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Acne

5 Alimentos que Podem Causar Acne
A acne é uma condição comum da pele que afeta quase 10% da população mundial. Muitos fatores contribuem para o seu desenvolvimento, incluindo a produção de sebo e queratina, bactérias, hormônios, poros obstruídos e inflamação.

A ligação entre dieta e acne tem sido controversa, mas pesquisas recentes mostram que a dieta pode desempenhar um papel significativo no desenvolvimento da condição.

Os 5 alimentos mais relacionados com a acne, de acordo com a literatura científica são:

1) Carboidratos refinados:

• Pão, macarrão, bolachas, cereais ou sobremesas feitas com farinha branca;

• Refrigerantes e outras bebidas açucaradas;.

• Adoçantes como açúcar de cana, xarope de glicose ou milho, melaço, maltodextrina, dextrose, sacarose, agave etc.

Os carboidratos refinados são absorvidos rapidamente na corrente sanguínea, o que aumenta prontamente os níveis de açúcar no sangue. Quando os açúcares no sangue aumentam, os níveis de insulina também aumentam para ajudar a transportá-los para as células. A insulina torna os hormônios androgênicos mais ativos e aumenta o fator de crescimento semelhante à insulina 1 (IGF-1). Isso contribui para o desenvolvimento da acne.

2) Lacticínios:

Muitos estudos demonstraram uma ligação entre produtos lácteos e prevalência e gravidade da acne.


Sabe-se que o leite aumenta os níveis de insulina, independentemente de seus efeitos no açúcar do sangue. O leite de vaca também contém aminoácidos que estimulam o fígado a produzir mais IGF-1.

3) Fast food:

A acne está fortemente associada ao consumo de uma dieta ao estilo ocidental, rica em calorias, gordura e carboidratos refinados. Itens de fast food, como hambúrgueres, nuggets, cachorros-quentes, batatas fritas, refrigerantes e milkshakes, podem aumentar o risco de acne.


4) Alimentos ricos em Ômega-6:

Dietas contendo grandes quantidades de ácidos graxos ômega-6 (óleo de soja, milho e girassol), e pobres em ômega-3 (peixes, nozes), como a dieta ocidental típica, têm sido associadas a níveis aumentados de inflamação e acne. Por outro lado, a suplementação com ácidos graxos ômega-3 pode reduzir os níveis de inflamação, e, consequentemente, a acne.
 
5) Whey protein:
 
Fonte rica de aminoácidos leucina e glutamina, que favorecem a proliferação celular e, consequentemente, a obstrução folicular, o que pode contribuir para a formação da acne. Os aminoácidos da proteína do soro de leite também podem estimular o organismo a produzir níveis mais altos de insulina.
Acne
A acne resulta de uma mudança no padrão de ceratinização da unidade pilossebácea (pêlo e glândula sebácea), tornando-se o material ceratinoso mais denso e bloqueando a secreção do sebo. Estes tampões ceratinosos são chamados comedões (cravos) e representam as “bombas-relógios” da acne. O tamponamento comedogênico e a complexa interação entre os androgênios (hormônios sexuais) e as bactérias (Propionibacterium acnes) nas unidades pilossebáceas tamponadas levam à inflamação. Os androgênios estimulam as glândulas sebáceas a produzir maiores quantidades de sebo.

Assim sendo, as manifestações da doença (cravos e espinhas) ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilossebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.

É uma doença multifatorial. Fatores genéticos mostram sua participação. Severidade, distribuição, cicatrizes e resposta ao tratamento, podem ser geneticamente determinadas. Ex: Alta concordância de gêmeos monozigóticos, quando portadores de acne. A maioria dos indivíduos com acne cística tem pais com história de acne grave.

Outros fatores contribuintes: fármacos, fatores emocionais, dieta, tabagismo, período pré-menstrual, alterações hormonais, cremes e cosméticos.

