilização dos cosméticos, que cresce de forma exponencial, principalmente devido ao aumento da busca pela beleza, os eventos adversos sérios não são frequentes. Estima-se que reações leves, como coceira, ardor ou ressecamento, podem ocorrer em mais de 10% da população adulta. O vasto uso de cosméticos e a falta de uma regulamentação precisa fazem com que seja difícil descobrir detalhadamente todos os componentes das formulações.
A dermatite de contato por irritação é a reação adversa mais comum a cosméticos. Produtos para a limpeza da pele, tais como sabonetes, xampus e desodorantes são os irritantes mais importantes, talvez por serem utilizados com maior frequência e de forma cumulativa. Pacientes que apresentam alteração da camada mais superficial da epiderme (camada córnea), como os atópicos e os idosos, são mais predispostos a ter reações irritantes devidas aos cosméticos.
Coceira, vermelhidão, inchaço, descamação e até mesmo saída de secreção no local de contato com a substância sinalizam alergia. Em casos mais intensos, a reação pode se extender para outros locais, como lábios e área dos olhos, mesmo que não tenham sido o local inicial de contato. A observação da correlação do uso do produto com o aparecimento de vermelhidão, coceira, descamação e inchaço nos leva ao diagnóstico. Testes de contato específicos podem ser feitos para identificar a substância exata que está desencadeando a reação. Diante dessas manifestções, é fundamental que o paciente procure um dermatologista, que então indicará investigação e tratamento adequados.
Além dos sinais e sintomas típicos de inflamação, como vermelhidão, inchaço e formação de pequenas bolhas (vesículas), uma irritação subjetiva pode ocorrer. Trata-se de uma resposta não inflamatória aos produtos aplicados na pele. Esta resposta é caracterizada por uma reação sensorial, com ardor, queimação, coceira, mas sem alterações cutâneas visíveis. Isto é o que pode-se chamar de "pele sensível". Esta reação é conhecida por dermatite de contato sensorial ou subjetiva ou, ainda, síndrome da intolerância a cosméticos. A queixa sensorial se restringe à face. O paciente reclama de reações no rosto, mas consegue utilizar o mesmo produto no resto do corpo. Algumas substâncias que podem desencadear a pele sensível são: ácido benzóico, ácido cinâmico, emulsificantes não-iônicos, laurilssulfato de sódio, bronopol, ácido lático, propilenoglicol, uréia e ácido sórbico.
Vários componentes de cosméticos podem ser alergênicos, mas as fragrâncias são a principal causa de alergia a cosméticos. Formam um grupo de mais de 3.000 substâncias que são usadas numa ampla variedade de produtos, incluindo os chamados "sem perfume", com o intuito de disfarçar odores indesejados de alguns componentes da formulação. Entre as substâncias utilizadas nos testes de contato para identificar o agente causador das dermatites, a mais frequentemente positiva é a resina tonsilamina/formaldeído, presente nos esmaltes de unhas e causa de eczemas principalmente nas pálpebras e região do pescoço, mas raramente afetando a região ao redor das unhas. Em estudo realizado, a positividade à tonsilamina chegou a 70,7%.
Uma vez que ocorra suspeita de reação alérgica, é necessário que o uso do produto seja prontamente suspenso. Contatos subsequentes poderão desencadear reações mais intensas. Lavar a área afetada com água e sabonete neutro (os destinados a bebês são uma opção) e fazer compressas com água filtrada gelada, pode aliviar os sintomas. Procure então um dermatologista para que seja feito diagnóstico adequado e indicado tratamento específico. O uso de pomadas, cremes e outras substâncias inadequadas, pode agravar o problema e mascarar o quadro clínico, portanto, não é recomendado
 
Qual a parte do corpo mais sensível ao uso de cosméticos?
As áreas mais sensíveis são aquelas que tem a pele mais delgada e com menos anexos cutâneos, como as pálpebras, pescoço e lábios. A dermatite de contato costuma ser mais frequente nas áreas mais expostas aos cosméticos - rosto e mãos, mas pode ocorrer em qualquer local do corpo.

Os esmaltes podem ser considerados os vilões quando o assunto é alergia a cosméticos? O formaldeído é um componente que mais provoca alergia?
Aproximadamente 10% da população possui alergia ao esmalte. Pode-se desenvolver alergia ao cosmético, sem aviso prévio, mesmo que nunca tenha tido sintomas. Como qualquer alergia, pode surgir de uma hora para outra, em qualquer etapa da vida e em qualquer indivíduo.
As três substâncias tóxicas presentes dos esmaltes que apresentam maior potencial alergênico são: tolueno, formaldeído e dibutyl phthalate (DPB). No entanto algumas mulheres tem sensibilidade à outros componentes da fórmula, como por exemplo corantes e resinas. Por isso, é importante saber exatamente qual substância presente na formulação de um esmalte é causadora da sua alergia.
Os esmaltes hipoalergênicos são livres de tolueno, formaldeído, dibutyl phthalate (DPB) e de várias outras que têm potencial de causar uma reação alérgica. A quantidade de substâncias retiradas da fórmula varia de marca para marca.  Tudo o que traz hipoalergênico na descrição quer dizer que é formulado de modo a minimizar possíveis reações. Por isso, se você não sabe qual componente químico lhe causa alergia, o melhor é usar um esmalte hipoalergênico. 
O tolueno é um solvente encontrado na fórmula dos esmaltes para unhas com a função principal de melhorar a aplicação e proporcionar secagem rápida. O formaldeído está presente na resina do esmalte. A função da resina é dar a aderência e a durabilidade ao produto. Já o dibutyl phthalate  (DBP) é um plastificante utilizado para proporcionar maior durabilidade ao esmalte. Esse componente químico foi banido de cosméticos, inclusive de esmaltes, em toda a Europa. Os efeitos mais comuns da exposição ao dibutyl phthalate  são: irritação nos olhos, pele e sistema respiratório. Nos EUA, Canadá e alguns países da Europa, o formaldeído é proibido.

Em se tratando de alergia a esmaltes, muitas vezes os sintomas da alergia não aparecem ao redor das unhas, e sim nas pálpebras, bochechas e pescoço. Por que isso acontece?
Algumas pessoas possuem hipersensibilidade ao contato com determinadas substâncias e desenvolvem uma reação alérgica de caráter imunológico, quando entram em contato com esses agentes que, em geral, causam pouca irritação nos outros. Os principais sintomas são coceiras e vermelhidão no rosto, pescoço e mãos. Além de edema (inchaço) nas pálpebras e descamação e edema nos dedos e cutículas. O tolueno, o formaldeído e alguns pigmentos e conservantes presentes na composição dos esmaltes são os principais desencadeadores das reações de hipersensibilidade.
 
No que tange a maquiagem, quais os tipos de alergias elas podem provocar?  Quais as mais indicadas para evitar esse tipo de problema?
A alergia à maquiagem pode ser causada por vários componentes presentes nas fórmulas dos produtos, como o óxido de ferro (também conhecido como pó de alumínio), responsável por dar cor, os conservantes, que, como o próprio nome já diz, fazem os produtos durararem mais tempo, ou até mesmo pelas fragrâncias que alguns produtos possuem. Nesse caso, se for possível identificar a substância causadora da reação, suspender o uso e procurar por produtos que não as contenham, é a solução. Infelizmente, não existe cura: o jeito é substituir. Os bons produtos são feitos com matéria-prima de qualidade e são testados dermatologicamente, o que os torna mais caros. Assim sendo, produtos muito baratinhos devem ser evitados, pois mais provavelmente desencadearão reações alérgicas. Maquiagem vencida também não deve ser utilizada.
A tendência à alergia cutânea é herdada geneticamente. indivíduos que possuem história pessoal ou familiar de alergia respiratória (rinite / asma), dermatite atópica e/ou dermatite de contato, possuem maior predisposição. Quem tem alergia a uma substância, possui maior possibilidade de ter alergia a outras. Crianças que são expostas precocemente à maquiagem, cosméticos e demais produtos destinados aos adultos, possuem maiores chances de se tornarem adultos alérgicos. Quem tem esse histórico, deve optar por produtos hipoalergênicos, que são isentos das substâncias que mais comumente desencadeiam reações alérgicas em peles sensíveis e são testados dermatologicamente. Maquiagem mineral também é uma boa opção para quem tem antecedente de alergia, pois possui menos química (corantes / conservantes), e, consequentemente, menor potencial alergênico.
Existem casos em que até os produtos hipoalergênicos podem causar irritações. É muito importante retirar bem a maquiagem da pele, quanto maior o tempo de exposição da pele à substância, maior é a chance de ocorrência de alergia. Se perceber que ao passar a maquiagem a sua pele coça ou fica avermelhada, não hesite - suspenda imediatamente o uso do produto e não use novamente. Algumas pessoas quando entram em contato novamente com o alérgeno tem uma reação mais intensa que a anterior. 