A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Devido a isso, as lesões começam a surgir na puberdade, época em que estes hormônios começam a ser produzidos pelo organismo, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. A doença não atinge apenas adolescentes, podendo persistir na idade adulta e, até mesmo, surgir nesta fase, quadro mais frequente em mulheres (8% apresentam início após 25 anos, e, com cerca de 40 anos lesões significativas persistem em 1% dos homens e 5% das mulheres). É mais comum entre os adolescentes, afetando aproximadamente 80% dos jovens entre 12 e 18 anos. Predomina no sexo feminino, tendo início em torno dos 14 anos (10 – 17 anos), enquanto, no sexo masculino, aparece em torno dos 16 anos (14 – 19 anos). As formas mais graves ocorrem preferencialmente nos homens.

A doença pode aparecer nesta fase da vida, ou, ser resultado da persistência da acne juvenil. Pode surgir em decorrência de alterações hormonais devidas a disfunções ovarianas (a mais frequente é a síndrome dos ovários policísticos), alterações das glândulas supra-renais ou um aumento da sensibilidade da pele aos hormônios androgênicos (masculinos), responsáveis pelas manifestações da doença.

Apesar da acne da mulher adulta estar relacionada ao aumento da ação dos androgênios, muitas vezes os exames laboratoriais estão dentro de níveis normais, caracterizando, então, uma maior sensibilidade da pele a estes hormônios.

Outras características podem estar acompanhando a acne da mulher adulta, devido à ação dos androgênios: aumento da seborréia, aumento de pêlos (hirsutismo) e queda de cabelos (alopecia androgenética). Em alguns casos pode ocorrer também irregularidade menstrual.

O tratamento deve ser direcionado de acordo com o grau da acne, com as características da pele do paciente e causas envolvidas. Na acne da mulher adulta, por exemplo, geralmente existe componente hormonal (direto ou indireto) e a correção dessas alterações hormonais com medicações específicas pode beneficiar o paciente.

Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, de modo a evitar as suas sequelas, que podem ser cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais, devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.

O objetivo terapêutico é reduzir a atividade da glândula sebácea, diminuir a população bacteriana, normalizar a ceratinização do folículo e reduzir a inflamação. Pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Podem ser usados também medicamentos via oral, dependendo da intensidade do quadro, geralmente antibióticos para controlar a infecção, ou, no caso de pacientes do sexo feminino, terapia hormonal com medicações anti-androgênicas. A limpeza de pele tem ação importante para o esvaziamento de lesões não inflamatórias (cravos), evitando a sua transformação em espinhas. Em casos de acne muito grave (como a acne conglobata), ou resistente aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína (Roacutan), medicação que pode curar definitivamente a acne em cerca de seis a oito meses na grande maioria dos casos. Em casos leves o quadro dura 4-6 anos e em graves, 12 anos. A melhora com tratamento sem Roacutan é de 10% no 1º mês, 30% no 2º mês, 60% no 4º mês e 80% no 8º mês.

Os tratamentos mais modernos são: laser, luz intensa pulsada, terapia fotodinâmica com uso do ácido aminolevulínico-ALA, fototerapia (radiações UVA e UVB, luz azul, luz azul associada à luz vermelha).      

Os principais cuidados na pele com acne são:Higiene da pele, resistência aos maus hábitos, sol e alimentação.
Mantenha a pele sempre limpa, usando produtos de limpeza específicos para peles com acne, conforme orientação do dermatologista;
Evite exposição prolongada ao sol;
Use sempre filtro solar adequado ao seu tipo de pele;
Dê preferência a cosméticos à base de gel, adequados para peles oleosas;
Mantenha uma alimentação saudável e balanceada, rica em frutas e verduras, evitando alimentos gordurosos e ricos em açucares, bem como bebidas alcóolicas e cigarro;
Pratique atividades físicas, pois ocorre redução do estresse e melhora da oxigenação sanguínea;
Não manipule, esprema ou coce suas espinhas. Você poderá agravar o problema. Coçar, espremer ou quaisquer outras formas de manipulação das espinhas podem gerar cicatrizes. Além disso, a ruptura de um cravo libera bactérias, fungos e outras substâncias que podem causar irritações ou inflamações na pele, aumentando ainda mais o problema;
Limpeza de pele: só deve ser feita por especialistas capacitados e sob recomendação médica do seu dermatologista;
Procure um dermatologista para a indicação de produtos adequados ao seu tipo de pele. 
Apesar de não ter participação na causa da doença, a dieta pode ter influência no curso da acne em algumas pessoas. Alimentos como chocolate, gorduras animais, amendoim e o leite e seus derivados devem ser evitados pelos pacientes que apresentem acne e percebam agravação dos sintomas após a ingestão dos mesmos.  Alguns trabalho mostram à influência de alimentos de alto índice glicêmico (carboidratos) na piora do quadro de acne. As elevações de glicose no plasma ocorrem em conseqüência da ingestão de uma carga significativa de glicose, estas elevações podem causar um aumento da testosterona e uma diminuição dos hormônios sexuais envolvidos no controle da secreção das glândulas sebáceas. No entanto, ainda há dados insuficientes que possam comprovar que uma dieta rica em gordura ou carboidratos possa interferir na quantidade e na composição da secreção formada pelas glândulas sebáceas, o que poderia influenciar no aparecimento da acne. Uma avaliação individual é importante, assim como a manutenção de uma dieta equilibrada e a administração dos medicamentos recomendados pelo dermatologista.