Pincéis, esponjas e aplicadores também podem provocar alergia se não forem limpos adequadamente?
Não limpar os pincéis da forma adequada, deixando acúmulo de resíduos de maquiagem e da própria pele, bem como guarda-los úmidos, pode predispor a proliferação de bactérias e fungos. Os pincéis utilizados para itens líquidos ou cremosos, como base e corretivo, são mais suscetíveis à contaminação, por conta da umidade; mas isso não significa que os pincéis de pó, blush e sombra (com textura em pó) não precisem ser lavados.
Doenças infecciosas como herpes, impetigo, conjuntivite e foliculite, podem ser transmitidas através do uso de pincéis contaminados, tanto próprios, quanto de terceiros. Por esse motivo, é preciso ter muita atenção ao fazer maquiagens em salões e estúdios, devemos sempre prestar atenção na higiene do ambiente e verificar se os pincéis e esponjas estão limpos, de preferência, os mesmos devem ser de uso individual e descartáveis. Compartilhar esses itens não é recomendado, a pele contém uma série de microorganismos e resíduos, somando-se ao fato de muitas vezes os pincéis ficarem em locais abafados e não serem limpos de forma e na frequência adequadas, assim, o risco de contaminação e transmissão de doenças é grande. As alergias podem ter sua incidência aumentada se os instrumentos ficarem muito tempo sem serem limpos. Acumulam-se materiais que tem sua composição química alterada por não estarem na embalagem adequada e encontrarem-se em condições não ideais. Uma mistura de diferentes substâncias químicas modificadas, que pode desencadear reações alérgicas e irritar a pele, levando ao aparecimento de coceira, ardência e vermelhidão.

Qual o teste as mulheres podem fazer para saber se um determinado cosmético pode provocar alergia?
Uma maneira de descobrir se a pele apresenta ou não reação alérgica ao cosmético é passar um pouco do produto atrás da orelha - perto do pescoço -, deixar algumas horas e observar se o local fica avermelhado ou se coça.
        
A compra de produtos de qualidade pode evitar o surgimento de alergia?
Sim. Produtos hipoalergênicos de marcas consagradas e por recomendação de dermatologistas são seguros e podem ser utilizados inclusive por mulheres que apresentam reações alérgicas. O ideal é evitar maquiagem e cosméticos muito baratos e de marcas desconhecidas. Produtos de qualidade e que são testados dermatologicamente apresentam um custo mais elevado, mas podem livrar o paciente de problemas futuros e gastos adicionais com tratamentos.
 
Dermatite de Contato
O que é?
A dermatite de contato é uma reação inflamatória que ocorre na pele devido à exposição a um componente que causa irritação ou alergia. Erupção cutânea, coceira, vermelhidão e descamação são sintomas comuns, mas não é contagiosa ou oferece risco de vida. Pode aparecer logo na primeira vez em que entramos em contato com o componente; ou após algum tempo de contato. O fato de ser agudo ou crônico se dá pelo tempo de duração da doença: mais de 6 semana, agudo e menos de 6 semanas crônico. O fato de um primeiro contato já dar lesão, é a dermatite de contato por irritante primário; quando precisa de mais de uma exposição – dermatite de contato alérgica.
Algumas causas comuns de dermatite de contato são sabonetes, detergentes, cosméticos, perfumes, bijuterias ou até mesmo plantas. Algumas ocupações que envolvem exposição a substâncias químicas podem desencadear dermatite de contato.
O tratamento da dermatite de contato bem sucedido consiste basicamente em identificar o que está causando a reação. Se você pode evitar o agente agressor, a erupção geralmente se resolve. Medidas como compressas úmidas e cremes com propriedades antinflamatórias podem ajudar a acalmar a pele e reduzir a inflamação.

Tipos
Dermatite irritativa
A dermatite de contato irritativa é o tipo mais comum. Essa reação ocorre quando a pele entra em contato com uma substância que desencadeia irritação por ação direta. Dermatite irritativa deixa a pele seca, vermelha e áspera. Fissuras podem se formar nas mãos. Geralmente há pouca coceira e mais sensação de dor e queimação.
Agentes causadores mais comuns incluem solventes químicos, cosméticos desodorantes com cloreto de alumínio e inseticidas. As regiões mais comumente acometidas são mãos, dedos e face.
A gravidade da dermatite de contato irritativa depende do tempo de exposição e da capacidade agressora da substância.

Dermatite alérgica
Já a dermatite de contato alérgica ocorre quando uma substância à qual você é sensível (alérgeno) desencadeia uma reação imunológica. Dermatite de contato alérgica produz uma erupção vermelha e às vezes bolhas quando grave. Alérgenos mais comuns incluem borracha natural, metais como níquel, bijuterias, perfumes, cosméticos, tinturas de cabelo e plantas.
Você pode tornar-se sensível a um alérgeno forte, como a hera venenosa, após uma única exposição. Alérgenos mais fracos pode exigir múltiplas exposições ao longo de vários anos para desencadear uma alergia. Depois de desenvolver uma alergia a uma substância específica, no entanto, você vai ser alérgico para a vida toda. A exposição ao mesmo agente, mesmo que em pequena quantidade, vai provavelmente provocar uma reação.
Algumas substâncias podem causar dermatite de contato alérgica somente depois que você aplicou-as e, em seguida, se expos à luz solar (dermatite de contato fotoalérgica). Causas comuns incluem certos ingredientes em protetores solares e algumas pomadas contendo fármacos anti-inflamatórios não-esteróides.
Alguns medicamentos orais, como a hidroclorotiazida, também podem causar uma reação da pele desencadeada pela luz do sol. Esta reação pode ser semelhante à dermatite de contato fotoalérgica, mas é geralmente chamada de "fotossensibilidade". É causada por um mecanismo diferente do que é a dermatite de contato.

Causas
Algumas substâncias podem ser tanto alérgenas quanto irritantes. As causas mais comuns da dermatite de contato são: 
  • Níquel, um metal muito utilizado em brincos e outras bijuterias, relógios, zíperes e fechos de roupas, bobes de cabelo e moedas;
  • Hera venenosa, que contêm um óleo fortemente alergênico (urushiol);
  • Castanha de caju, que contêm uma substância quimicamente semelhante ao urushiol encontrado em hera venenosa;
  • Antibióticos, anti-histamínicos ou antissépticos aplicados na pele;
  • Fragrâncias ou aromas;
  • Detergentes fortes ou sabonetes;
  • Produtos para limpeza de pele;
  • Maquiagem e outros cosméticos;
  • Desodorante;
  • Roupas ou sapatos;
  • Produtos de limpeza doméstica;
  • O formaldeído e outros produtos químicos;
  • Látex
  • Joias 
A dermatite de contato ocupacional pode ocorrer quando você está exposto a alérgenos ou irritantes no trabalho. A exposição frequente a produtos químicos, óleos, combustíveis, corantes, agentes de limpeza, cimento molhado, solventes industriais ou poeira (por exemplo, pó de cimento, serragem ou pó de papel) pode levar a dermatite de contato ocupacional.