A resposta inflamatória é um componente importante na formação de cicatrizes Estas cicatrizes são provenientes do tecido conjuntivo que o corpo usa para reparar danos causados a uma determinada área, juntamente com anticorpos e glóbulos brancos, eles trabalham juntos para curar a ferida. Após o processo de cura, aparece a cicatriz. As cicatrizes da acne podem se desenvolver desde que a acne esteja presente, então uma boa forma de evitar cicatrizes é a prevenção. Cicatrizes de acne também podem ser evitadas, mesmo com a presença de acne. Nunca mexa na acne, além de poder contaminar a pele, isso interfere no processo de cicatrização e pode piorar a lesão resultante.

Evitar exposição ao sol é outro tipo de prevenção, pois este pode causar ainda mais danos à pele e dificultar o processo de cicatrização. Além disso, o sol causa um espessamento da pele ao mesmo tempo em que faz as glândulas sebáceas trabalharem mais, embora as pessoas pensem que seu efeito é benéfico. O Sol pode em um primeiro momento, secar as lesões de acne e dar impressão de melhora, porém, após alguns dias, ocorre o chamado “efeito rebote”, que seria um aumento da produção sebácea para compensar o ressecamento, piorando a acne. Os tratamentos para acne, em geral, deixam a pele mais sensível e descamativa, a exposição ao sol nesta situação, pode levar ao aparecimento de manchas.

Existem evidências de que a acne pode ser desencadeada por estresse, personalidade, humor e ativação do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal. É comum a ocorrência de um evento estressante antes do início de um quadro de acne mais intenso. Observou-se ainda, que a acne se desenvolve particularmente em pessoas com traços de personalidade depressiva e conformista além de agressividade e, particularmente, ressentimento e irritabilidade.

A acne não é exclusivamente devida a isso. Na sua patogenia estão envolvidos genética, hormônios, enzimas, às vezes fatores alimentares e climáticos. Entretanto, o estresse é um elemento que pode, em certas circunstâncias, tornar-se decisivo.

A relação da acne com o estresse tornou-se mais clara com uma pesquisa feita em em Berlim, publicada em maio de 2002, na qual foi descoberto que as glândulas sebáceas da pele (unidade anatômica onde se desenvolve a acne), possuem receptores para neuropeptídios e são acionadas por uma via equivalente à do eixo hipotálamo-hipófise-supra-renal. O hormônio de liberação da corticotropina, um mediador segregado pelo hipotálamo e acionado especialmente em situações de estresse, é biologicamente ativo nas células sebáceas e induz um aumento na síntese dos lipídios sebáceos. Essa descoberta esclarece que existe uma razão fisiológica, para que o estresse intensifique a acne. Como em todos os processos psiconeuroimunológicos, o estímulo parte do nível mental, passa pelo hipotálamo e segue pelos mensageiros químicos hormônio liberador da corticotrofina, hormônio adrenocorticotrófico, adrenalina e cortisol.

Apesar de a acne ser um quadro clínico de aparecimento comum e regular em certa idade, desencadeado pela presença do hormônio sexual masculino, a influência do psiquismo se faz sentir em certas condições e efetivamente modifica seu aspecto.
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