Sintomas
Sintomas da dermatite de contato podem variar se ela for alérgica ou irritativa. No entanto, os sinais mais comuns são:
  • Erupção cutânea ou inchaços;
  • Vermelhidão;
  • Coceira, que pode ser grave;
  • Rachaduras e manchas vermelhas secas, que podem se assemelhar a uma queimadura;
  • Bolhas e crostas em reações graves;
  • Erupção cutânea limitada a uma área exposta - por exemplo, diretamente sob uma pulseira;
  • Dor ou sensibilidade 
A dermatite de contato geralmente ocorre em áreas do corpo que foram diretamente expostas - por exemplo, um brinco que desencadeia alergia na orelha. Mas algumas reações não se correlacionam exatamente com áreas de contato direto. Por exemplo, você pode aplicar uma loção por todo o seu rosto e apenas algumas áreas sofrerem reação.
Se você desenvolveu sensibilidade a algum agente alérgeno, pode ser que na próxima vez que você entre em contato com ele tenha uma reação nas mesmas afetadas pela exposição original ou então em mais partes do corpo.
 
Buscando ajuda médica
Consulte o médico se:
  • A alergia está desconfortável ao ponto de você perder o sono ou atrapalhar sua rotina;
  • Está sentindo dor na área afetada;
  • Você suspeita de estar sofrendo uma infecção;
  • Você já tentou medidas de autocuidado e não obteve sucesso;
  • Você suspeita de dermatite ocupacional.

Na consulta médica 
Como as consultas costumam ser breves e há muitas informações e perguntas para esclarecer, é uma boa ideia estar bem preparado. Aqui estão algumas informações para ajudar no diagnóstico mais rápido:
 
  • Anote quaisquer sintomas que você está enfrentando, inclusive os que podem parecer sem relação com o motivo pelo qual você agendou a consulta.
  • Anote as informações pessoais importantes, incluindo quaisquer tensões principais ou mudanças de vida recentes.
  • Faça uma lista de todos os medicamentos, bem como de quaisquer vitaminas ou suplementos que você está tomando.
 
Diagnóstico
A chave para o sucesso do tratamento da dermatite de contato é identificar o que está causando os sintomas. Os médicos contam com duas estratégias principais para determinar a causa:
 
  • Exame físico completo e análise de histórico de saúde: o médico pode ser capaz de diagnosticar a dermatite de contato e identificar a sua causa conversando com você sobre seus sintomas e coletando pistas para descobrir o culpado. Examinando sua pele para observar o padrão e a intensidade de sua reação.
  • Teste de alergia ou hipersensibilidade. Se a causa da sua erupção não é aparente a partir de seus sintomas ou se a sua erupção se repete muitas vezes, o médico pode recomendar testes de alergia. Durante o exame, pequenas quantidades de alérgenos potenciais são aplicados em adesivos, que são então colocados em sua pele. Eles permanecem na pele por dois dias antes do médico avaliar a resposta. Se você é alérgico a uma determinada substância, você desenvolve uma elevação ou uma reação na pele logo abaixo do adesivo.

Tratamento
No momento do contato, lave o local com água corrente, de forma a não deixar nenhum vestígio do agente alérgeno ou irritante em sua pele.
Evitar o agente que causa dermatite de contato é a chave para a prevenção. Você deve identificar o que está motivando esses sintomas e eliminar a exposição. Pode demorar duas a quatro semanas para a reação que aconteceu na sua pele passar.
Nos casos leves a moderados, medidas como o uso de cremes contendo corticosteróides ou a aplicação de compressas úmidas pode ajudar a aliviar a vermelhidão e coceira. Em casos graves, o médico pode prescrever corticosteroides orais para reduzir a inflamação, ou recomendar anti-histamínicos para aliviar a coceira intensa.

Convivendo com/prognóstico
Não aplique nenhum tipo de produto sem o conhecimento do seu dermatologista. Algumas substâncias podem agravar a reação inflamatória já existente.
Compressas frias e úmidas podem ajudar. Deixe alguns panos de molho na água fria e repouse-os sobre a pele, para aliviar a coceira e vermelhidão.
Evite coçar sempre que possível. Corte as unhas e use luvas de algodão à noite. Se você não consegue controlar a coceira, cubra a área com um curativo e ataduras. Tomar um banho fresco também ajuda.
Use roupas de textura fina de algodão. Isso irá ajudá-lo a evitar a irritação.
Escolha sabonetes neutros, sem corantes ou perfumes. Certifique-se de retirar o sabão completamente do seu corpo após o banho e aplique um hidratante (indicado pelo dermatologista) após se secar.

Complicações possíveis
A dermatite de contato pode levar às seguintes complicações, especialmente quando a coceira e irritação são graves ou persistentes:
 
  • Neurodermatite circunscrita: também chamada de líquen simples crônico, essa condição da pele é caracterizada por coceira crônica e descamação. Ela começa com sintomas semelhantes aos da dermatite de contato, mas a coceira faz com que a área fique ainda mais irritada, aumento a vontade de coçar. Este ciclo de coceira crônica pode afetar a pele, deixando-a sem cor, espessa ou coureácea.
  • Infecção bacteriana ou fúngica da pele: Coceira intensa e prolongada pode incentivar a concentração de líquidos no local, criando um ambiente hospitaleiro para bactérias ou fungos.

Prevenção
Prevenir a dermatite de contato significa evitar o contato com substâncias que desencadeiam uma reação. Estratégias gerais de prevenção incluem:
 Tente identificar e evitar substâncias que irritam a pele ou causam uma reação alérgica.
  • Lave e enxágue a pele o mais rápido possível caso entre em contato com uma substância irritante. Use um sabonete neutro e, ao enxaguar a área, certifique-se de que eliminou completamente o sabonete do seu corpo.
  • Use luvas de proteção durante as tarefas domésticas. As luvas podem ajudá-lo a evitar o contato com produtos de limpeza e outros produtos de uso doméstico.
  • Escolha produtos sem perfume para lavar roupas, toalhas e roupa de cama. Também tente usar o ciclo de lavagem extra em sua máquina de lavar.
  • Use roupas ou luvas de proteção no trabalho. Se seu trabalho o expõe a agentes potencialmente irritantes, é importante para proteger sua pele.
  • Use hidratante. Isso pode ajudar a restaurar a camada mais externa da pele e manter a pele macia. No entanto, certifique-se de que a fórmula não contém substâncias ou fragrâncias potencialmente irritantes. O produto deve preferencialmente ser indicado pelo dermatologista.
Sensibilização Cutânea – Importância da Utilização de Produtos Adequados
Os produtos hipoalergênicos são indicados para prevenir alergia (vermelhidão, coceira, descamação), principalmente em quem tem antecedentes de reações cutâneas. Os cosméticos hipoalergênicos são livres de substâncias conservantes - como o parabeno, a isotiazolinona e o fenoxietanol -, principais responsáveis pelas reações alérgicas desencadeadas por produtos de higiene e beleza.

O objetivo da formulação é oferecer proteção eficiente sem prejudicar a saúde. Os princípios ativos utilizados são de qualidade diferenciada, como substâncias neutras e naturais.

Existem inúmeros produtos hipoalergênicos disponíveis no Brasil: maquiagens, cremes, protetores solares, esmaltes, desodorantes etc. Mulheres e homens com pele sensível precisam ter o máximo de cuidado ao adquirir um novo cosmético de beleza ou higiene para que não ocorra dermatite de contato. Com fórmulas especiais, produtos hipoalergênicos e antialérgicos são os mais indicados no combate a esse tipo de irritação. Para não ficar confuso na hora da compra, é preciso ficar atento à indicação no rótulo de itens como cremes hidratantes, antitranspirantes e sabonetes.

Produtos hipoalergênicos de marcas consagradas e por recomendação de dermatologistas são seguros e podem ser utilizados inclusive por mulheres que apresentam reações alérgicas. O ideal é evitar produtos muito baratos e de marcas desconhecidas. Produtos de qualidade e que são testados dermatologicamente apresentam um custo mais elevado, mas podem livrar o paciente de problemas futuros e gastos adicionais com tratamentos.

A sensibilização pode ocorrer ao longo da vida e a alergia pode se manifestar em qualquer momento, independentemente da idade. O indivíduo pode usar durante muito tempo um determinado produto e não apresentar reação alguma, até que em um certo momento, após ter ocorrido sensibilização do sistema imunológico, aparece a reação alérgica. Quanto mais intensa e extensa for a exposição a produtos químicos, maiores a chances de sensibilização. Portanto, quanto mais produtos forem utilizados ao longo da vida, principalmente os de qualidade duvidosa, maior é a possibilidade do desenvolvimento de alergia.

Maquiagens com prazo de validade vencido também podem desencadear alergias, por isso não devem ser utilizadas. Crianças não devem usar maquiagens e cosméticos de adultos, pois serão expostas precocemente a esses antígenos, além de apresentarem uma pele mais fina e sensível, aumentando as chances de se tornarem adultos alérgicos.

A alergia à maquiagem pode ser causada por vários componentes presentes nas fórmulas dos produtos, como o óxido de ferro (também conhecido como pó de alumínio), responsável por dar cor, os conservantes, que, como o próprio nome já diz, fazem os produtos durararem mais tempo, ou até mesmo pelas fragrâncias que alguns produtos possuem. Nesse caso, se for possível identificar a substância causadora da reação, suspender o uso e procurar por produtos que não as contenham, é a solução.     Infelizmente, não existe cura: o jeito é substituir. Os bons produtos são feitos com matéria-prima de qualidade e são testados dermatologicamente, o que os torna mais caros. Assim sendo, produtos muito baratinhos devem ser evitados, pois mais provavelmente desencadearão reações alérgicas.

A tendência à alergia cutânea é herdada geneticamente. indivíduos que possuem história pessoal ou familiar de alergia respiratória (rinite / asma), dermatite atópica e/ou dermatite de contato, possuem maior predisposição. Quem tem alergia a uma substância, possui maior possibilidade de ter alergia a outras. Crianças que são expostas precocemente à maquiagem, cosméticos e demais produtos destinados aos adultos, possuem maiores chances de se tornarem adultos alérgicos. Quem tem esse histórico, deve optar por produtos hipoalergênicos, que são isentos das substâncias que mais comumente desencadeiam reações alérgicas em peles sensíveis e são testados dermatologicamente. Maquiagem mineral também é uma boa opção para quem tem antecedente de alergia, pois possui menos química (corantes / conservantes), e, consequentemente, menor potencial alergênico. As alergias a maquiagens tendem a ser hereditárias, mas isso não significa que as mulheres longe deste perfil estejam imunes às reações da pele. Uma maneira de descobrir se a pele apresenta ou não reação alérgica a maquiagens é passar um pouco do produto atrás da orelha - perto do pescoço -, deixar algumas horas e observar se o local fica avermelhado ou se coça.

Existem casos em que até os produtos hipoalergênicos podem causar irritações. É muito importante retirar bem a maquiagem da pele, quanto maior o tempo de exposição da pele à substância, maior é a chance de ocorrência de alergia. Se perceber que ao passar a maquiagem a sua pele coça ou fica avermelhada, não hesite - suspenda imediatamente o uso do produto e não use novamente. Algumas pessoas quando entram em contato novamente com o alérgeno tem uma reação mais intensa que a anterior.
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